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5 de mai. de 2010

10 anos de conquistas

Tucanos: Lei de Responsabilidade Fiscal foi um marco para as finanças públicas

O Senado reuniu-se nesta quarta-feira (5) para comemorar os dez anos da Lei de Responsabilidade Fiscal. Sancionada em 4 de maio de 2000, a legislação é considerada uma importante ferramenta de controle fiscal das contas do Brasil, limitando a dívida do setor público. O líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida (BA), acompanhou a solenidade, na qual os tucanos classificaram a LRF de um marco para as finanças públicas do país.

Autor do requerimento de proposição da homenagem, o senador Tasso Jereissati (CE) recordou a "bagunça fiscal" vivida pelo Brasil, quando os governadores, ao tomar posse, assinavam ajustes com o governo federal mas não honravam com seus compromissos. "A Lei de Responsabilidade Fiscal, além de mudar a situação, produziu uma nova mentalidade, que contribuiu inclusive para a consolidação do fim do processo inflacionário", destacou.

O parlamentar lembrou ainda que há dez anos os parlamentares petistas votaram contra a proposta, assim como foram contrários à implantação do Plano Real, em 1994, responsável pela estabilização da economia.

Na avaliação do senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB, sem as reformas de base realizadas no governo tucano, o "Brasil teria virado de cabeça para baixo". "Para se chegar à estabilidade econômica se teve que pagar alguns preços, um dos quais foi a compreensão de que não era possível estabilidade com esqueletos no armário. Tinha-se de tirá-los para se lograr a estabilidade econômica que hoje é usufruída pelos brasileiros", ponderou Virgílio.

O líder parabenizou os responsáveis por esse instrumento de gestão pública que, aliado a outras medidas, permitiu a estabilização da economia.
Ele citou, por exemplo, o pré-candidato do PSDB à Presidência, o ex-governador José Serra (SP), que incluiu na Constituição de 1988 dispositivo prevendo a futura LRF.

Uma "herança bendita" de FHC, apesar da oposição ferrenha do PT

"É preciso reconhecer que a LRF é um marco na história da administração pública no Brasil e uma herança bendita do governo Fernando Henrique."
Senador Alvaro Dias (PR)

"A Lei de Responsabilidade Fiscal assenta-se no tripé planejamento, transparência e controle. As leis orçamentárias deixam o antigo status de mera formalidade para, de fato, se tornarem instrumentos de gestão governamental."
Senador Marconi Perillo (GO)

"Em que pese a oposição ferrenha do PT contra sua adoção na época da tramitação, ditaram-se a partir dali paradigmas civilizatórios em favor da austeridade e da transparência das despesas do Estado. E isso se materializou em duas formas: seja educando administradores brasileiros na cartilha do respeito à coisa pública, seja bloqueando abusos e malversações de ímpetos políticos irresponsáveis."
Senador Flexa Ribeiro (PA)

"O grande mérito da Lei de Responsabilidade Fiscal foi transportar para a administração pública algo de completo bom senso que acompanha todas as pessoas no decorrer das suas vidas."
Senador Flávio Arns (PR)

"Essa lei é importante não só para os administradores, mas sobretudo para a sociedade. Ela ajudou a criar a estabilidade e ajuda, diariamente, a mantê-la. Sem sombra de dúvidas é instrumento magnifico para se fazer uma gestão séria e que condiz com as necessidades do povo brasileiro."
Senador João Tenório (AL)

(Da redação com informações da Agência Tucana/Foto: Ag. Senado)

Ouça o boletim de rádio aqui

25 de mar. de 2010

CURTAS

Comissão aprova requerimento de Flávio Arns sobre benefício para deficientes

A Comissão de Assuntos Sociais do Sendo aprovou requerimento apresentado pelo senador Flávio Arns (PR) para que se realize audiência pública da Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência para discutir a manutenção do Benefício de Prestação Continuada (BPC) no valor de um salário mínimo, para o portador de deficiência que perder o emprego.

Eduardo Gomes é homenageado por trabalho realizado na CCTCI em 2009

Presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática em 2009, o deputado Eduardo Gomes (TO) foi homenageado pelo trabalho realizado no colegiado. O tucano teve sua foto fixada na galeria dos ex-presidentes da CCTCI. O líder do PSDB na Câmara, João Almeida (BA), participou da homenagem e elogiou o trabalho de Gomes frente à comissão que apreciou, durante sua gestão, 929 proposições. Foram 863 processos de rádio e televisão, 63 projetos de lei e quatro projetos de decreto legislativo. Também foram realizados mais de 20 debates, entre audiências públicas, painéis e seminários.

