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4 de nov. de 2010

Direto do plenário

"É preciso que se reflita sobre as pesquisas políticas. Isso vale não só para o cargo de presidente, como para os demais. Inevitavelmente as pesquisas contaminam e influenciam, de forma inadequada, a construção do discernimento livre do eleitor, seja para quem está ganhando, seja para quem está perdendo, animando ou arrefecendo ímpetos. Não acho que seja um ingrediente saudável."

Deputado Otavio Leite (RJ), ao afirmar que esses levantamentos poderiam ser usados para consumo interno. Na avaliação do parlamentar, a propagação das pesquisas aos "quatro ventos" nos grandes veículos de comunicação "tumultua a consciência livre dos cidadãos".

"Não poderia deixar de cumprimentar nosso candidato à Presidência da República, o ex-governador José Serra. Afinal de contas, sua campanha foi propositiva e enfrentou uma poderosa máquina em favor da candidata oficial. Ele sai maior do que entrou nessa campanha. Serra enfrentou as maiores adversidades, mas com determinação e, mais do que isso, com pujança, conseguiu dar o seu recado à sociedade brasileira."

Deputado Vanderlei Macris (SP), que destacou os 43,7 milhões de votos obtidos pelo tucano no segundo turno, o equivalente a 43,95% dos votos válidos. O tucano espera também que a gestão Dilma Rousseff administre com seriedade e cumpra os compromissos assumidos na campanha.


"Cabe à oposição fiscalizar. Quem ganha, governa. Quem perde, fiscaliza, atua, cobra compromisso. É assim que devemos agir neste Parlamento: fazer com que a candidata eleita cumpra com o que prometeu, que aquilo que ela disse de manhã cumpra de noite e aquilo que disse de noite se realize de manhã. Cabe a nós, da minoria, representarmos dignamente 44% dos eleitores, 43 milhões e 700 mil votos que foram dados ao candidato José Serra."

Deputado Jutahy Junior (BA). Segundo o tucano, os votos dados a Serra têm um significado todo especial e vieram de brasileiros preocupados com valores como a defesa da democracia, da liberdade de imprensa, dos direitos e garantias individuais e de uma visão de uma sociedade na qual as instituições prevaleçam sobre os indivíduos.


"Fala-se novamente em retomar o projeto da CPMF, combatida por nós. Ressalto o papel do PSDB, tanto aqui na Câmara como no Senado, para que não fosse reeditada a CPMF no segundo mandato do presidente Lula. Vê-se agora a presidente eleita dizer que vai retomá-la. Nunca neste país a carga tributária esteve tão alta como hoje, e nem tão injustamente distribuída. Portanto não faz nenhum sentido pensar em criar impostos adicionais para o povo brasileiro."

Deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP), ao rechaçar a intenção de Dilma Rousseff de ressuscitar o "imposto do cheque", derrubado pelo Senado em dezembro de 2007 na maior derrota do governo Lula no Congresso. O tucano também destacou o importante papel da oposição, "enviada pelo povo para fiscalizar, para cobrar, para não deixar acontecer aquilo que a população brasileira não quer que aconteça".

(Reportagem: Marcos Côrtes/ Fotos: Ag.Câmara e Eduardo Lacerda)

4 de out. de 2010

Força nacional

Partido mantém terceira maior bancada da Câmara e dobra eleitos em Minas Gerais

Depois do fechamento das urnas, o PSDB manteve a terceira maior bancada na Câmara e elegeu cinco senadores. Em Minas Gerais, por exemplo, o partido dobrou a sua bancada de deputados federais. No Senado, o tucano Aloysio Nunes foi o primeiro senador eleito pela legenda por São Paulo desde 1994. O resultado contrariou as últimas pesquisas, que mostravam a vitória dos dois candidatos apoiados pelo presidente Lula e deixavam o tucano em terceiro lugar na disputa. Além disso, quatros estados que não tinham representantes pelo PSDB na Câmara elegeram deputados federais. São eles: Alagoas, Acre, Amapá e Mato Grosso do Sul.

Para o deputado Eduardo Barbosa (MG), a vitória tucana em seu estado ocorreu principalmente devido ao grande desempenho e ao bom trabalho do ex-governador Aécio Neves, eleito senador neste domingo (3). Na sua avaliação, o empenho do governo do PSDB foi reconhecido pela população mineira. Aécio teve 90% de aprovação popular ao longo de sua gestão.

“A população de Minas Gerais avaliou com muita precisão a competência do governo de Aécio Neves. Houve uma mudança no projeto estratégico para o estado e agora teremos uma continuidade a partir do governo de Antonio Anastasia”, ressaltou
o parlamentar nesta segunda-feira (4), um dos quatro tucanos mineiros reeleitos.

No segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais, o partido também conseguiu eleger o deputado mais votado: Rodrigo de Castro. Os novos deputados pelo estado são: Carlaile Pedrosa, Domingos Sávio, Eduardo Azeredo e Marcus Pestana.

O deputado Edson Aparecido (SP), por sua vez, ressaltou a importância de ter um senador na bancada do PSDB para representar o Estado de São Paulo. Para o tucano, a vitória do Aloysio é uma conquista de todos os paulistas. “É uma vitória importantíssima para São Paulo, que passa a ter agora um senador preocupado com os problemas do estado. Até agora tínhamos, na representação dos senadores do PT, parlamentares apenas preocupados com os problemas do seu partido”, lamentou.

O tucano um dos oito reeleitos por São Paulo, também destacou a trajetória do novo senador. “Agora teremos uma pessoa que já foi ministro, deputado federal, além de ter uma excelente relação com o Congresso”, acrescentou Edson Aparecido, que é vice-presidente nacional do PSDB.

Os quatro novos deputados eleitos pelo partido nos estados nos quais a legenda não tinha nenhum representante na atual legislatura foram: Rui Palmeira (AL), Márcio Bittar (AC), Luiz Carlos (AP) e Reinaldo Azambuja (MS). (Reportagem: Letícia Bogéa/ Fotos: Eduardo Lacerda e Ag. Câmara)

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