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31 de ago. de 2010

Direto do plenário

“Arriscaria dizer que Belém é a cidade mais violenta do mundo, sem aqui estar exagerando nada. Eu tenho dados que comprovam isso. Um Pará que crescia, que era o sexto estado exportador desta nação, um estado rico, vive hoje nas mãos de bandidos, sem que as autoridades façam nada, absolutamente nada, nenhuma providência”.

Senador Mário Couto (PA) ao afirmar que o Pará bateu o recorde de assassinatos em sua história, tendo sido classificado pela imprensa como o estado mais violento do país. Segundo ele, em números totais, o Rio de Janeiro tem mais assassinatos, mas quando se compara o número de mortes com a população, o Pará está na frente.

“Há a necessidade de prover toda a região da Amazônia de condições adequadas e suficientes para a promoção de seu desenvolvimento econômico, uma vez que é da pobreza e do subdesenvolvimento que provêm, hoje, os maiores riscos à integridade do ambiente natural. É urgente o estabelecimento dessas ações, com especial ênfase, àquelas onde a ausência de políticas de preservação e conservação cobram um alto preço aos seus residentes”.

Senador Papaléo Paes (AP). O parlamentar defendeu dois projetos de lei de sua autoria, em tramitação no Senado, com o objetivo de redirecionar recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) para a região.

3 de ago. de 2010

Direto do Plenário

“A PEC 270 tem o objetivo de fazer justiça aos aposentados por invalidez. Os aposentados estão aflitos e ansiosos para que possamos fazer justiça em relação a essa proposta, dando-lhes uma resposta. Essa votação será muito importante.”

Deputada Andreia Zito (RJ) ao cobrar a votação, em plenário, da Proposta de Emenda à Constituição que estabelece a aposentadoria integral a servidores aposentados por invalidez em decorrência de acidentes de serviço, doença grave, contagiosa ou incurável. A tucana é autora da proposta.

“Pode o brasileiro me perguntar quem foi punido pela morte de 280 bebês na Santa Casa de Misericórdia de Belém em menos de dois meses, e eu direi: ninguém. Isso porque há omissão do governo."

Senador Mário Couto (PA) pedindo punição aos responsáveis pela morte de 280 bebês em 2008 em hospital da capital paraense. Segundo o tucano, esse é apenas um dos muitos problemas enfrentados pela população paraense. De acordo com ele, o estado está tomado pela “bandidagem” e dezoito pessoas são assassinadas por dia só na Grande Belém.
(Da Redação/ Fotos: Eduardo Lacerda e Agência Senado)

20 de mai. de 2010

Direto do plenário

Há uma desigual distribuição das riquezas do nosso país. Os prefeitos, sobretudo aqueles das cidades pequenas e médias, ficam cada vez mais afogados em dívidas. Eles enfrentam dificuldades de executarem os serviços essenciais para as suas cidades funcionarem - como merenda, transporte escolar e atendimento à saúde - porque não têm recursos em caixa."
Deputado Paulo Abi-Ackel (MG), ao destacar a realização da Marcha Nacional dos Prefeitos, ocorrida nesta semana em Brasília. O tucano manifestou total solidariedade aos prefeitos e afirmou que o governo Lula não dá a devida atenção às demandas municipais.


É uma vergonha! A auditoria do estado do Pará mostra um desvio de R$ 900 milhões apenas na Secretaria de Educação. Mais de 80% das obras e serviços no estado foram feitos sem licitação. Roubaram do povo paraense mais de R$ 1 bilhão. Por que no Brasil a Justiça não é para todos?
Senador Mário Couto (PA), ao protestar contra o desvio bilionário no Pará, baseado em dados da Auditoria-Geral do Estado. O tucano responsabilizou a governadora Ana Julia Carepa, do PT, pelo "mar de corrupção" que domina aquela unidade da federação.

(Reportagem: Alessandra Galvão/Fotos: Eduardo Lacerda e Ag. Senado)

13 de mai. de 2010

Desculpa esfarrapada

Tucanos repudiam manobra para tentar derrubar aumento para aposentados

Parlamentares do PSDB criticaram com veemência nesta quinta-feira (13) a manobra de líderes do governo no Congresso Nacional para tentar derrubar o aumento de 7,72% aos aposentados e pensionistas que ganham mais de um salário mínimo. Para os tucanos, a artimanha está sendo arquitetada pelo presidente Lula.

