20 de out de 2010

Nota oficial

Bancada do PSDB no Senado repudia agressão a Serra por militante petista

Em nota divulgada nesta quarta-feira (20), o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), repudia, em nome da bancada, a agressão sofrida pelo candidato do partido à Presidência da República, José Serra, durante caminhada pelo calçadão de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo os relatos de veículos de comunicação que acompanhavam Serra, o tucano foi atingido na cabeça por uma bobina de adesivos de papel jogada por um militante petista.


"O país não pode tolerar que o processo eleitoral seja tumultuado por práticas nazi-fascistas contra quem quer que seja, e mais ainda contra um homem que, dentro de poucos dias, poderá ser eleito Presidente da República", diz trecho da nota, cuja íntegra está disponível abaixo.

"A Bancada do PSDB no Senado solidariza-se com o candidato do Partido, José Serra, e repudia, com veemência, a agressão física contra ele hoje cometida por petistas na cidade do Rio de Janeiro.

O desrespeito à Constituição Federal e às leis, que começa com a atuação do Presidente da República como cabo eleitoral, estimula atos como esses: agressão física a José Serra e agressão verbal, por parte do próprio Presidente da República, ao candidato do PSDB ao Governo de Goiás, Marconi Perillo.

O PT não aceita opinião contrária. Hostilizou a atriz Marília Pêra quando, em 1989, declarou apoio à eleição de Fernando Collor – hoje um aliado dos petistas e de sua candidata. E fez a mesma coisa quando, em 2002, a atriz Regina Duarte afirmou ter medo de uma vitória de Lula.

O país não pode tolerar que o processo eleitoral seja tumultuado por práticas nazi-fascistas contra quem quer que seja, e mais ainda contra um homem que, dentro de poucos dias, poderá ser eleito Presidente da República.

A alternância no poder é da essência da Democracia!

Brasília, 20 de outubro de 2010
Senador Arthur Virgílio
Líder do PSDB"


(Da redação com assessoria/Foto: Ag. Senado)

Leia também:

PT parte para a violência

A serviço do crime

Rede de corrupção foi instalada ao lado do gabinete presidencial, diz deputado

O deputado Wandenkolk Gonçalves (PA) afirmou nesta quarta-feira (20) que o esquema de corrupção conduzido pelo grupo ligado à ex-ministra Erenice Guerra não se restrige à Casa Civil. Para o tucano, a descoberta de que funcionários agiram em outros órgãos subordinados à Presidência da República comprova a tomada do Estado pela "companheirada" para ações criminosas.

Segundo sindicância aberta pelo próprio Palácio do Planalto, computadores e funcionários da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) foram utilizados por amigos de Israel Guerra, o filho de Erenice que fazia "consultoria" a empresários interessados em fechar negócios com o governo e cobrava uma "taxa de sucesso" pelo tráfico de influência.

“O Estado está aparelhado pela companheirada. Foi instalada uma rede de corrupção ao lado do gabinete do presidente. Isso veio com o José Dirceu, passou para Dilma Rousseff, depois para a Erenice e assim vai”, apontou o deputado, ao citar todos os comandantes da Casa Civil desde o início do governo Lula.

Apesar das informações obtidas nos computadores da SAE e do GSI, a comissão interna do Planalto pediu mais 30 dias para concluir a investigação, que deveria ter sido encerrada no domingo. Com isso, o resultado só será divulgado após o 2º turno da eleição.

Para Wandenkolk, o adiamento é proposital, já que os fatos podem atingir a candidata do PT à Presidência. O tucano destacou a proximidade de Dilma Rousseff com os envolvidos no escândalo. Foi ela, por exemplo, que assinou a contratação de Gabriel Laender na SAE. Por várias vezes, o computador dele foi acessado com a senha de Vinícius Castro, ex-assessor da Casa Civil e sócio de um filho de Erenice na Capital, empresa da família Guerra que intermediava negócios com o governo.

Laender foi advogado da empresa de telefonia Unicel, na qual o marido de Erenice é consultor. A "Folha de S. Paulo" revelou que essa empresa foi beneficiada pela Presidência em 2007, com Dilma e Erenice na Casa Civil.
Uma das hipóteses levantadas é que Laender tenha ajudado a redigir os contratos da empresa de Israel Guerra e Vinícius Castro, que incluía a tal "taxa de sucesso".