5 de mar. de 2010

Reverência merecida

Câmara homenageia Zilda Arns no Dia Internacional da Mulher

Em meio aos eventos relacionados ao Dia Internacional da Mulher, a Câmara promove na próxima segunda-feira (8), às 10h, sessão solene em homenagem póstuma à médica sanitarista Zilda Arns. Os deputados Raimundo Gomes de Matos (CE), João Campos (GO), Alfredo Kaefer (PR) e Luiz Carlos Hauly (PR) assinam o requerimento de parlamentares de vários partidos pedindo a sessão para reverenciar a memória da fundadora da Pastoral da Criança, falecida em janeiro vítima do terremoto ocorrido no Haiti.

Ação social reconhecida - A homenagem solicitada pelos tucanos é um reconhecimento a todo o trabalho solidário prestado pela médica nessa reconhecida ação com forte impacto social. Tia do senador Flávio Arns (PR), Zilda notabilizou-se sobretudo por suas ações de assistência à saúde das crianças pobres, lutando em especial contra a desnutrição infantil.

Presente em todos os estados do Brasil e em mais 20 países, a Pastoral da Criança tem mais de 240 mil voluntários capacitados atuando em 40,8 mil comunidades em 4.016 municípios. A entidade acompanha quase 95 mil gestantes e mais de 1,6 milhão de crianças pobres menores de seis anos.

A médica tinha 75 anos e havia acabado de proferir palestra em uma igreja para mais de 150 religiosos no Haiti, quando o local foi atingido pelo terremoto que devastou a nação há dois meses. O país vizinho era o próximo a receber ajuda da Pastoral. “Trata-se de uma homenagem justa e necessária a uma brasileira extraordinária, que doou seu tempo e sua vida em favor dos mais humildes”, destacou Alfredo Kaefer. (Reportagem: Rafael Secunho/Foto: divulgação)

Saiba mais sobre as atividades da Pastoral da Criança. Clique AQUI.

1 de mar. de 2010

Por uma formação melhor

Projeto torna obrigatória matrícula de crianças de 5 anos no ensino fundamental

A Câmara dos Deputados analisa projeto de lei do senador Flávio Arns (PR) que torna obrigatória a matrícula no ensino fundamental a partir dos cinco anos de idade. A proposta, já aprovada pelo Senado, altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que atualmente estabelece a obrigatoriedade do ensino fundamental a partir dos 6 anos de idade, com duração de nove anos.

Reflexos positivos - Para o tucano, a proposta produzirá reflexos positivos na formação dos alunos e reduzir indicadores sociais negativos. “É uma proposta legalmente e socialmente relevante. Além do ajuste estrutural, a iniciativa evitará as disparidades sociais que hoje estão presentes em nossa sociedade. A principal intenção é o estabelecimento dos padrões necessários para que nossas crianças estejam aprendendo em igualdade de condições”, explicou.

Desde 2006, quando a LDB foi alterada, a educação infantil inclui os alunos na faixa etária dos cinco anos. Ao completar seis, a criança á matriculada no ensino fundamental e deve cursar nove períodos (ou séries). De acordo com a proposta, o Estado terá obrigação de oferecer atendimento na educação infantil ou creches para crianças com menos de cinco anos e a partir dessa idade o dever do Estado será oferecer vaga no ensino fundamental.

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Com esse rito de tramitação, a proposta não passa pelo crivo do plenário, a não ser que haja recurso. (Da redação com Agência Câmara/ Foto: Ag. Senado)

22 de fev. de 2010

Heroísmo

Senado homenageia brasileiros mortos no Haiti

Os senadores vão reverenciar a memória dos 18 militares brasileiros que morreram no terremoto ocorrido no Haiti em 12 de janeiro deste ano. Na ocasião, também serão homenageados Zilda Arns Neumann, fundadora da Pastoral Nacional da Criança, e Luiz Carlos Costa, representante da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, também vítimas da tragédia. A cerimônia ocorrerá nesta terça-feira (23), em plenário, a partir das 14h.

