8 de nov de 2010

Trapalhadas em série

Para tucanos, erros no Enem são resultado da má gestão do governo federal

Deputados do PSDB culparam nesta segunda-feira (8) o governo Lula pelos inúmeros erros encontrados nas provas aplicadas neste final de semana do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os tucanos atribuíram as falhas à má administração federal e ao descaso do Planalto com a educação e o próprio exame, que para muitos jovens é a principal porta de entrada do ensino superior.

A Justiça Federal acatou na tarde de hoje liminar do Ministério Público Federal e determinou a imediata suspensão do Enem. Para a juíza da 7ª Vara Federal, Carla de Almeida Miranda Maia, o requerimento colocado à disposição dos estudantes prejudicados não resolve o problema. A decisão tem efeito em todo o Brasil. O Ministério da Educação já havia admitido que soube das falhas apenas ao abrir e distribuir as provas e que o órgão responsável pelo exame, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), não checou a impressão final. O MEC queria reaplicar a prova para cerca de 2 mil estudantes.

Na avaliação da deputada Professora Raquel Teixeira (GO), os erros são fruto da falta de seriedade dos responsáveis pela organização do Enem. "A perpetuação do erro mostra a falta sistemática de seriedade na condução de um exame importantíssimo que passou a estar acompanhado de problemas e escândalos, baseados exatamente na má administração. Um exame caríssimo e importantíssimo que corre o risco de se desvalorizar como instrumento de medição", criticou.

Uma das principais falhas na impressão da prova foi na folha de respostas, que trazia cabeçalhos invertidos. No caderno de perguntas, as questões de 1 a 45 eram de ciências humanas e, de 46 a 90, de ciências da natureza. Na folha de respostas, o cabeçalho de ciências da natureza aparecia primeiro (na numeração de 1 a 45) e o de ciências humanas vinha depois (na numeração de 46 a 90). Outro problema ocorreu com as provas de cor amarela que tinham questões do caderno branco encartadas erroneamente e, por causa disso, 31 perguntas estavam com numeração duplicada ou sequer existiam.

A parlamentar também defendeu a realização de uma nova prova. “Erros primários e absurdos colocam sob suspeita todo o resultado do exame. Por mais caro que tenha custado, por mais absurdo que seja o país perder esse dinheiro, talvez a forma mais justa com os alunos seja cancelar tudo”, defendeu a tucana.

O deputado Lobbe Neto (SP) também acredita que o Enem deve ser repetido e defende que mais esse erro seja analisado pelo Ministério Público Federal (MPF). O MPF foi acionado para acompanhar o vazamento de dados dos candidatos (veja cronologia abaixo) no dia 12 de agosto, após o pedido feito pelos líderes do PSDB e da Minoria na Câmara, João Almeida (BA) e Gustavo Fruet (PR).

O tucano lembra ainda que os problemas com o exame se tornaram corriqueiros desde o ano passado e essa sucessão de falhas colocou a seleção em descrédito. “Acredito que os estudantes estão perdendo a confiança em relação a essas provas, pois parece algo sistemático já que agora todo ano aparecem erros. Esses fatos geram uma insegurança muito grande para a juventude”, lamentou.
(Reportagem: Djan Moreno/ Fotos: Eduardo Lacerda)

Cronologia do descaso


Outubro de 2009 - MEC cancela o Enem após ser avisado por reportagem do jornal "O Estado de S.Paulo" que a prova havia vazado. Exame é remarcado para dezembro, mas grandes universidades como USP, Unicamp e PUC desistiram de usá-lo em seus vestibulares.

Dezembro de 2009
- Dos 4,5 milhões de inscritos, só 1,5 milhão fizeram o Enem. O Inep divulga gabarito errado das provas.

Janeiro de 2010 - O Sisu, sistema online do MEC para candidatura a vagas nas federais usando o Enem, estreia com problemas de lentidão e erros. Alunos demoraram até 14 horas para fazer inscrição.

Fevereiro de 2010 - Novas falhas no sistema fizeram com que estudantes não classificados aparecessem como convocados para matrícula. Além disso, o Inep admite que um problema na digitalização das redações do Enem levou à divulgação errada das notas de 915 estudantes.