O líderes do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), e no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), argumentam que a medida provisória aprovada na Câmara tem um erro de digitação relacionado ao percentual do reajuste. No entanto, a presidência da Câmara alega que a correção da redação foi feita antes do envio da proposta ao Senado.

Para o deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP), a manobra visa tirar das costas do presidente Lula um desgaste: o de vetar o reajuste. “O presidente da República não quer sancionar e está evitando ter que barrar o aumento. O Planalto não tem vergonha alguma de usar dos mais ilícitos artifícios para poder sonegar direitos aos aposentados e pensionistas”, ressaltou.

Já o senador Mário Couto (PA) considera necessário refrescar a memória do presidente Lula, pois em campanhas eleitorais o petista dizia que em seu governo os aposentados seriam respeitados. Para o tucano, Lula esqueceu disso muito rápido. E se o reajuste for barrado, ficará muito claro que o presidente não se importa com os cidadãos que tanto contribuíram com o país, segundo Mário Couto. “Ele mostra que é um verdadeiro carrasco dos aposentados”, criticou.

O parlamentar espera que o plenário do Senado vote a medida provisória na próxima terça-feira (18). Para que o reajuste seja válido, o texto precisa ser aprovado até 1º de junho.




7,72%
Foi o percentual de reajuste aos aposentados que ganham acima de um salário mínimo aprovado pela Câmara. Se dependesse da intenção inicial do Planalto, o aumento seria de apenas 6,14%.

(Reportagem: Arthur Filho/ Fotos: Eduardo Lacerda e Ag. Senado)

Ouça o boletim de rádio aqui

Direto do plenário

O desaparecimento de crianças e adolescentes é um dos problemas mais graves no Brasil e no mundo. Não há nada tão importante na Câmara quanto essa CPI. Portanto, num gesto de boa vontade e discernimento, aprovamos a prorrogação para continuar os trabalhos da comissão de inquérito. Devemos ter confiança no excelente trabalho da relatora, deputada Andreia Zito”.
Deputado Luiz Carlos Hauly (PR), ao comemorar a prorrogação dos trabalhos da CPI que investiga as causas, consequências e responsáveis pelos desaparecimentos de crianças e adolescentes no Brasil. Os trabalhos estavam previstos para terminar dia 26 de maio, mas foram prorrogados por mais 90 dias após decisão do plenário da Câmara.


Em várias regiões do país, o trabalho escravo ainda persiste. Em datas como a de hoje, devemos parar para refletir e discutir sobre as causas deste problema. Não podemos aceitar e nem compactuar com nenhuma ação que possa acrescentar, o mínimo que seja, mais desigualdade, principalmente racial. Estamos avançando, mas não com a rapidez desejada.
Senadora Marisa Serrano (MS), durante discurso alusivo aos 122 anos de assinatura da Lei Áurea. A tucana destacou avanços conquistados pelos população negra e apontou desafios a serem superados.



Está nas mãos do presidente Lula a aprovação do projeto Ficha Limpa a tempo de valer para as eleições deste ano. O governo tem que dizer agora se é a favor da proposta ou se quer o aplauso dos fichas sujas. Estou preocupado, pois o presidente criticou o projeto. Mas há um apelo popular que não pode ser ignorado por ele.”
Senador Alvaro Dias (PR), ao cobrar a aprovação da proposta de iniciativa popular.


A moralização do Congresso depende não apenas da aprovação do projeto Ficha Limpa, mas também das propostas que acabam com as votações secretas no Parlamento. Por que temos que esconder nosso voto da população? Isso é uma vergonha. Sinto-me constrangido quando sou obrigado a esconder minha posição. É obrigação minha mostrar ao eleitor no que estou votando.
Senador Mário Couto (PA)

(Reportagem: Letícia Bogéa/ Fotos: Ag. Senado)

12 de mai. de 2010

Novo colegiado

A pedido de Wandenkolk, é criada subcomissão para acompanhar Belo Monte

Foi aprovado, na manhã desta quarta-feira (12), requerimento proposto pelo deputado Wandenkolk Gonçalves (PA) que cria uma subcomissão especial para acompanhar a construção da usina de Belo Monte, no Pará. O pedido foi aceito por unanimidade pelos membros da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional (CAINDR).

Segundo lembrou o tucano, a implementação de megaprojetos na Amazônia sempre vem acompanhada de sérios prejuízos a toda área de abrangência e leva à alteração de ecossistemas, entre outros problemas.

