3 de nov. de 2010

Reconhecimento

Em Goiás, PSDB vence com Perillo e reelege três deputados federais e uma senadora

Encerrado o processo eleitoral, o PSDB saiu fortalecido das urnas em Goiás. O destaque foi a vitória do senador Marconi Perillo, que governará o estado pela terceira vez após derrotar as máquinas federal, estadual e da Prefeitura de Goiânia. Além disso, os três deputados federais e a senadora que concorreram a um novo mandato saíram vitoriosos. Na avaliação de parlamentares tucanos, esse desempenho representa um reconhecimento do povo goiano ao bom trabalho desenvolvido pelo PSDB.

“A vitória representa a certeza de um futuro melhor para Goiás, de uma era de modernidade e eficiência. Para a nossa legenda, isso é muito importante porque fortalece o partido tanto no estado quanto a nível nacional”, ressaltou o presidente do PSDB em Goiás, deputado Leonardo Vilela. Para ele, a eficiência de gestão e o respeito ao cidadão têm marcado as gestões tucanas em todo o Brasil.

Na avaliação da deputada Professora Raquel Teixeira (GO), o trunfo de Perillo tem um significado muito importante. “O povo de Goiás optou por uma gestão moderna, democrática e mandou um recado ao coronelismo de Iris Rezende e ao oportunismo do PT. O senador contou com o apoio da população, que tem a lembrança de um governo eficiente e que transformou a realidade do estado. Foi uma vitória do PSDB, de Goiás e, principalmente, de Marconi Perillo”, comemorou.

De acordo com a tucana, que não disputou a reeleição, a educação será uma das principais bandeiras do futuro governador, a começar pela valorização dos professores, como ele já fez quando comandou Goiás a partir de 1999, sendo reeleito em 2002. “A vitória de Marconi é um recado para o Lula, pois foi em Goiás que começaram os programas sociais”, apontou, ao lembrar que o Prouni é uma cópia da bolsa universitária, inventada por Perillo. Raquel também destacou outra proposta de governo, como a Bolsa Futuro, que incentivará estudantes de famílias beneficiárias do Bolsa Família.

Carlos Alberto Leréia (GO), por sua vez, disse que é preciso agradecer a população goiana por reconhecer o trabalho dos candidatos eleitos. “Temos que trabalhar agora e cumprir todas as promessas de campanha”, ressaltou. O tucano destacou ainda as ações na área da segurança pública. De acordo com ele, as drogas estão entrando com muita facilidade no seu estado. “Com isso, tem aumentado muito o consumo dos usuários. Os governos estadual e federal precisam combater a entrada de entorpecentes em Goiás”, apontou.

No Senado, empresário é o 1º suplente

→ O empresário Cyro Miranda Gifford Júnior (PSDB) assumirá a cadeira de Marconi Perillo no Senado;

→ O tucano derrotou o peemedebista Iris Rezende no segundo turno. O tucano ficou com 53% dos votos válidos, contra 47% do adversário, batido pela segunda vez pelo tucano na corrida pelo governo estadual.

→ Lúcia Vânia foi a senadora reeleita pelo estado. Carlos Alberto Leréia, João Campos e Leonardo Vilela conquistaram novos mandatos na Câmara. Já o senador Demóstenes Torres (DEM), aliado dos tucanos, também foi reeleito.

Conheça a biografia de Perillo

Saiba mais sobre o plano de governo de Perillo

(Reportagem: Letícia Bogéa/ Fotos: Fac símile do jornal "Diário da Manhã")

Ouça aqui o boletim de rádio

Ana Júlia: um desastre

Desmandos da gestão petista trarão muitos desafios ao novo governador do Pará, alertam tucanos

O governador eleito do Pará, Simão Jatene, terá um enorme desafio pela frente. A partir de 2011, o tucano precisará agir para reerguer o estado e corrigir os erros deixados pela atual governadora, Ana Júlia Carepa (PT), derrotada no último domingo. O alerta foi feito nesta quarta-feira (3) por parlamentares do PSDB que representam o Pará - o senador Flexa Ribeiro e os deputados Zenaldo Coutinho e Nilson Pinto.

Para eles, a missão é árdua, pois o estado praticamente ficou sem governo desde 2007. Diante dos desmandos petistas, os tucanos defendem também uma auditoria nas contas da atual gestão e que o futuro governador reponha a ordem no Pará.