Agosto de 2010 - Informações sigilosas como RG, CPF, notas e número da matrícula dos estudantes inscritos no Enem em 2007, 2008 e 2009 foram exibidas no site do Inep. O caso veio à tona em reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" no dia 4 de agosto. Os dados foram retirados do ar no mesmo dia.


R$ 128,5 milhões
Foi o custo do Enem 2010. Um salto de 28% em relação a 2009.


4,6 milhões
É o número total de estudantes que se inscreveram no exame aplicado no último
fim de semana.

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Ações engessadas

Deputada defende autonomia das escolas para melhorar a educação do país

A deputada Professora Raquel Teixeira (GO) lamentou nesta segunda-feira (8) a administração ineficiente dos recursos públicos investidos na educação no Brasil. Segundo estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o problema provoca a perda anual de R$ 56 bilhões. De acordo com reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo”, caso o país investisse na área com a mesma eficiência de outros sete países da América Latina, a média de escolaridade nacional subiria 2,4 anos e o PIB per capita aumentaria 10,5% em dez anos.

A tucana disse que, por mais esforço que os gestores façam, eles não são qualificados para melhorar a qualidade do ensino. “A dificuldade das nossas escolas em ter autonomia engessa as ações dos diretores. O Brasil precisa pensar urgentemente numa gestão mais flexível”, cobrou.

Para mudar esse quadro, a parlamentar também defendeu uma gestão mais eficaz com avaliação e cobrança de resultados. “É necessário um planejamento estratégico. Isso depende de uma política pública voltada para a área e de um estímulo que venha de cima para mudar a forma de administrar os recursos da educação”, ressaltou.

Ainda segundo a reportagem do "Estadão", entre 1999 e 2008, o Brasil gastou US$ 978 anuais por estudante, resultando em uma média de 6,1 anos de estudo da população. As sete nações latino-americanas (Uruguai, Bolívia, El Salvador, Peru, Paraguai, Nicarágua e Equador) usadas no comparativo gastaram em média 7,4% a mais que o país (US$ 1.050 por estudante) e a escolaridade da população ficou 35,2% superior à brasileira.

O levantamento mostra que o Brasil investe mais que os outros países da América Latina, mas tem resultados menos efetivos na aprendizagem, na taxa de aprovação e no desempenho. Para a deputada, isso ocorre devido a falta de políticas adequadas para o setor. “Não adianta só jogar o dinheiro. É preciso formar os gestores e ter bons sistemas de avaliação sem problemas de operação como existe hoje”, ressaltou, referindo-se ao erros provocados pelo governo federal no Enem.

China também gasta menos que Brasil, mas tem ensino mais eficiente

→ A taxa média de analfabetismo nacional foi de 11,3%, e a desses países da América Latina, de 8%. A repetência dos alunos do primário, no Brasil, atingiu 21,4% dos alunos - índice também muito superior a dos outros países latino-americanos, que tiveram 5,8% de repetência.

Além da média dos anos de escolaridade, o país fica atrás na qualidade do ensino oferecido. Das 57 nações que participam do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês) - exame que mede habilidades de jovens de 15 anos em leitura, ciências e matemática -, o Brasil ficou com a 52ª posição, perto de países do Oriente Médio e África.

→ Na comparação com outros países, o Brasil perde ainda mais. A China gasta o correspondente a 48,5% do gasto do Brasil, mas tem anos de escolaridade 19% superior, além de uma menor taxa de analfabetismo. (Reportagem: Letícia Bogéa)

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Enganação pós-eleitoral

Recriação da CPMF é uma forma de enganar o povo, avalia Rafael Guerra

O deputado Rafael Guerra (MG) afirmou que a recriação da CPMF é desnecessária, já que o governo federal vem batendo recordes de arrecadação nos últimos dois anos. Para o tucano, não há justificativa para a volta do chamado “imposto do cheque”. O presidente Lula e a eleita Dilma Rousseff defendem a contribuição como nova fonte de receitas para a Saúde. Mas, segundo estudo divulgado pelo jornal “Folha de São Paulo”, a receita ao longo da gestão petista cresceu o equivalente a duas vezes a arrecadação do tributo, mesmo com a derrubada da contribuição em 2007 pelo Congresso.