"A subcomissão tem como objetivo a discussão de demandas oriundas dos mais diferentes segmentos sociais, principalmente aquelas relacionadas pelos gestores municipais da área de abrangência do projeto e que deverão ser incluídas no edital de licitação da obra, anunciada pelo governo federal", afirmou Wandenkolk.

Na avaliação do deputado, a criação do colegiado é tardia e a Câmara vinha se omitindo em relação à polêmica envolvendo a construção da usina. Isso acabou gerando grande apreensão. “A Casa não tomou nenhuma atitude no sentido de acompanhar e ajudar na condução do processo. É preocupante pois a obra não interessa especificamente ao estado do Pará, mas é também de fundamental importância para todo o Brasil”, destacou.

Wandenkolk afirmou que outra meta da subcomissão é integrar a Câmara, o Senado e os poderes legislativos municipais a fim de acompanhar tudo que envolve Belo Monte. Desde o leilão para a construção até as implicações em relação ao meio ambiente, políticas públicas, educação, segurança pública e saúde. Ainda não foi marcada a data para instalar o colegiado.

Subcomissão com mesma finalidade é criada no Senado

→ Flexa Ribeiro (PA) foi escolhido para presidir a Subcomissão Temporária de Acompanhamento das Obras da Usina de Belo Monte instalada hoje, no Senado. O colegiado também é ligado à comissão de meio ambiente daquela Casa. O senador Mário Couto (PA) também é integrante do grupo.

Polêmica

→ A construção da usina é alvo de muita discussão. Enquanto o governo afirma que Belo Monte, que tem previsão para entrar em funcionamento em 2015, pode beneficiar 26 milhões de brasileiros, críticos argumentam que o impacto social e ambiental da instalação da hidrelétrica foi subestimado e apontam para uma suposta ineficiência da mesma.

(Reportagem: Renata Guimarães com Ag. Câmara / Foto: Eduardo Lacerda)

Ouça aqui o boletim de rádio

16 de mar. de 2010

Sucessão de escândalos

Mário Couto desafia PT a punir denunciados

Em discurso no plenário do Senado nesta terça-feira (16), o senador Mário Couto (PA) lamentou o envolvimento do PT no recente escândalo envolvendo a Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo), e questionou o motivo dos petistas denunciados não sofrem qualquer tipo de punição, mesmo diante de provas evidentes como no caso do mensalão e agora da Bancoop, suspeita de desvio de verbas para abastecer campanhas eleitorais do PT.

“Se apontarem um filiado do PT que roubou e foi penalizado, eu peço desculpas ao Senado e à Nação”, desafiou Couto.

O senador citou como exemplo o ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil, Waldomiro Diniz, acusado de concussão, corrupção passiva, além de gestão fraudulenta e temerária de instituição financeira, e que não teria sofrido qualquer tipo de punição. Diniz era um dos homens de confiança do ex-ministro e deputado cassado José Dirceu e tinha como hábito negociar com bicheiros o favorecimento em concorrências em troca de propinas e contribuições para campanhas eleitorais.

“Agora, temos o caso da Bancoop, um dos maiores escândalos que esse país já teve conhecimento. E estão todos caladinhos, esperando a imprensa calar e o país esquecer. Para o PT nada é proibido, pode até roubar”, observou Couto, sobre o caso, que está sendo investigado pelo Ministério Público paulista. (Da Redação com Agência Senado/Foto: Eduardo Lacerda)

26 de nov. de 2009

Criminalidade

Violência mata 11 pessoas por dia em Belém, alerta Mário Couto

Os altos índices de violência no Pará levaram mais uma vez o senador Mário Couto (PA) a ocupar a tribuna. Em discurso nesta quinta-feira (26), o tucano citou reportagem publicada pela imprensa local informando que ocorrem, em média, 11 assassinatos por dia em Belém. "A violência que tomou conta do nosso país e se transformou em pesadelo no meu estado é incomparável. Dizem que o Rio de Janeiro e Pernambuco são estados violentos, mas nem de perto podem ser comparados com o Pará", comparou.

Petista incompetente - Segundo o senador, os carteiro, os funcionários da companhia de eletricidade que medem o consumo nas residências e os oficiais de Justiça precisam "pagar pedágio para bandido" se quiserem entrar em determinadas ruas. Mário Couto responsabilizou a governadora Ana Júlia Carepa (PT) pela situação, afirmando que ela "nada faz para conter a criminalidade e chegou a devolver dinheiro recebido do Ministério da Justiça para combater a violência".