Memória - O requerimento pedindo a realização do evento foi apresentado pelo senador Flávio Arns (PR), sobrinho de Zilda Arns, e endossado por outros parlamentares. "A tragédia do terremoto de Porto Príncipe, que castigou violentamente uma população já muito sofrida, levou também a vida de brasileiros que abnegadamente participavam de uma missão destinada a salvar vidas. Esses heróis lutavam em um país pobre que tentava se libertar das amarras da miséria e da injustiça social, que atinge mais de 80% da população", disse Arns.

No requerimento, o senador destaca os principais feitos dos brasileiros mortos no Haiti. A médica pediatra e sanitarista Zilda Arns foi, segundo o parlamentar, "uma incondicional defensora dos direitos humanos", tendo desenvolvido intenso trabalho social que mobilizou centenas de milhares de voluntários. Esse trabalho, observou, ajudou milhões de crianças brasileiras e estrangeiras que viviam em condições subumanas.

Zilda Arns estava no Haiti justamente para levar a exitosa experiência da Pastoral da Criança às famílias daquele país, conforme o senador. A médica foi indicada para o Prêmio Nobel da Paz de 2001, e recebeu, em vida, homenagens e honrarias no Brasil e em outros países.

Já Luiz Carlos da Costa ocupava, desde novembro de 2005, o cargo de vice-representante do secretário-geral da ONU no Haiti, após ser indicado pelo então secretário-geral da instituição, Kofi Annan. Era o segundo na ordem hierárquica da ONU no Haiti "e um dos mais competentes e experientes brasileiros em questões humanitárias no mundo", segundo Arns. Costa trabalhou nas Nações Unidas desde 1969, servindo em missões na Libéria, e "deixou um legado de dignidade como exemplo para todos os brasileiros", destacou o senador. (Da redação com Ag. Senado/ Foto: Ag. Senado)

18 de fev. de 2010

Hora de mudanças

Hauly reforça críticas da Campanha da Fraternidade à política econômica de Lula

Lançada nesta quarta-feira (17), a Campanha da Fraternidade de 2010 levará a 50 mil comunidades cristãs de todo país uma mensagem em tom de crítica à política econômica adotada no governo Lula. O tema deste ano é “Economia e Vida”, com o lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro". O texto-base inclui, entre outros pontos, críticas à crescente dívida interna do país, às altas taxas de juros, à elevada carga tributária e ao sistema financeiro internacional. Em 2009, por exemplo, essa dívida fechou em R$ 1,4 trilhão, 7,16% a mais que em 2008.

Modelo precisa ser rompido - Economista e católico praticante, o deputado Luiz Carlos Hauly (PR) disse que a mobilização destaca a necessidade de mudanças. “A Campanha da Fraternidade é bem realista e propõe aquilo que o país mais necessita: mudanças na política econômica adotada pelo governo Lula. O tema escolhido é uma crítica contundente à carga tributária elevada e concentrada em cima dos pobres e dos trabalhadores, um alerta que eu venho fazendo há muito tempo”, destacou.

Realizada de forma ecumênica pela terceira vez, a Campanha da Fraternidade congrega, além da Igreja Católica, outras quatro igrejas integrantes do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), responsável pela mobilização de 2010. “Essa união é muito importante para romper com esse modelo e essa condução equivocada da política econômica”, ressaltou Hauly.

Em relação à dívida interna, o texto da campanha aponta que apesar dos gastos com juros e amortizações da dívida pública consumirem mais de 30% dos recursos orçamentários do país, as dívidas não param de crescer. “O trabalhador paga o dobro de impostos dos ricos. O modelo econômico vigente não tem nenhum compromisso com os mais pobres”, alertou o tucano, defensor ferrenho de uma profunda reforma tributária no país.

Ainda segundo o documento, a dívida limita a capacidade do governo de destinar verbas aos investimentos sociais. “Durante sete anos de governo o presidente Lula mais que dobrou os valores da dívida e pagou altos juros como nunca antes na história desse país”, alertou. “O PSDB, como partido social-democrata, busca privilegiar o trabalho e os cidadãos, distribuir riqueza e proporcionar melhores condições para a população”, apontou Hauly.

Reflexão - Em pronunciamento no plenário do Senado, Flávio Arns (PR) afirmou que a campanha é uma oportunidade para reflexão. “A sociedade deve refletir sobre as relações sociais e a postura diante da vida, em busca da recuperação dos melhores valores e da humanidade que vem se perdendo", argumentou.

