“Vamos investigar a fundo o que realmente está acontecendo em Alcântara”. Esse foi o alerta feito pelo deputado Luiz Carlos Hauly (PR) após audiência pública da Comissão de Relações Exteriores da Câmara com a presença do diretor-geral brasileiro da Alcântara Cyclone Space (ACS), Roberto Amaral.
A reunião ocorreu a pedido do tucano, que buscava esclarecimentos da direção da empresa sobre seus gastos e realizações. “Mesmo após ouvirmos o diretor, nada ficou esclarecido e ainda acreditamos que o dinheiro empenhado não se refletiu em resultados”, afirmou. Milhões investidos - Controlada por Brasil e Ucrânia, a binacional é responsável pela comercialização e operação de serviços de lançamento utilizando o veículo Cyclone-4 a partir do centro localizado em Alcântara (MA).
Segundo Hauly, é necessário analisar a forma como os recursos da empresa estão sendo aplicados, pois além dos US$ 105 milhões inicialmente fechados entre os dois países, um novo acordo permitiu a expansão desse capital para US$ 375 milhões. “Os mais de US$ 100 milhões iniciais já foram usados, mas até agora nenhum foguete foi construído, a base não foi implantada e sequer a empresa possui alvará de funcionamento", alertou.
Para Hauly, a ampliação precisa ser justificada, algo que Amaral não fez na Câmara. Com isso, integrantes das comissões de Relações Exteriores e de Fiscalização Financeira aprofundarão o uso dos recursos. (Reportagem: Djan Moreno e Letícia Bogéa/ Foto: Ag. Câmara)
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