De acordo com Flexa (na foto com o governador eleito), além de usar mal o dinheiro público, Ana Júlia colocou o PT acima dos interesses da sociedade. “O Pará regrediu ao longo desses quatro anos e a população sofreu com isso, dando a resposta nas urnas ao trazer de volta Simão Jatene, que governou o estado de 2003 a 2006 e saiu com 82% de aprovação. Isso é bem diferente da atual governadora, que deixa o governo com 60% de rejeição”, comparou.

Para Nilson Pinto, o Pará precisa voltar a funcionar e superar a pobreza e as desigualdades sociais. “É necessário restaurar a capacidade administrativa do estado, que ficou absolutamente abandonado ao longo dos anos com o governo do PT. O mérito, a competência, a capacidade de trabalho, todos esses critérios foram relegados a um terceiro plano, dando prioridade ao apadrinhamento político”, pontuou.

Já Zenaldo Coutinho acredita que o desafio de Simão Jatene a partir de 2011 começa por governar o Pará, algo que não aconteceu nos últimos anos. “O que tivemos ao longo destes três anos e 10 meses foi a absoluta falta de governo no estado. Na segurança, Ana Júlia foi um desastre. Na saúde e educação, um caos, sem contar o abandono na infraestrutura. Ou seja, não há uma área sequer no estado que possamos dizer que houve avanços. Portanto, o desafio do governador Simão Jatene será fazer o governo funcionar em todos os aspectos”, ressaltou.

1.860.799
eleitores votaram em Simão Jatene no Pará, o equivalente a 55,74% dos votos válidos. O tucano bateu a atual governadora, Ana Júlia Carepa, que obteve 44,26%.

(Reportagem: Artur Filho/Fotos: site Jatene 45/governador)

Ouça aqui o boletim de rádio

Vitória no Nordeste

Eleito vice-governador, Rômulo Gouveia pretende "reconstruir" a Paraíba

O deputado
Rômulo Gouveia (PB) comemorou nesta quarta-feira (3) sua vitória, em segundo turno, para vice-governador da Paraíba. O parlamentar foi eleito na chapa de Ricardo Coutinho (PSB), da coligação “Uma Nova Paraíba”, que ganhou a eleição com mais de 1,07 milhão de votos contra 930 mil do adversário, José Maranhão (PMDB). De acordo com o tucano, a prioridade da gestão será de reconstruir o estado, proporcionando melhor qualidade de vida para os cidadãos.

Na avaliação do parlamentar, a vitória representa a compreensão do povo sobre o que será melhor para a Paraíba. Segundo ele, os cidadãos atenderam ao apelo das propostas da coligação, que proporcionará um “grito de liberdade contra o passado e o retrocesso”. "A nossa proposta é reconstruir a nova Paraíba. Essa é a nossa responsabilidade, dado o resultado eleitoral de 1.079.164 votos para Ricardo Coutinho e Rômulo Gouveia”, afirmou da tribuna.


Para Gouveia, a vitória foi digna e marcou uma luta contra a máquina estatal usada em troca de votos. “Lutamos contra a força avassaladora do dinheiro vivo, tentando comprar o que não se compra, a consciência de um povo sofrido. Isso para que fosse vitorioso um projeto perdido no tempo, ultrapassado e mesquinho”, enfatizou. No pronunciamento feito no plenário da Câmara, Gouveia também afirmou que levará sua experiência adquirida em cinco mandatos legislativos para auxiliar Coutinho no governo do estado. (Reportagem: Renata Guimarães / Foto: Eduardo Lacerda)

Leia também:

PSDB elege 53 deputados federais, 5 senadores e 4 governadores no 1º turno

Ouça aqui o boletim de rádio

Reeleição em Alagoas

Para João Tenório, vitória de Teotônio Vilela é garantia de desenvolvimento do estado

O senador João Tenório (AL) comemorou nesta quarta-feira (3) a reeleição de Teotônio Vilela ao Governo de Alagoas. O tucano venceu o segundo turno da eleição com 52,74% dos votos, contra 47,26% alcançado por Ronaldo Lessa (PDT). O parlamentar considerou o êxito do partido nas urnas importante para dar continuidade ao desenvolvimento do estado. “A vitória mostra o reconhecimento do povo pelo trabalho sério que vem sendo realizado e tem mostrado efeitos positivos. O resultado para Alagoas é muito bom, pois dá continuidade a esse trabalho”, afirmou.