19 de nov. de 2009

Intervenção necessária

Mário Couto critica Ana Júlia e diz que o Pará "caminha para trás"

Em pronunciamento nesta quinta-feira (19), o senador Mário Couto (PA) voltou a criticar a administração da governadora Ana Júlia Carepa (PT) e disse que o Pará "caminha para trás". O tucano lembrou decisão do Tribunal de Justiça do estado que, no último dia 17, por 20 votos a 1, decidiu que há razões para uma intervenção federal no Pará. A Justiça decidiu ainda encaminhar sete ações de produtores rurais ao Supremo Tribunal Federal (STF), que analisará o caso. "Não tenho dúvida de que o Supremo acatará", afirmou.

Violência impera - A razão da intervenção é o descumprimento, por parte do governo de Ana Júlia Carepa, de ordens judiciais ao não executar mandados de reintegração de posse concedidos pela Justiça em favor de donos de fazendas ocupadas no Pará. O governo admite ter hoje 70 mandados a cumprir, de acordo com informações do Tribunal de Justiça do Estado.

12 de nov. de 2009

Factóide

Tucanos criticam caráter eleitoreiro da Bolsa-Celular

Parlamentares tucanos criticaram a intenção do governo federal de distribuir cerca de 11 milhões de celulares a beneficiários do Bolsa-Família. O anúncio foi feito na terça-feira (10) pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa.
Deputados e senadores contestam a iniciativa por dois motivos principais: o caráter eleitoreiro da proposta e o fato de 78% da população brasileira já possuírem o aparelho, índice acima da média mundial (60%), segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

Cadê a inclusão digital? - Segundo a proposta, os assistidos pelo programa receberiam o telefone e teriam direito a R$ 7 de crédito mensal. As empresas do setor seriam parceiras do governo, ficando isentas de recolher o Fistel, um fundo que arrecada R$ 2 bilhões por ano.

“É muito estranho o governo anunciar um projeto desses um ano antes das eleições. O programa não irá acrescentar nada a ninguém, porque mesmo as pessoas mais humildes já tem celular. O foco dessa medida é eleitoreiro. Trata-se de factóide do Planalto”, criticou o deputado Bruno Rodrigues (PE).

3 de nov. de 2009

Negligência

Enquanto a violência explode, PAC da segurança continua no papel

Parlamentares do PSDB reagiram nesta terça-feira (3) ao que classificaram de “negligência” do governo Lula com o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), rebatizado de PAC da Segurança. “O programa avançou muito pouco em dois anos. Ele era para ser muito mais do que um financiador de bolsas de formação para policiais”, criticou a senadora Marisa Serrano (MS).

Pouca ação - Para o deputado Marcelo Itagiba (RJ), o PAC da Segurança “é o PAC da pouca ação”, enquanto o senador Mário Couto (PA) avalia que o Pronasci não significou nenhum recuo da criminalidade. “O povo permanece com medo de sair às ruas”, lamentou.

Dados do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal) mostram que dos R$ 1,1 bilhão do orçamento do programa para 2009, R$ 633,8 milhões foram gastos, o que significa 54,9% do total. Do valor aplicado, 76% foram para o Bolsa-Formação, benefício pago a policiais que participam de cursos de cidadania à distância.


2 de out. de 2009

Sem prestação de contas

Couto protesta contra política de segurança pública no Pará

O estado do Pará está ameaçado de perder sua dotação de verbas federais para segurança pública, conforme explicou nesta sexta-feira o senador Mário Couto (PA), em discurso na tribuna. De acordo com o tucano, a governadora Ana Júlia Carepa não teria prestado contas de R$ 22 milhões recebidos do governo federal em 2008, dentro do Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania, do Ministério da Justiça.

Corrupção desenfreada - “A governadora gastou uma parte, não prestou contas e devolveu o resto. Por isso, não receberá mais verbas do programa. Ela está brincando de governar. Isso é inacreditável”, protestou. Segundo Mário Couto, o Ministério da Justiça suspenderá o envio de verbas porque o Governo do Pará não teria utilizado o recurso em programas factíveis, dentro dos prazos previstos. Ele elogiou o Governo do Distrito Federal, por ter executado corretamente os programas. "Por isso, está com os recursos para 2009 garantidos", disse.

