A nova legislação sobre o Código Florestal Brasileiro que está sendo elaborada na Câmara dos Deputados tem um grande desafio: conciliar produtividade rural com preservação do meio ambiente. Esta posição foi defendida por tucanos durante audiência pública realizada nesta terça-feira (13) na Comissão Especial do Código Ambiental e Florestal Brasileiro.
Para o deputado Nilson Pinto (PA), o novo código precisa ser adaptado aos tempos atuais. “Uma coisa fundamental é que a legislação seja simples e clara. Lei muito complicada que estabelece muitos detalhes acaba sendo difícil de ser cumprida”, afirmou o tucano. Para ele, é preciso estabelecer formas que permitam ao agricultor sobrevivar em equilíbrio com o meio ambiente.
O deputado Urzeni Rocha (RR) também quer uma legislação eficaz, que preserve o meio ambiente e faça a produção agrícola avançar e gerar empregos. Para o tucano, uma das saídas é exigir que os países desenvolvidos contribuam com a preservação da floresta amazônica. Ele argumenta que este auxílio pode ser em forma de financiamentos, de programas e projetos auto sustentáveis – impedindo a agressão ao meio ambiente pelo homem do campo. Ele ressaltou que o cidadão ribeirinho precisa derrubar parte da mata ciliar para não morrer de fome. Já o deputado Ricardo Tripoli (SP) acredita que o governo deva subsidiar os agricultores para que eles produzam em áreas já utilizadas como no Centro-Oeste do país, evitando novos desmatamentos. O tucano também é favorável ao investimento científico na floresta amazônica pelo governo. Segundo ele, os pesquisadores podem encontrar no maior berço da biodiversiade do planeta a cura para doenças como câncer e Aids.
Na audiência pública sobre o novo Código Florestal, participaram o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas, Fernando Henrique da Fonseca, e o presidente da ONG SOS Mata Atlântica, Roberto Klabin. (Reportagem: Arthur Filho, da Rádio Tucana/ Foto: Eduardo Lacerda)
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