João Tenório destacou as conquistas do estado alagoano durante o atual mandato de Teotônio Vilela. O senador acredita que o governador reeleito vai manter o mesmo ritmo de trabalho nos próximos quatro anos. “Ele vai dar continuidade ao desenvolvimento econômico do estado. Nas áreas de educação, saúde e segurança - onde há uma grande demanda - deve se dedicar de maneira mais presente, já que são problemas sérios”, destacou o senador.

Formado em economia, Teotônio nasceu em Viçosa (AL) e tem 59 anos. Filho do senador Teotônio Vilela (1917-1983), foi o mais jovem eleito para o mesmo cargo, aos 35 anos, em 1986. Reelegeu-se em 1994 e em 2002. Em 2006 disputou e venceu a eleição para o Governo de Alagoas. Em sua primeira gestão, atuou na criação de leitos hospitalares e na construção de escolas em tempo integral e moradias populares. (Reportagem: Alessandra Galvão/Foto: Agência Senado)

Ouça aqui o boletim de rádio

Direto do plenário

"Agradeço aos nossos eleitores pela vitória dada, no estado, ao nosso governador Geraldo Alckmin, no primeiro turno, a votação magnífica recebida pelo nosso candidato a presidente, José Serra, tanto no primeiro quanto no segundo turno, e a eleição do nosso senador Aloysio Nunes Ferreira. Em São Paulo, fizemos a lição de casa e tivemos uma vitória completa."

Deputado Duarte Nogueira (SP), para quem o PSDB também se fortaleceu no plano nacional ao eleger o maior número de governadores (oito no total): SP, MG, PR, TO, PA, AL, GO e RR. Alckmin teve 50,63% dos votos válidos e foi eleito já no 1º turno. Aloysio foi o senador mais votado do Brasil, com 11,1 milhões de apoios. Já Serra bateu Dilma Rousseff no estado governado há 16 anos pelo PSDB, com 54% dos votos, ante 45,95% obtidos pela petista no 2º turno.

"É a liderança forte, firme, resoluta, competente de Beto Richa que se estabelece no Paraná, a quinta maior economia e o sexto maior colégio eleitoral do País. Temos um novo líder nacional. Parabéns ao povo do Paraná."
Deputado Luiz Carlos Hauly (PR), ao destacar a eleição do tucano Beto Richa para comandar o Paraná e também o bom desempenho do PSDB em seu estado. De acordo com o tucano, em sua base eleitoral, Londrina, José Serra teve a melhor performance no Paraná, com 75,54% dos votos. Na cidade, o próprio Hauly obteve, no primeiro turno, mais votos do que a candidata Dilma Rousseff (quase 60 mil do tucano, ante 51 mil votos da petista). (Fotos: Eduardo Lacerda)

29 de out. de 2010

Tesoureiros do PT enrolados

Após aceitação de denúncia pela Justiça, Emanuel cobra punição a envolvidos no escândalo da Bancoop

O deputado Emanuel Fernandes (SP) elogiou nesta sexta-feira (29) a decisão da Justiça de São Paulo de ter acatado a denúncia do Ministério Público contra o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e mais cinco pessoas suspeitas de desviar recursos da Cooperativa Habitacional dos Bancários do Estado (Bancoop). Além disso, o Judiciário autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos acusados.

Na avaliação do tucano, essa é mais uma comprovação de que o PT reiteradamente tem seus tesoureiros envolvidos em escândalos. Basta lembrar a atuação de Delúbio Soares, que ocupava o mesmo cargo quando estourou o mensalão, em 2005. Segundo o deputado, para evitar que casos semelhantes ocorram, é preciso apuração rigorosa e punição dos culpados.

“Os limites éticos do pessoal do PT, sobretudo os tesoureiros, estão sendo burlados por gente do próprio partido. Eles acham que se é por um partido podem faltar com a ética. É preciso dar um basta nisso”, ressaltou.

Reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” destaca que a Justiça abriu a ação penal contra os acusados por formação de quadrilha, falsidade ideológica, estelionato e lavagem de dinheiro. De acordo com o Ministério Público, o tesoureiro do PT teria praticado esses crimes quando era diretor administrativo e financeiro da Bancoop de São Paulo, cargo que ocupou antes de assumir a presidência da entidade.