Segundo ele, a mobilização deste ano pode equacionar a relação entre economia, vida humana e conservação do meio ambiente. Já Arns cobrou atenção ao lema da campanha. Ele atribuiu à ganância e à ambição desmedidas o estado de pobreza e de miséria em que vive grande parte da humanidade. (Reportagem: Alessandra Galvão/ Fotos: Eduardo Lacerda e Agência Senado)

21 de jan. de 2010

Cidadania

Projeto facilita identificação de cédulas por deficientes visuais

O senador Flávio Arns (PR) pretende tornar mais fácil a identificação de cédulas de dinheiro para portadores de deficiência visual. O tucano é autor de projeto de lei que pretende incluir elementos possibilitando essa identificação. A proposta prevê que a emissão das cédulas com essas características ocorra gradativamente no período de dez anos.

Mais segurança e independência - De acordo com o parlamentar, ao reconhecer por conta própria o dinheiro, o deficiente visual conseguirá atuar com mais segurança e independência na sociedade. Ao todo, mais de 2,5 milhões de brasileiros enfrentam sérios problemas de visão. Do total, cerca 700 mil são quase cegos e outros 150 mil nada enxergam.

“Atualmente impossibilitados de conferirem o valor em notas recebidas como troco, esses cidadãos necessitam do auxílio de outros para identificar e acomodar organizadamente as cédulas na carteira. Em alguns momentos essa necessidade os deixam sujeitos à má fé de pessoas desonestas, que se valendo de sua situação causam-lhes prejuízos e preocupações”, justificou Arns.

15 de jan. de 2010

Parceria

Governo do PSDB valorizou as ações da Pastoral da Criança

A colaboração entre Zilda Arns e o PSDB começou em 1998, com apoio do Ministério da Saúde à Pastoral da Criança. Naquela época, a médica pediatra e sanitarista Zilda Arns, tragicamente morta na última terça-feira (12), no Haiti, já ajudava 1,5 milhão de crianças com menos de 6 anos e salvava a vida de milhares de bebês com medidas simples, como a visita domiciliar de agentes de saúde, orientação alimentar, ensino do uso de soro caseiro e a pesagem mensal das crianças.

Isso permitiu, à época, que a mortalidade infantil nas áreas atendidas pela Pastoral ficasse entre 12 e 18 mortes por mil bebês nascidos. Nas regiões fora do alcance do trabalho de Zilda, esse índice saltava para 35 mortes.

Nobel - Por iniciativa do então ministro da Saúde José Serra, Zilda foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz. Representando o governo Fernando Henrique Cardoso, Serra seguiu para a Noruega, no início de 2001, com a missão de formalizar a indicação perante o Comitê do Prêmio Nobel.

Naquela época, em entrevista à revista Isto é, Zilda Arns contou: "Sem nenhum conteúdo político, digo que o ministro da Saúde, José Serra, foi o primeiro ministro a dar atenção à Pastoral. Quando fui a Brasília pedir recursos, ele não quis olhar nada, simplesmente disse “quero dobrar a nossa participação"

Defesa - Zilda não hesitou em defender os programas sociais do PSDB diante das críticas furiosas do PT. O primeiro que ela defendeu foi o Bolsa Escola, criado pelo Ministério da Educação, e que entregava R$ 15 a cada criança de família carente que estivesse na sala de aula e com os atestados de vacinação em dia: " Os R$ 15 parecem pouco, mas promovem desenvolvimento local sustentável ", dizia.

Feminista e conhecedora dos hábitos familiares brasileiros, elogiou a decisão do governo tucano de entregar a titularidade dos cartões do Bolsa Escola às mães: "É o possível no momento e os resultados mostram a promoção da mulher em sua cidadania."

Programas pioneiros - Logo após as eleições de 2002, a criadora da Pastoral defendeu a manutenção, não só do Bolsa Escola, como também do Bolsa Alimentação, que entregava R$ 15 a crianças até 6 anos de idade e mães em período de amamentação pelo prazo de seis meses.

"É preciso valorizar os caminhos abertos pelos programas sociais que começaram a ser implantados nos últimos anos, como o Bolsa Escola, o Peti (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil), o Bolsa Alimentação e o benefício para idosos e pessoas portadoras de necessidades especiais. Um grande passo seria avaliar essas experiências, reconhecer seus méritos e suas falhas e, a partir disso, aperfeiçoá-las e ampliá-las."

Em 2006, cansada, anunciou seu afastamento da coordenação da Pastoral, que já atuava em 14 países da América Latina, Ásia e África.