O senador afirmou que o povo paraense está abandonado, em especial a população do interior do estado, que não conta com qualquer ação de segurança. Ao comentar argumentos da governadora sobre falta de recursos, Mario Couto disse não haver "cofre que aguente tanto desmando e corrupção desenfreada”. “Começo a entender porque o paraense está sem educação, sem saúde e sem segurança”, lamentou.

O parlamentar tucano protestou ainda contra irregularidades em serviços de asfaltamento feitos na Vila do Cuiarana, município de Salinas. As obras concluídas em agosto foram inaugurados pela governadora Ana Júlia somente em setembro. No entanto, explicou Couto, com apenas um mês de uso, o asfaltamento realizado já estava todo danificado.

“Isso é uma covardia, uma falta de respeito com o povo paraense. Os responsáveis têm que ir para a cadeia”, concluiu ele, mostrando fotos da estrada. (Reportagem: Da redação com Agência Senado/ Fotos: Agência Senado)

25 de set. de 2009

Em prol do consumidor

Senado não aprovará criação de novos impostos, alerta Mario Couto

O Senado não permitirá a aprovação dos projetos do governo Lula que determinam a criação de dois novos tributos: a Contribuição Social para a Saúde (CSS) e a taxação da caderneta de poupança com aplicações acima de R$ 50 mil. Foi o que prometeu o senador Mário Couto (PA) nesta sexta-feira. "Tenho absoluta certeza de que nem a nova CPMF nem a taxação da caderneta passarão por esta Casa", avisou em pronunciamento.

Taxação em cima de taxação - De acordo com o tucano, se não fosse a atuação da instituição o governo federal já teria imposto "taxação em cima de taxação". A Casa derrubou, em dezembro de 2007, a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A nova CSS pretende retomar essa cobrança, com arrecadação anual estimada em R$ 12 bilhões anuais. Essa proposta está pronta para ser votada no plenário da Câmara, mas a base aliada ao Planalto vem prorrogando a decisão sobre o tema com medo de perder novamente, assim como aconteceu há quase dois anos.

Mario Couto repudiou a criação de novos impostos e afirmou que no Brasil não falta dinheiro, mas sim planejamento, competência e "capacidade para exterminar o mal arraigado dentro do governo Lula, que se chama corrupção". O senador afirmou que só para a Saúde são destinados R$ 70 bilhões anualmente, mas o dinheiro nunca parece ser suficiente.

Por outro lado, apontou ainda, o gasto público só vem aumentado. Em relação ao primeiro semestre de 2008, já houve um aumento de 10%, ou R$ 24 bilhões. "O presidente Lula quer criar o novo imposto porque o governo gasta muito e indiscriminadamente", concluiu o tucano. (Da redação com Ag. Senado/Foto: Geraldo Magela)

31 de ago. de 2009

Violência tomou conta

Mário Couto volta a protestar contra insegurança no Pará


Em mais uma tentativa de sensibilizar as autoridades, o senador Mário Couto (PA) voltou a alertar nesta segunda-feira para a falta de segurança no estado do Pará, governado pela petista Ana Julia Carepa. O tucano disse que o fato de repetir denúncias não é uma tentativa de se promover, mas fruto de um sentimento de pena das pessoas que sofrem com a violência diária. Couto mostrou jornais paraenses que noticiaram assaltos com reféns, roubo de igrejas e a existência de 100 mil casos de pedofilia no estado.

Papo furado e promessas - "Não posso ficar calado com que está acontecendo no Pará. Não adianta dizer que as coisas podem melhorar. Eu perdi a confiança. Na próxima semana vou passar dez dias no Pará. Tenho medo. Ontem mesmo, o deputado federal Nilson Pinto foi assaltado junto com a sua família", lamentou.

Segundo ele, tudo corria bem no Pará, que estava em pleno crescimento econômico, mas a partir do governo de Ana Júlia parece que passou um "avião da destruição" pelo estado. O tucano disse que por denunciar o que está errado, passaram a difamá-lo chamando-o de "bicheiro" e a devassar a sua vida para tentar intimidá-lo.