A decisão é da juíza Patrícia Inigo Funes e Silva, da 5ª Vara Criminal, que ordenou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Vaccari no período entre janeiro de 2003 e fevereiro de 2010. A juíza acatou denúncia do promotor de Justiça, José Carlos Blat, que aponta supostos desvios de R$ 68 milhões dos cofres da Bancoop e prejuízos de R$ 100 milhões a cerca de 3 mil cooperados que não receberam unidades habitacionais.

O parlamentar disse que a denúncia mostra a gravidade da situação. “É preciso que o rigor da lei seja aplicado para evitar que isso aconteça com outras pessoas. Não é a primeira vez que esses atos ocorrem com tesoureiros do PT. Precisamos acabar com isso”, reiterou.

Patrícia determinou à Receita a apresentação de cópias das declarações do imposto de renda de Vaccari e de Ana Érnica, diretora-financeira da cooperativa também acusada do crime. A juíza pediu ainda ao Banco Central que informe a respeito de todas as contas bancárias, ativas e inativas, de titularidade do tesoureiro do PT e da diretora da Bancoop.

R$ 100 milhões
É o prejuízo sofrido por cerca de 3 mil cooperados que não receberam unidades habitacionais da cooperativa.

Entenda o caso
A Bancoop foi investigada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo por apropriação indébita, estelionato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. As supostas fraudes milionárias teriam servido para alimentar campanhas político-partidárias.

Fundada em 1996, a cooperativa facilitaria o acesso, inicialmente apenas à categoria dos bancários, a imóveis a preço de custo, por meio de autofinanciamento. Sem que tenham recebido as chaves das unidades adquiridas, os cooperados reclamam do pagamento já efetuado e denunciam ser vítimas de pressão para a quitação das dívidas sob ameaça de terem o nome sujo na praça.

(Reportagem: Letícia Bogéa/ Foto: Eduardo Lacerda)

Ouça aqui o boletim de rádio

Beneficiando os amigos

Fruet critica ministério por usar critérios políticos na distribuição de recursos do FAT

O deputado Gustavo Fruet (PR) criticou nesta sexta-feira (29) os critérios utilizados pelo Ministério do Trabalho para a liberação de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Estado com um dos índices de desemprego mais baixos do país (4,6%), o Paraná foi a unidade da federação que mais recebeu dinheiro do FAT para intermediação de mão de obra e orientação profissional.

Segundo dados do Tesouro Nacional pesquisados pela ONG Contas Abertas a pedido da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), R$ 4,8 milhões de um total de R$ 28,4 milhões partilhados entre os estados foram direcionados ao Paraná. Isso representa um custo de R$ 119 por trabalhador alocado no mercado.

Para o tucano, o destino do dinheiro mostra que a repartição das verbas milionárias do fundo em 2009 priorizou critérios político-partidários. Segundo Fruet, o método é, no mínimo, contraditório. “Ao analisarmos a liberação parece que a lógica prevalecente é da relação política com o governo. A intermediação do recurso é outro ponto que também deve ser revisto no Brasil”, defendeu.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos recebeu a maior parcela do dinheiro destinado a instituições privadas sem fins lucrativos para o mesmo tipo de atividade. A entidade, que abocanhou R$ 5,6 milhões em 2009, é comandada por Clementino Tomaz Vieira, vereador de Curitiba (PR) e aliado ao PDT, partido do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Além disso, o atual governador do estado também é aliado ao governo Lula.

Senador pelo PDT e aliado de Lupi, Osmar Dias disputou o Governo do Paraná com o tucano Beto Richa, que venceu as eleições no primeiro turno. Osmar obteve 45,6% dos votos no dia 3 de outubro, ante 52,44% do ex-prefeito de Curitiba.

O FAT é formado, sobretudo, por dinheiro da tributação imposta a empresas. No ano passado, o fundo somou R$ 37,4 bilhões. A maior fatia do benefício é destinada ao pagamento do seguro-desemprego. “O governo deveria destinar recursos para projetos com critérios objetivos, ou seja, levando-se em conta efetivamente a necessidade de qualificação e recolocação de mão de obra”, defendeu Fruet.

Entre as prefeituras, a maior beneficiária do dinheiro para intermediação de mão de obra foi a de Guarulhos (SP), comandada pelo petista Sebastião Almeida, que já enfrentou investigação por suspeita de uso de dinheiro irregular na campanha. De acordo com dados do sistema de acompanhamento dos gastos federais, o município da região metropolitana de São Paulo recebeu, no ano passado, R$ 1,7 milhão, empurrando as cidades do estado para o topo do ranking nacional.