Morte - Segundo o senador tucano Flávio Arns (PR), sobrinho da médica sanitarista, Zilda Arns havia acabado de proferir palestra em uma igreja para mais de 150 religiosos. O Haiti era o próximo país a receber ajuda da Pastoral. A brasileira estava conversando com um padre local, quando o prédio ruiu e os destroços do prédio atingiram-na fatalmente.Araucárias, sede do governo estadual.

O corpo de Zilda Arns Neumann chegou ao Brasil na madrugada desta sexta-feira (15). O velório da fundadora da Pastoral, que nasceu em Forquilinha (SC), mas morava em Curitiba, será realizado na capital paranaense, no Palácio das Araucárias.

A família de Zilda pede que, em vez de coroas de flores, aqueles que querem homenagear a médica façam doações à Pastoral da Criança. (Fonte: da Agência Tucana, com informações e edição do Diário Tucano/Fotos: Jonas Pereira e Valter Campanato- Agência Brasil)

Zilda Arns

Família do senador Flávio Arns (PR) divulga nota lamentando morte da médica pediatra e sanitarista Zilda Arns, em decorrência do terremoto no Haiti.

Segue a íntegra da nota:


Esperança, confiança e crença num destino digno para toda a humanidade são sentimentos da família do Senador Flávio Arns neste momento de vazio pela dolorosa e inesperada perda. Além de familiar, Zilda Arns representava um modelo de cidadania para os brasileiros, que sobreviverá na memória de todos e, mais especificamente, nas voluntárias da Pastoral da Criança.

Tia Zilda, como era chamada pelos familiares, transportou para a vida os princípios de ética e amor ao próximo assimilados no seio da família, exemplificados até seu momento final, em missão humanitária no Haiti.

O senador Flávio Arns desembarcava em Brasília para atender a compromissos na capital, quando foi informado do acontecido, deslocando-se imediatamente para a base aérea, de onde partiu para o Haiti, junto com a comitiva de autoridades brasileiras que viajaram ao País.


Desde então, o único contato feito com o Senador foi na madrugada desta quinta-feira, 14/01, quando ligou para a família, relatando a situação de extrema precariedade encontrada, informando que estavam sendo envidados todos os esforços para o retorno do corpo de dona Zilda ao Brasil, tão logo possível.

Segundo o Senador, Zilda Arns havia acabado de proferir palestra em uma igreja, as pessoas estavam saindo, tendo a brasileira ficado para trás, em conversa com o padre, quando o prédio ruiu, vitimando-a instantaneamente.

Em luto, a família do Senador Flávio Arns agradece as incontáveis manifestações de solidariedade, incentivando que a lembrança de Zilda Arns se traduza em todos, através de mais dedicação, respeito, amor e trabalho em favor do bem-estar social.

Neste momento de calamidade, temos tomado conhecimento dos esforços do Brasil, e de demais nações, em favor daquele empobrecido país. A família Arns espera que esse despertar de solidariedade internacional seja continuado, e prossiga para além da emergência imposta pela natureza, sempre em defesa da dignidade plena para o ser humano. (Da Agência Senado)

9 de dez. de 2009

Comissão instalada

CPI esclarecerá denúncias de desvio de recursos pelo MST, diz Bruno Araújo

Integrante titular da CPI do MST, o deputado Bruno Araújo (PE) destacou a instalação da comissão mista nesta quarta-feira (9). A expectativa do tucano é que as investigações consigam esclarecer denúncias de uso irregular de R$ 115 milhões repassados pelo governo Lula a entidades ligadas ao Movimento dos Sem Terra. O requerimento de criação da CPI foi lido em plenário no dia 21 de outubro, mas os partidos da base aliada ao Planalto vinham protelando a indicação de seus integrantes.

Financiar invasões - “Esperamos mostrar ao país que recursos públicos vêm sendo utilizados para atender interesses privados do MST. Os movimentos sociais são importantes em qualquer democracia, mas precisam beneficiar a população. Entretanto, chegam denúncias em grande volume de que os repasses têm sido desviados para financiar invasões. Ao longo dos últimos anos, o MST virou um movimento de luta político-ideológica”, destacou o deputado.