No início do segundo mandato de Lula, durante as negociações para prorrogar a CPMF, o governo prometeu elevar o orçamento da Saúde - que, com a contribuição de Estados e municípios, fica em 3,6% do PIB, metade do padrão de países do primeiro mundo. Mas depois da derrota no Congresso, os planos foram abandonados, embora a arrecadação tenha continuado em alta. Elevaram-se o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Por isso, para Rafael Guerra, a volta da CPMF “é uma forma de enganar o povo e consumir a renda dos brasileiros em mais impostos”.

De acordo com o levantamento da Folha, praticamente nada desse aumento de arrecadação significou elevação significativa do gasto em Saúde, que, ao longo desta década, apenas oscilou em torno de uma mesma média. Não houve alta antes nem queda depois da extinção do tributo, hoje novamente cogitado como solução para o financiamento do setor.

Na avaliação do parlamentar, essa é mais uma comprovação da não necessidade de ressuscitar a CPMF. De acordo com o deputado, que é médico, o governo Lula deveria priorizar a área da Saúde com os recursos já existentes. “O que falta é prioridade política do governo para apoiar a Saúde. O governo só tem o discurso de que apoia o setor, principalmente na época de campanha. Depois da eleição mudou o discurso, enganou o povo mais uma vez e agora quer cobrar o imposto do cheque. A CPMF é desnecessária, basta ver os recordes de arrecadação”, destacou nesta segunda-feira (8).

A primeira gestão petista elevou as contribuições sociais, cujos recursos são destinados à Previdência, à assistência social, ao seguro-desemprego e à Saúde. Criou-se a contribuição previdenciária dos servidores inativos e elevaram-se alíquotas da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).


Mas os recursos adicionais foram usados para ampliar programas como o Bolsa Família e pagar aposentadorias. Já as verbas da Saúde seguiram a regra, instituída em 2000, que fixa aumento correspondente ao crescimento da economia. Com isso, os recursos ficaram estáveis, com pequenas variações para cima ou para baixo, em torno de 1,7% do PIB.

Guerra disse ainda que o governo atual trata a questão da Saúde com descaso. O parlamentar defendeu a regulamentação da Emenda 29 para garantir mais recursos para o setor. De acordo com o tucano, a medida deveria estar em vigor desde 2004. “Durante seis anos o governo empurrou isso com a barriga e continua empurrando”, afirmou.

Dinheiro não faltará para novo governo

→ Para o ano que vem, o Congresso chega a estimar uma receita na casa dos 25% do PIB, ou R$ 985 bilhões. Segundo levantamento da "Folha", o Tesouro Nacional absorvia em 2003, primeiro ano de Lula, 21% da renda nacional, por meio de impostos, taxas, contribuições e outras fontes. Em 2011, com Dilma Rousseff, a proporção deverá se aproximar de 24%.

(Reportagem: Alessandra Galvão/Foto: Eduardo Lacerda)

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Desleixo com o erário

Hauly: dinheiro público das estatais não pode bancar eventos de luxo

O deputado
Luiz Carlos Hauly (PR) criticou nesta segunda-feira (8) o governo federal por não fiscalizar a maneira como o dinheiro público está sendo usado em patrocínios de eventos. O parlamentar se refere ao exemplo citado em reportagem do jornal “Folha de S. Paulo” sobre evento que será realizado pela Associação dos Juízes Federais (Ajufe). A associação conseguiu mais de R$ 380 mil da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil para promover um encontro dos magistrados em um resort luxuoso da Bahia.

Para o tucano, essa é uma área que precisa ser mais fiscalizada pela gestão interna, como a Controladoria-Geral da União e o Tribunal de Contas da União, mas também pelo Ministério Público Federal, pois “o governo não pode bancar o luxo de seus servidores”. “É importante que o Judiciário, o Ministério Público, o Executivo e o Legislativo tenham seus cursos de capacitação de forma rotineira, dentro de uma estrutura pública, e não eventos esporádicos em recantos turísticos de custo elevado. É preciso rever toda essa situação”, criticou.