16,9%
dos recursos para o FAT destinados aos estados no ano passado foram para o Paraná, que lidera o ranking das unidades da federação que mais receberam verbas. O PR tem um dos menores índices de desemprego do país, o que comprova o uso de critério político no direcionamento dos repasses.

Verbas para instituições privadas aumentaram
→ O estudo do Contas Abertas mostra que cresceu, nos últimos anos, a parcela de verbas repassadas a instituições privadas sem fins lucrativos. Entre 2007 e 2009, essa expansão foi acompanhada pela redução das transferência aos estados e municípios. Os critérios adotados para a distribuição dos recursos do FAT são questionáveis e com evidências explícitas de que há direcionamento político no rateio.

(Reportagem: Alessandra Galvão/Foto: Eduardo Lacerda)

Ouça aqui o boletim de rádio

Corrupção sem fim

Amary lamenta sucessivos casos de tráfico de influência na Casa Civil e pede condenação dos envolvidos

O deputado Renato Amary (SP) lamentou nesta sexta-feira (29) a transformação da Casa Civil em palco de sucessivas denúncias de tráfico de influência. Segundo o tucano, é um absurdo que o Palácio do Planalto seja complacente com tanta corrupção no principal órgão do governo. E diante das investigações surgidas após a divulgação de episódios suspeitos na Casa Civil, Amary espera investigações rápidas e a efetiva punição dos envolvidos.

Na edição de hoje, a "Folha de S. Paulo" destaca relatório da Polícia Federal que aponta mais uma tentativa de lobby de um petista no Planalto. Dessa vez, Sancler Melo, candidato a deputado estadual pelo PT do RJ, relata a um lobista ter sido recebido em 2006 pela então ministra, Dilma Rousseff, para discutir uma forma de evitar a realização de licitação para renovação da rede de franqueados dos Correios. Após esse encontro, a concorrência pública acabou, de fato, nem saindo do papel.

Segundo o deputado do PSDB, os sucessivos escândalos têm ligação e precisam ser desvendados. “A investigação precisa ser rápida para que haja uma conclusão e também uma resposta à sociedade, ansiosa por ética na política”, afirmou.

De acordo com relatório da PF, conversas gravadas com autorização judicial entre Sancler e Carlos Eduardo Fioravante da Costa, ex-diretor dos Correios, suplente do senador Hélio Costa (PMDB-MG) e ministro das Comunicações na ocasião, trazem indícios de tráfico de influência. Segundo o documento, Fioravante promete "ajuda financeira" de R$ 100 mil a Sancler para que ele tentasse convencer Dilma a cancelar a edição de uma medida provisória determinando uma nova licitação.

Em abril de 2006, dois meses antes das conversas gravadas, o Tribunal de Contas da União tinha dado prazo até o final de 2007 para que o governo fizesse a licitação para substituir as agências franqueadas. A Abrapost, associação que representa 90% dos franqueados, tentava impedir a redistribuição da rede de agências, ingressando com ação no Supremo Tribunal Federal em 2007. Em março deste ano, a causa foi assumida pelo advogado Antonio Carvalho, irmão da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra.

Parte dos diálogos gravados faz parte de uma longa investigação sobre as agências terceirizadas dos Correios. Em 2007 e 2010, o governo editou medidas provisórias renovando prazo de vigência das franquias e fixando datas para a renovação da rede, mas as licitações nunca ocorreram.

Para Renato Amary, os indícios não deixam dúvidas de que pessoas ligadas ao PT estão envolvidas nos escândalos de corrupção que acometeram a Casa Civil e os Correios.

Diálogo suspeito

→ Em diálogo gravado no dia 18 de julho de 2006, ao qual a “Folha de São Paulo” teve acesso, Sancler diz: "Eu acabei de sair de reunião com ela [Dilma] lá... Ela se compromete e não emitir a medida provisória para ser relatada em 2006". E continua: "Ela espera a decisão do Supremo, não emite a medida provisória, que já está pronta, que ela ia mandar para o Congresso, para o Bittar (Jorge Bittar, então deputado federal pelo PT-RJ), que vai ser o relator".


(Reportagem: Renata Guimarães / Foto: Ag. Câmara)

Leia também:

Ouça aqui o boletim de rádio