“Ainda não vi nenhuma dessas sindicâncias serem concluídas. Isso é puro faz de conta para tentar enganar a sociedade. Se ela [Erenice] saiu do cargo é porque é culpada”, criticou Wandenkolk. Para o tucano, o governo não tem intenção real de apurar os fatos ou punir os culpados.

(Reportagem: Djan Moreno/ Foto: Eduardo Lacerda)

Leia também:

Ouça aqui o boletim de rádio

Contratação comprometedora

Nomeação de envolvido com lobby na Casa Civil mostra uso do governo para fins privados e partidários, afirma Duarte

Para o deputado Duarte Nogueira (SP), os novos fatos revelados pela imprensa tornam cada vez mais difícil negar a relação da candidata do PT à Presidência com o esquema de corrupção e de tráfico de influência envolvendo a Casa Civil e outros órgãos vinculados ao Palácio do Planalto. Segundo reportagem da “Folha de S. Paulo” desta quarta-feira (20), o assessor Gabriel Laender, suspeito de ter participado do lobby na Casa Civil, foi beneficiado diretamente pela então ministra Dilma Rousseff para conseguir um cargo no governo.

“Por meio do jornalismo investigativo, temos toda a clareza de como o Estado brasileiro está sendo corroído. O mau uso das instituições escancara uma transgressão continuada do uso da máquina pública para benefício partidário, eleitoral e particular”, ressaltou Duarte.

Gabriel Laender é procurador no Espírito Santo e atuou como advogado da Unicel, empresa na qual o marido de Erenice Guerra era diretor. Ele foi convidado para trabalhar no governo em fevereiro de 2009, em convite assinado por Dilma. No pedido enviado à Procuradoria, a então ministra da Casa Civil pede que "seja examinada a possibilidade de colocar Laender à disposição da Presidência da República".

No ofício, consta que ele receberia comissão de R$ 6.843,76, uma das mais altas dentro da burocracia estatal, "sem prejuízo da remuneração e das vantagens" do cargo de procurador, cujo salário ultrapassa R$ 11 mil.


O tucano considerou o caso mais um absurdo entre os tantos já revelados pela imprensa. Além disso, cobrou do Ministério Público Federal a abertura de processo para investigar este novo episódio e punir eventuais culpados. “É a maldade sendo feita em prejuízo do interesse público com a chancela oficial e, ainda por cima, bancada pela população”, lamentou Duarte.

Em março de 2009, Laender assumiu cargo na Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), vinculada à Presidência. Foi do computador dele que partiram os acessos suspeitos com a senha de Vinícius Castro, ex-assessor da Casa Civil que era sócio na empresa de lobby dos filhos de Erenice.

Suspeito coordena projeto de banda larga do governo federal

→ Segundo reportagem do jornal "Folha de S.Paulo", após os acessos feitos por envolvidos no esquema no computador de Laender, o funcionário passou a trabalhar informalmente na Casa Civil. Continuava como servidor da SAE, mas dava expediente na Casa Civil. Dilma, então, intercedeu mais uma vez em favor dele. Conseguiu tirar Laender da SAE e o nomeou para a secretaria-executiva da Casa Civil, sob o comando direto de Erenice Guerra. Um cargo foi criado só para ele.

→ Foi Dilma quem assinou decreto em 13 de janeiro de 2010 que fez uma troca dentro do governo: transferiu um cargo da SAE para o Ministério do Planejamento, e vice-versa.


→ A nomeação do procurador foi assinada por Erenice, então secretária-executiva da Casa Civil. Ele é o único nome ligado à família de Erenice que sobreviveu no órgão após o escândalo. Atualmente, é um dos coordenadores do plano de banda larga do governo federal, "menina dos olhos" da gestão petista.


(Reportagem: Letícia Bogéa/ Foto: Eduardo Lacerda)

Ouça aqui o boletim de rádio

Concurso sob suspeita

Para Cláudio Diaz, cancelamento do concurso dos Correios comprova a irresponsabilidade do governo federal

O deputado Cláudio Diaz (RS) criticou nesta quarta-feira (20) o governo federal por permitir que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos passe por mais um “vexame de corrupção” sem tomar medidas cabíveis de saneamento do órgão federal. Dessa vez, a nova crise na ECT foi criada com a suspensão do concurso da estatal pela Justiça Federal. O juiz substituto da 5.ª Vara Federal, Paulo Ricardo de Souza Cruz, acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) e suspendeu temporariamente a contratação da Fundação Cesgranrio para organizar a seleção que deveria acontecer no fim de novembro.