As estatais, explicou Hauly, têm um fundo reservado a patrocínio de eventos para que possam agregar conhecimentos aos seus servidores. Mas, segundo o deputado, o patrocínio só deve ser autorizado se os eventos contribuirem para melhorar o desempenho dos funcionários. Apesar de a Ajufe não divulgar a programação, a “Folha” obteve informações de que o foco do evento está mais voltado para atividades esportivas (oficinas de golf e arco e flecha) e sociais (jantar de abertura e show) do que à programação científica, que inclui palestras sobre temas jurídicos.


Para participar do encontro, cada magistrado desembolsará apenas R$ 750. Terá todas as despesas pagas, exceto passagens aéreas, e poderá ocupar, de quarta-feira a sábado da próxima semana, apartamentos de luxo e bangalôs cujas diárias variam de R$ 900 a R$ 4.000 no resort da Ilha de Comandatuba. Também serão custeados os gastos dos acompanhantes dos juízes, que irão pagar somente a taxa de inscrição.


Também patrocinaram o evento o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes, Souza Cruz, Eletrobras e Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial). As três últimas não quiseram informar o valor dado à associação. “É preciso ter parcimônia e mais cautela com o dinheiro público. A nossa sociedade não aguenta pagar tantos impostos e ver tanta manipulação indevida dos recursos públicos”, enfatizou o tucano.


Gastos com viagens ao exterior quintuplicaram

→ Segundo reportagem do jornal "Correio Braziliense", o Tesouro Nacional bancou R$ 86 milhões de ajuda de custo a funcionários públicos em viagens ao exterior. O valor é suficiente para comprar 1.790 casas do programa Minha Casa Minha Vida, orçadas em R$ 48 mil a unidade no Distrito Federal (DF).

→ Esse montante é cerca de 5 vezes maior do que o desembolsado em todo o ano de 2000, R$ 18,1 milhões, e está prestes a superar o recorde do ano passado, quando foram liberados R$ 95,3 milhões. Ainda segundo a matéria, os gastos disparam em meses que antecedem às férias, indicando que as viagens a trabalho acabam se transformando em lazer. (Reportagem: Renata Guimarães / Foto: Eduardo Lacerda)

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Conheça a bancada

Série apresenta os 25 novos deputados do PSDB que assumem o mandato em 2011

Em fevereiro de 2011, 53 deputados eleitos pelo PSDB devem tomar posse na Câmara. Desses, 28 se reelegeram e outros 25 exercerão o mandato pela primeira vez ou retornarão ao órgão do Poder Legislativo que representa o povo brasileiro. Com o resultado obtido nas urnas em outubro, o PSDB continuará com a terceira maior representação na Câmara na 54ª Legislatura (2011-2015), atrás apenas de PT (88) e PMDB (79).


Com o objetivo de apresentar a nova bancada aos atuais parlamentares e aos leitores, publicaremos breves perfis dos 25 novos deputados, destacando suas biografias e principais bandeiras. Os textos vão ao ar a partir de hoje no blog, sempre às segundas e terças-feiras, e na versão impressa do "Diário Tucano" às terças e quartas. Em cada um desses dias, serão publicados três perfis em ordem alfabética.

Entre os futuros integrantes do PSDB na Câmara, estarão pessoas com vivências, profissões e perfis diversos. A legenda contará com políticos experientes, como ex-prefeitos e ex-governadores, e novatos, a exemplo de Bruna Furlan, a mais votada entre os candidatos do partido em São Paulo.

No que diz respeito à distribuição regional, São Paulo, berço político do PSDB, terá 13 deputados, enquanto Minas Gerais aparece como a 2ª maior bancada estadual na legenda (8). Além da força no Congresso Nacional, o partido comandará os governos de oito estados (SP, MG, PR, TO, PA, AL, GO e RR), abrangendo quase metade do eleitorado.


É importante ressaltar que a relação final de deputados federais que tomarão posse em fevereiro pode ser alterada em virtude de julgamentos pendentes relacionados à Lei da Ficha Limpa.


Veja quais foram os 53 deputados eleitos pelo PSDB em 3 de outubro por região. Os nomes marcados em negrito são os novatos.