"Mentiram para o povo e não cumpriram as promessas feitas no palanque. Agora estão tentando me calar. Ela [Ana Júlia] prometeu que iria asfaltar a Transamazônica, plantar um bilhão de árvores e dar prioridade para a saúde e para a segurança pública. Só papo furado, só mentira, só enganação para ganhar voto. E eu tenho que ficar calado?", questionou.(Da redação com Ag. Senado/ Foto: Ag. Senado)

28 de ago. de 2009

Mais de R$ 400 mil

Mário Couto quer devolução de valores pagos pelo Senado a Pagot

Na sessão plenária nesta sexta-feira, o senador Mário Couto (PA) anunciou a apresentação de um pedido à Mesa para que seja cobrada a devolução dos pagamentos recebidos, a título de salário, pelo atual diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit), Luiz Antônio Pagot. De acordo com o senador, Pagot recebeu do Senado mais de R$ 400 mil, em valores atuais, no período de 1995 a 2002. Ele acumulou o cargo de secretário parlamentar do então senador Jonas Pinheiro e a função de diretor-superintendente da empresa Hermasa, do atual governador de Mato Grosso, Blairo Maggi.

STF arquiva ação - O tucano disse que já havia feito este pedido à administração anterior do Senado, mas não obteve resultados, e que o Ministério Público também está acionando Pagot para cobrar a devolução aos cofres públicos dos valores recebidos indevidamente.

Ele aproveitou para informar ter recebido comunicação na noite de quinta-feira (27) dando conta de que foi arquivada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) uma tentativa de ação movida pelo diretor do Dnit contra o tucano. O diretor-geral buscava processar Mário Couto alegando que o senador havia feito acusações sem provas a respeito de desvios na gestão de Pagot à frente do Dnit.

"Ainda que tenha sido arquivada, esta tentativa de Pagot deixa clara a dificuldade que tem um senador da República de fiscalizar o governo. Mostra também o desejo que tem o governo de intimidar um senador, para que ele se cale e não lute pelos direitos daqueles que merecem uma vida mais digna", apontou.

O parlamentar foi o autor de duas propostas de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a apurar denúncias de irregularidades e desvios em licitações ocorridas no Dnit. Os dois pedidos receberam as assinaturas necessárias, mas não culminaram com a instalação da comissão, lamentou o parlamentar. (Da redação com Ag. Senado/ Foto: Ag. Senado)

24 de ago. de 2009

Impostos demais

Mário Couto avisa a Lula que o Senado não aprovará a CSS

"Não vamos deixar passar esse imposto aqui, é bom que o presidente da República saiba disso". O recado foi dado nesta segunda-feira pelo senador Mário Couto (PA) ao afirmar que mesmo que a Contribuição Social para a Saúde (CSS) seja aprovada na Câmara dos Deputados, será rejeitada no Senado. O tucano lamentou que o governo federal esteja tentando aprovar o novo imposto. Em dezembro de 2007, o Senado impôs uma das maiores derrotas da gestão do PT no Congresso, ao impedir a prorrogação da cobrança da CPMF.

Mão no bolso do contribuinte - O parlamentar ressaltou que quase 37% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil é arrecadado pelo governo na forma de tributo. Mesmo com este alto percentual que entra nos cofres públicos, criticou Mário Couto, os contribuintes não dispõem de serviços adequados de saúde, educação e segurança pública e as estradas, portos e aeroportos estão em situação precária.

"Essa tal de CSS é a mesma coisa que a CPMF. Fico constrangido em saber que o governo insiste em tirar dinheiro do bolso de um povo tão sofrido. Está mais do que provado que o brasileiro é massacrado com a cobrança de impostos. Por outro lado, os gastos do governo federal só aumentam. Entre 2007 e 2008, o pulo com o gasto de pessoal foi de R$ 26 bilhões para R$ 49 bilhões", apontou da tribuna do Senado.

O parlamentar também criticou o fato de o Brasil financiar obras em outros países. Ele assinalou que enquanto foram aplicados US$ 25 milhões na Palestina, US$ 52 milhões na Bolívia, US$ 36 milhões no Gabão e US$ 4 milhões no Cabo Verde, brasileiros continuam passando fome, sem atendimento médico e também sem poder matricular seus filhos nas escolas.

Já o senador Papaléo Paes (AP) lamentou que o aumento dos gastos promovido pelo governo não implique na melhoria dos benefícios de aposentados e pensionistas. O tucano disse que admira o ministro da Saúde, Jose Gomes Temporão, no que diz respeito aos programas desenvolvidos pelo ministério, mas reprova seu comportamento político, sobretudo as movimentações que vem fazendo no sentido de convencer parlamentares a apoiarem a aprovação da CSS. (Da redação com Agência Senado/ Foto: Ag. Senado)

Leia também: Oposição vai ao STF se Congresso aprovar CSS

18 de ago. de 2009

Danos à economia

Couto pede convocação de Carlos Minc para esclarecer operações no Pará

O senador Mário Couto (PA) apresentou requerimento de convocação ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, para prestar esclarecimentos no plenário do Senado a respeito de operações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Pará.