O magistrado considerou ilegal a contratação da entidade sem um processo licitatório. O parlamentar classificou o Palácio do Planalto de “irresponsável” por permitir que um órgão seja atingido por mais uma denúncia sem tomar nenhuma atitude. “É um governo que não respeita as instituições mais tradicionais, que estão absolutamente tomadas por essa forma ruim de governar”, criticou Diaz.

O Ministério Público Federal alegou que havia evidências de uma preferência não motivada da direção dos Correios pela Cesgranrio. Segundo o relatório da auditoria feita pela própria ECT, o nome da organizadora das provas já havia sido relacionado numa lista de fornecedores que supostamente pagariam propina a dirigentes da estatal para obter contratos. O concurso suspenso pela Justiça é o maior do país, com mais de 1,5 milhão de candidatos. O objetivo é preencher 6.565 vagas em todo o Brasil.

O deputado considera que a empresa pública era uma instituição de credibilidade e renome, mas nos últimos oito anos perdeu todos os seus valores por ser envolvida em esquemas sucessivos de corrupção praticados por funcionários indicados pelo governo federal.
“Vivemos um momento difícil no país, no qual as instituições estão fragilizadas e o governo não é governante, mas dono do Estado”, enfatizou.

Uma das últimas tentativas de melhorar a imagem do órgão foi a contratação de David José de Matos como presidente dos Correios, em 28 de julho. Ele foi levado ao cargo pela ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra. De julho até agora, porém, a crise aumentou a ponto de derrubar Erenice e o diretor de Operações, Eduardo Artur Rodrigues Silva, conhecido como "coronel Quaquá". (Reportagem: Renata Guimarães / Foto: Eduardo Lacerda)

Leia também:

Ouça aqui o boletim de rádio

Economia frágil

Emanuel alerta para perda de competitividade do Brasil e enfraquecimento do setor industrial

O deputado Emanuel Fernandes (SP) alertou para a perda de competitividade da economia brasileira e para a desindustrialização do país, provocada não somente por problemas cambiais, mas também pela falta de planejamento. Em setembro último, o Fórum Econômico Mundial divulgou a queda do Brasil para a 58ª posição no ranking entre 139 nações no estudo que mede a capacidade de as economias atingirem crescimento sustentado e prosperidade nacional.

De acordo com o tucano, essa realidade mostra uma tendência de direcionamento de empregos industriais de maior valor agregado para outros países, tendo como consequência o delineamento do que chamou de "divisão racional do trabalho no mundo". Conforme explicou em pronunciamento nesta terça-feira (19), alguns países plantarão alimentos, uns extrairão minerais para ajudar o mundo inteiro e outros fabricarão softwares, produtos industrializados, eletrodomésticos, carros, aviões e outros itens de maior valor agregado.

Emanuel avisa que este fenômeno ocorrerá independentemente das vontades nacionais, pois os consumidores de todas as partes cada vez mais querem comprar produtos mais baratos e de melhor qualidade.
"Corremos o sério risco de o Brasil virar uma hacienda", alertou o deputado, ao se referir à possibilidade de o país se transformar em mero supridor de produtos agrícolas.

"Nós, que investimos em alimentos por meio da Embrapa e de outros centros de excelência, ajudamos a fazer com que países como a China e a Índia não passem fome. Mas o perigo mora aí, pois isso força o câmbio e valoriza o real. Com a falta de planejamento, podemos, sim, nos tornar uma verdadeira hacienda, como aconteceu com a Argentina em meados do século XX", reiterou o parlamentar. O real valorizado em relação ao dólar prejudica as exportações e barateia as importações, enfraquecendo a indústria local.


Em seu pronunciamento, Emanuel destacou ainda uma boa notícia vinda de sua cidade - São José dos Campos (SP). A Embraer está vendendo para o que chamou de "meca da indústria aeroespacial do mundo", os Estados Unidos, mais de 100 aviões Phenom 300. De acordo com Emanuel, o valor estimado do negócio ultrapassa US$ 1 bilhão. "Este sim é um exemplo claro de política bem coordenada. O Brasil precisa de planejamento para que as coisas andem", afirmou o tucano, ao parabenizar a direção da Embraer e seus funcionários "por mais este sucesso".(Reportagem: Marcos Côrtes/ Foto: Eduardo Lacerda)

Leia também:


Ouça aqui o boletim de rádio