21 de dez. de 2009

Fiasco na COP 15

Tripoli critica despreparo de Dilma para reunião em Copenhague

Um dos deputados tucanos presente à Copenhague para participar da Conferência sobre Mudança Climática (COP-15), o deputado Ricardo Tripoli (SP) criticou nesta segunda-feira (21) o despreparo e as gafes cometidas pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) durante o encontro na Dinamarca.

Deveria se informar mais - Além de dizer que "o meio ambiente é, sem dúvida nenhuma, uma ameaça ao desenvolvimento sustentável", a petista ficou isolada quando se referiu a uma possível contribuição brasileira ao um fundo global de combate a mudanças climáticas.

“A ministra Dilma foi muito mal desse episódio. Ela deveria procurar se informar mais sobre os temas que for falar ou então pelo menos passar para quem entenda do assunto. Foi desastroso o que ela disse sobre a sustentabilidade e sobre a contribuição ao fundo do meio ambiente”, lamentou Tripoli.

A ministra alegou, durante o evento com a participação de lideranças de todo o mundo, que eventual contribuição brasileira ao fundo no valor de US$ 1 bilhão "não faria nem cosquinha". As falas sem fundamento foram alvo de críticas até de ex-companheiras de governo, como a senadora Marina Silva (PV-AC), defensora do aporte brasileiro no fundo. Essa tese também foi apoiada pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

Apesar do fracasso da conferência, que não conseguiu fechar uma meta obrigatória para redução da emissão de gás carbônico, Tripoli salientou que ao menos foi possível mostrar ao mundo os problemas provocados pelo aquecimento global. Na avaliação do tucano, países que mais poluem o planeta, como Estados Unidos e China, precisam fazer a sua parte.

“As fraturas ficaram expostas. Todos sabem que existem problemas com nações como China e Estados Unidos. E essa queda de braço para não reduzir as metas de emissão de gases não vai favorecer nem um nem outro. Os dois países vão sofrer consequências a curto prazo se não tomarem uma medida urgente”, alertou.

Outro ponto destacado por Tripoli foi a inversão de valores ocorrida durante as discussões em Copenhague. Segundo ele, os países deveriam debater o meio ambiente focado na questão da saúde pública, e não na questão financeira-econômica, o que acabou prevalecendo. (Reportagem: Rafael Secunho e Artur Filho-Rádio Tucana/Foto: Ag. Câmara)

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