Comportamento radical - Segundo o tucano, o comportamento "extremista e radical e a falta de critérios técnicos e seletivos" nas medidas adotadas pelo órgão têm provocado o fechamento de "empresas sérias" no Pará e a consequente inviabilização da economia do estado. Em Santarém, segundo Mário Couto, empresas que funcionavam há 28 anos e produziam empregos, renda e aqueciam a economia hoje são "perseguidas com metralhadora na mão". E não apenas lá, mas em cidades como Tailândia, Altamira e Paragominas.

"Não se preocupam em conversar, em saber quem presta e quem não presta, quem está regular e quem está irregular. Coloca-se tudo no mesmo saco e se massacra. Invadem-se as empresas a peso de metralhadora na mão, prendendo a todos", lamentou. O parlamentar disse que Minc "manda a polícia, o Exército, entrar nas empresas, prender tudo, com metralhadora na mão, humilhar, como se todos fossem bandidos". Em sua avaliação, essa não é a forma de defender a floresta e de terminar com o desmatamento irregular. Para Couto, Minc deveria renunciar ao cargo. (Da redação com Agência Senado/ Foto: Ag. Senado)

10 de ago. de 2009

Incompetência

Ana Júlia Carepa trata mal a saúde pública no Pará, critica Mário Couto

Em pronunciamento nesta segunda-feira, o senador Mário Couto (PA) criticou o sistema de saúde pública de seu estado. O tucano afirmou que a governadora Ana Júlia Carepa (PT) não tem realizado os investimentos necessários no setor, deixando muitos hospitais importantes da rede pública sem condições de funcionamento.

"É o fim" - Um exemplo da crise é a Santa Casa de Misericórdia, hospital onde morreram 260 bebês por problemas de superlotação, falta de médicos e equipamentos no ano passado. De acordo com Mário Couto, há o risco de o hospital deixar de realizar até mesmo curativos pela falta de esparadrapo.

O parlamentar também se referiu ao Hospital Ophir Loyola, especializado em tratamento de câncer, em que os pacientes são enviados para outros estados, ao custo de R$ 24 a diária, para poderem se tratar. "Estão exportando os doentes de câncer do meu estado para o Piauí e para o Maranhão e eu tenho que ficar calado?", protestou em seu discurso.

No Twitter, o deputado Zenaldo Coutinho (PA) afirmou que "é o fim" o Pará mandar seus doentes de câncer para unidades da federação vizinhas. "O Ophir Loiola, que já foi referência nacional de tratamento de câncer, virou casa de passagem para tratamento fora do estado", escreveu o tucano. Também no microblog, o parlamentar afirmou: "O governo da Ana Júlia anuncia o que não faz , faz o que não devia e acredita sinceramente que é o melhor governo da história..." (Da redação com Agência Senado/ Foto: Ag. Senado)

4 de ago. de 2009

Criminalidade no Marajó

Mário Couto pede ação contra piratas no Pará

O senador Mário Couto (PA) cobrou do ministro da Justiça, Tarso Genro, a adoção de "medidas urgentes" em socorro do estado do Pará para coibir a ação de piratas no Arquipélago do Marajó. De acordo com o tucano, cerca de 60 embarcações e fazendas são assaltadas todo mês, causando "prejuízos incomensuráveis à economia local e aos moradores". De acordo com o parlamentar, os pescadores esportivos deixaram de frequentar a cidade turística de São Caetano de Odivelas, que fica na baía de Marajó, em decorrência da ação dos piratas.

Bandidos tomam conta - "Já falei várias vezes em ladrões, assassinos e bandidos que estão tomando conta do meu estado. Hoje têm um nome diferente", afirmou o senador em plenário, ao salientar "a calamidade em que se encontra o estado em matéria de segurança", onde a criminalidade chegou a níveis "jamais vistos na história".

Couto lembrou ter reclamado várias vezes da tribuna, mas que agora apelava à clemência do ministro da Justiça, já que a governadora Ana Júlia Carepa (PT) "infelizmente vira as costas para este fato". (Da redação com Agência Senado/ Foto: Ag. Senado)