Região Centro-Oeste

Goiás: Carlos Alberto Leréia, João Campos e Leonardo Vilela

Mato Grosso: Nilson Leitão

Mato Grosso do Sul: Reinaldo Azambuja


Região Nordeste

Alagoas: Rui Palmeira

Bahia: Antonio Imbassahy e Jutahy Junior


Ceará: Raimundo Gomes de Matos


Maranhão: Carlos Brandão, Pinto Itamaraty e Hélio Santos


Paraíba: Ruy Carneiro e Romero Rodrigues

Pernambuco: Bruno Araujo e Sérgio Guerra.


Região Norte

Acre: Márcio Bittar


Amapá: Luiz Carlos

Tocantins: Eduardo Gomes

Pará: Nilson Pinto, Wandenkolk Gonçalves e Zenaldo Coutinho


Roraima: Berinho Bantim



Região Sudeste

Espírito Santo: Cesar Colnago

Minas Gerais: Carlaile Pedrosa, Domingos Sávio, Eduardo Azeredo, Eduardo Barbosa, Marcus Pestana, Narcio Rodrigues, Paulo Abi Ackel e Rodrigo de Castro.

Rio de Janeiro: Andreia Zito e Otavio Leite

São Paulo: Bruna Furlan, Carlos Sampaio, Dib, Duarte Nogueira, Emanuel Fernandes, Edson Aparecido, José Aníbal, Julio Semeghini, Luiz Fernando Machado, Mara Gabrilli, Mendes Thame, Ricardo Tripoli e Vaz de Lima.


Região Sul

Rio Grande do Sul: Nelson Marchezan Junior

Paraná: Alfredo Kaefer, Fernando Francischini e Luiz Carlos Hauly

Santa Catarina: Jorginho Mello e Marco Tebaldi


Leia nos posts seguintes os três primeiros perfis.

(Reportagem: Marcos Côrtes/ Foto: Ag. Câmara)

Novos deputados (1)

Imbassahy defenderá criação de mais oportunidades para a juventude

O deputado eleito Antonio Imbassahy (BA) pretende focar seu trabalho na Câmara nas áreas de educação e promoção social. Nestes setores, o tucano quer trabalhar em projetos que possam ajudar na geração de oportunidades e de educação profissional para os jovens. O novo integrante da bancada espera contribuir não só com a Bahia, mas com o Brasil nesse sentido.

“O PSDB tem projetos valiosos na área de educação e promoção social que já foram colocados à disposição do povo brasileiro. Espero poder contribuir com a experiência adquirida ao longo da minha vida pública e atuar para garantir educação de qualidade e oportunidades para os jovens por meio da geração de empregos e capacitação profissional e também na promoção social”, destacou.

Imbassahy, 62 anos, foi governador interino do estado, eleito prefeito de Salvador em 1995 e reeleito em 2000. Em 1998, apareceu como líder no ranking de aprovação entre 11 prefeitos de capitais pesquisadas pelo Datafolha. O tucano fez uma administração arrojada e conseguiu o título de melhor prefeito do Brasil, saindo do cargo com o maior índice de aprovação da história da capital baiana. Filiado ao PSDB desde 2005, é presidente estadual do partido na Bahia.

O novo deputado federal, eleito com 112.630 votos, é formado em engenharia pela Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e tem especialização em Administração de Empresas e Marketing. Também foi presidente da Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba) e da Empresa de Telefonia da Bahia (Telebahia). (Reportagem: Alessandra Galvão/ Foto: divulgação)

Novos deputados (2)

Berinho Bantim promete lutar pelo fortalecimento da economia de Roraima

Berinho Bantim (RR) reforçará a bancada tucana na Câmara com a experiência política de quatro mandatos de deputado estadual e de ex-presidente da Assembleia Legislativa, além de ter sido chefe da Casa Civil e secretário de Relações Internacionais de Roraima no governo de Anchieta Júnior (PSDB), reeleito em outubro.

Bacharel em Direito, o novo deputado promete lutar pelo fortalecimento da economia do seu estado. Para Berinho, é preciso investir mais nos setores agrícola e pecuário para alavancar o crescimento de Roraima. O futuro parlamentar destacou que o estado deveria aproveitar o seu potencial hídrico e a localização próxima ao mercado do Caribe, fator favorável às exportações.

“A economia de Roraima é insignificante. O estado é um dos mais pobres do país e precisa ser enxergado como uma unidade da federação promissora e como a última fronteira agrícola do Brasil”, defendeu.