10 de nov. de 2009

Apologia política

Senadores querem explicações de ministro da Educação sobre Enade

O senador Flávio Arns (PR) classificou de uma "lástima" o aproveitamento das provas do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) para perguntar sobre a administração Lula e só considerar como certas as respostas que fossem de acordo com governo. Integrante da Comissão de Educação, o tucano propôs o envio de ofício ao ministro Fernando Haddad questionando o que considerou ser "apologia partidária". O senador antecipa que, se as respostas não forem suficientes, o ministro deverá ser chamado para dar explicações na comissão.

Credibilidade em xeque - Presidente em exercício da comissão, a senadora Marisa Serrano (MS) citou reportagem do jornal "O Globo" desta terça-feira fazendo a denúncia e relatando que, das dez questões de conhecimentos gerais, quatro referem-se ao governo federal. Um exemplo é a de número 5, que menciona o impacto positivo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) sobre o meio ambiente.

23 de out. de 2009

Conscientização

Flávio Arns anuncia realização no Senado de semana dedicada à infância

O senador Flávio Arns (PR) anunciou que será realizada no Senado, de 27 a 30 deste mês, a 2ª Semana de Valorização da Primeira Infância e Cultura da Paz. O tema central do evento, que conta com o apoio da Comissão de Educação da Casa será "O Brincar na Construção da Paz". O objetivo é sensibilizar e conscientizar o poder público e a sociedade para a importância dos primeiros anos de vida de uma pessoa - tanto em termos físicos quanto psicológicos - fundamentais para a convivência social, para a cultura da paz e para a prevenção da violência.

Fase importante - O tucano informou que durante quatro dias especialistas, funcionários do governo e parlamentares debaterão a elaboração de políticas públicas voltadas para a primeira infância. O senador ressaltou que o primeiro ano de vida de uma criança é a época mais importante para o seu desenvolvimento. "Ou cuidamos da criança nos primeiros anos de vida ou teremos perdido um momento fundamental", ponderou.

15 de out. de 2009

Incentivo precoce

Flávio Arns: formação do leitor deve começar o mais cedo possível

Durante seminário para comemorar o Dia Nacional da Leitura, o senador Flávio Arns (PR) afirmou que é fundamental formar o leitor a partir de uma idade muito precoce. "É desse jeito que se adquire o hábito do prazer de ler, de escutar histórias como iniciação para a leitura e para a escrita", afirmou o tucano, que elogiou o desenvolvimento, em todo país, de bibliotecas comunitárias.

Dia do Professor - Arns ressaltou a qualidade dos debates ocorridos no seminário "Expansão do Acesso à Leitura: Integração Entre Ações Públicas e Privadas", organizado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado. O evento contou com a presença de representantes dos ministérios da Educação e da Cultura, do Instituto Ecofuturo e outras organizações não-governamentais.

Pela primeira vez, o país comemorou, no último dia 12 de outubro, o Dia Nacional da Leitura. A data é fruto de uma lei sancionada no início deste ano pelo Presidente da República, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), a partir de uma discussão ocorrida em 2008 na Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Arns lembrou que no mesmo dia é comemorado o Dia da Criança. Ou seja, há um claro objetivo de associar o hábito da leitura com a própria criança.

2 de out. de 2009

Conquista nacional

Tucanos celebram vitória do Rio como sede olímpica

Parlamentares do PSDB comemoraram a escolha do Rio de Janeiro para sede das Olimpíadas de 2016. Para os tucanos, os jogos proporcionarão uma série de benefícios ao país, como o incentivo ao esporte e ao turismo, a descoberta de novos talentos, o desenvolvimento econômico e mais investimentos em infraestrutura. E para que a festa seja completa, parlamentares alertaram nesta sexta-feira para a necessidade de fiscalizar os gastos públicos necessários à realização do evento com vistas a evitar desperdícios e desvios.

Despertar talentos - O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), parabenizou a escolha do Comitê Olímpico Internacional e defendeu um plano de mobilização para o esporte no Brasil. “Será uma oportunidade única para despertar talentos. Esta mobilização precisa envolver as escolas, as crianças e adolescentes, principalmente os de baixa renda, para a prática esportiva", apontou o tucano, ao lembrar que o país sediará os dois principais torneios esportivos mundiais: a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016. "Teremos participação marcante nestes jogos”, previu.

Presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte, o senador Flávio Arns (PR) concorda que os jogos podem incentivar o desenvolvimento de todo o país, e não apenas do Rio. “Se bem planejado e executado, o evento representará um grande incentivo para o esporte no país, a descoberta de novos talentos, a geração de emprego e renda com o turismo e a melhoria de infraestrutura”, enumerou. Assim como Guerra, ele destacou a importância da busca de novos talentos no esporte nos próximos anos.