Berinho é um crítico do modelo adotado pelo governo federal na demarcação de reservas indígenas em Roraima. Segundo o parlamentar eleito, o estado teve seu território mutilado pelo governo Lula, responsável por destinar grandes áreas para os índios. No entanto, a gestão petista abandonou essas comunidades, que vivem atualmente abaixo da linha de pobreza. “Devemos criar condições para que eles possam trabalhar e fortalecer a economia local”, afirmou.


O novo deputado também considera a educação essencial para o desenvolvimento do Brasil. Essa será uma das bandeiras dele no Congresso. “A única ferramenta capaz de afastar a miséria do ser humano é a educação. O país precisa investir para diminuir o analfabetismo e melhorar a instrução do povo”, argumentou. (Reportagem: Alessandra Galvão/ Foto: divulgação)

Novos deputados (3)

Parlamentar mais jovem da bancada, Bruna Furlan tem forte atuação social

Parlamentar mais jovem da bancada do PSDB na próxima legislatura, Bruna Furlan (SP) tem 27 anos e nasceu em Barueri (SP). A tucana foi eleita deputada federal com 270.661 votos, a terceira maior no estado, atrás apenas de Tiririca (PR) e de Gabriel Chalita (PSB). É formada em Direito, com pós-graduação em Gestão de Cidades. Diretora da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), Bruna participa ativamente de projetos sociais.

As prioridades do mandato da nova deputada serão as áreas de saúde, segurança e educação. Entre as propostas dela, está a criação do “Programa Saúde Segmentada” para organizar ações de caráter preventivo direcionadas à saúde da mulher, da criança, do trabalhador, do idoso e do deficiente físico.

Bruna também defende a elaboração de projeto de lei para integrar todas as entidades de atendimento aos portadores de deficiências físicas. A futura parlamentar pretende estimular o financiamento público federal e buscar verbas para estas instituições, além de ampliar a atenção à saúde integral do portador de deficiência.

Na área de segurança, a tucana cobrará do governo federal a execução de um plano nacional de combate ao crime organizado, especialmente ao tráfico de drogas e de armas, com ampliação das forças policiais de fronteira. Já para a educação, Bruna tem o objetivo de valorizar os profissionais do setor por meio de aumento salarial, melhoria nas condições de trabalho e adoção de políticas de avaliação, conforme modelo adotado em SP. (Reportagem: Alessandra Galvão/ Foto: divulgação)

Seminário em SP

Em palestra nesta terça, Tripoli abordará o tema "resíduos sólidos e educação ambiental"

Vice-Líder do PSDB na Câmara, o deputado Ricardo Tripoli (SP) participa amanhã do seminário Política Nacional de Resíduos Sólidos: Sustentabilidade ambiental e oportunidades empresariais. O evento, que acontece no Expo Center Norte, em São Paulo, integra o Projeto Desenvolvimento Sustentável Bilateral 2010, realizado em conjunto pela Câmara Ítalo-Brasileira e pelo Instituto Sergio Motta (ISM).

A partir das 9h, o parlamentar paulista fará palestra abordando o tema "resíduos sólidos e educação ambiental". Tripoli apontará a importância da responsabilidade compartilhada e a conscientização na utilização dos recursos naturais. Após a explanação do deputado, haverá participação de um representante do governo federal, que apresentará as premissas do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, e de Artaet Martins, que mostrará um estudo sobre a logística reversa, um dos principais mecanismos da legislação.

De acordo com Tripoli, o seminário visa discutir a baixa intensidade de carbono e a alta eficiência no uso dos recursos naturais, além de aprofundar a difusão de uma cultura mais sustentável no Brasil e na Itália.

Serviço:

Palestra – Política Nacional de Resíduos Sólidos: Sustentabilidade ambiental e oportunidades empresariais (Participação gratuita – vagas limitadas)

Data: 09/11/2010.

Horário: 9h30 às 11h30.

Local: FIMAI (Expo Center Norte – Pavilhão Azul) / São Paulo (SP)

Outras informações: secretaria.camara@italcam.com.br

(Da assessoria do deputado com informações da Câmara Ítalo-Brasileira)