Pelo Twitter, o senador Eduardo Azeredo (MG) afirmou que as Olimpíadas representam um “incentivo ao esporte, ao turismo e à economia do Brasil", enquanto o deputado Otavio Leite (RJ) considera os jogos uma "oportunidade histórica" para o país. “Essa conquista vai trazer um conjunto de melhorias, como o incentivo ao turismo internacional. A vitória é do Rio de Janeiro e do Brasil. Com as candidaturas passadas o país foi somando experiência e fortalecendo a sua imagem. A vitória é justa, afinal jamais foi realizada uma olimpíada na América do Sul”, destacou.

De olho nos gastos - Já o deputado Edson Aparecido (SP) comemorou a conquista, mas pediu cautela para que a festa não se transforme em um problema. “É notório que o país irá se beneficiar de diversas maneiras com os jogos, mas precisamos fazer algumas reflexões. O projeto apresentado pelo Rio foi o mais caro entre os quatro finalistas, prevendo o gasto de US$ 14,42 bilhões para a organização do evento. Só na fase de candidatura já foram aplicados R$ 138 milhões”, ressaltou.

Além de destacarem a importância de planejamento, os tucanos lembraram o papel do Legislativo na fiscalização das verbas públicas. “Devemos dar exemplo de organização e de planejamento, realizando ainda nosso papel de assegurar a boa aplicação do dinheiro”, disse Arns.
“O Congresso Nacional tem agora a tarefa de fiscalizar a utilização do dinheiro público, de zelar por cada centavo, além de estar atento às expectativas de investimentos”, completou Leite.

O projeto de 2016 vai unir forças dos governos federal, estadual e municipal. Apenas no setor hoteleiro, a expectativa é de geração de 18 mil empregos. A capital carioca superou as rivais Madri, Tóquio e Chicago na disputa depois das tentativas de candidaturas frustradas para sediar os Jogos Olímpicos de 2004 e 2012. (Reportagem: Alessandra Galvão/ Foto: Ag. Brasil)

Leia também:

PSDB: Escolha do Rio é vitória extraordinária

1 de out. de 2009

Afinidade

Flávio Arns reforça a bancada tucana no Senado

O senador Flávio Arns é o mais novo integrante da bancada tucana. Ele assinou nesta quinta-feira a ficha de filiação ao partido em Brasília 45 dias após ter deixado o PT. O parlamentar saiu da legenda do presidente Lula se dizendo envergonhado do apoio do partido ao arquivamento das representações contra José Sarney (PMDB-AP). Arns foi convidado por diversos partidos da base aliada e da oposição, mas optou pelo retorno ao PSDB, pelo qual já exerceu três mandatos de deputado federal.

Preocupação com o social - Segundo Arns, a afinidade com as lideranças tucanas pesaram para o seu retorno. “Voltei pela grande sintonia que tenho com os políticos que dirigem o partido, como José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves, com quem trabalhei por 12 anos na Câmara. Além deles, tenho sintonia com colegas da bancada, como o presidente do PSDB, Sérgio Guerra. Tenho absoluta confiança na ética e no compromisso desses homens com o futuro do Brasil”, destacou o senador.

Formado em Direito e Letras, Arns foi eleito senador em 2002 com pouco mais de 1,9 milhão de votos. Segundo ele, as bandeiras defendidas pelo PSDB se assemelham ao que ele acredita, a exemplo do diálogo permanente com a sociedade e a valorização dos movimentos sociais. "Além de me identificar perfeitamente com as bandeiras tucanas, creio que o partido tem os melhores candidatos para vencer as próximas eleições”, ressaltou.

O parlamentar destacou ainda a sua defesa irrestrita da educação, considerada por ele um dos principais pilares para o desenvolvimento humano. “É importante não somente o crescimento da economia, mas também cuidar da área social, da saúde e do apoio às famílias. Mas considero fundamental começar a cuidar do cidadão pela educação”, concluiu.

Na última sexta-feira, o senador Expedito Júnior (RO) já havia ingressado no partido. Com as duas adesões, o PSDB tem agora a segunda maior bancada do Senado, com 15 integrantes. Fica atrás somente do PMDB, que tem 17. (Reportagem: Rafael Secunho/Foto: Ag. Senado)