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9 de nov. de 2010

Caso de polícia

Deputados apoiam recomendação do TCU de paralisar 32 contratos irregulares

Os deputados
Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES) e Marcelo Itagiba (RJ) defenderam a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de sugerir a paralisação de 32 contratos de 18 obras públicas por graves irregularidades de superfaturamento, sobrepreço, licitação irregular, falta de projeto executivo e problemas ambientais. Os dados fazem parte do 14ª relatório “Fiscobras” elaborado anualmente pelo TCU e entregue nesta terça-feira (9) ao presidente do Congresso Nacional.

O tribunal também recomendou novamente a paralisação de duas obras que o presidente Lula mandou continuar. São as obras de duas refinarias da Petrobras: a Repar, no Paraná, e Abreu e Lima, em Pernambuco. A primeira recomendação aconteceu ainda em 2009, quando o documento indicou graves irregularidades na realização dos dois empreendimentos. Mas a sugestão do TCU aprovada pelo Congresso não foi acatada pelo presidente da República, que vetou a paralisação das obras.

Porém, o veto de Lula não impediu que o órgão continuasse a fiscalização e voltasse a encontrar irregularidades. Segundo o documento, há indícios de sobrepreço no valor total de R$ 2,7 bilhões nos contratos de construção das duas refinarias.


Na avaliação de Vellozo Lucas, o governo “joga de uma maneira perversa” fazendo a população preferir que a obra seja realizada, mesmo com irregularidades. “Como a população se prejudica por não ter a obra, o governo coloca a opinião pública contra o Tribunal de Contas e o Congresso, como se fossem esses órgãos os responsáveis pelos atrasos. O governo transformou a obra pública no Brasil em caso de polícia”, condenou.

Neste ano, o TCU examinou 231 obras e em sua interpretação, a execução de todos os 18 empreendimentos em que foram encontradas irregularidades deve ser suspensa. Dos 32 contratos com irregularidades graves, 16 não constavam no relatório de 2009.

Dessas novas obras, quatro são do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e quatro do Ministério das Cidades. A exemplo dos anos anteriores, os empreendimentos de transportes apresentaram os maiores indícios de irregularidades graves. O montante de recursos aplicados em obras públicas neste ano foi de R$ 35,6 bilhões.

O deputado Marcelo Itagiba também acredita que a decisão de suspender a execução das obras é correta. Segundo o tucano, a aplicação dos recursos usados nestas ações deve ser devidamente investigada. “O TCU é um órgão altamente técnico, e se ele sinalizou nesse sentido, é importante não somente que essas obras sejam paralisadas, mas essas denúncias de irregularidades devem ser investigadas”, enfatizou o parlamentar.


O Congresso decidirá se as obras com indícios de irregularidades graves terão seus recursos bloqueados no orçamento do próximo ano, caso seja comprovada a potencialidade de prejuízos aos cofres públicos ou a terceiros e seja configurado grave desvio. Depois de examinado pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, o texto passa a ser um dos anexos da proposta orçamentária do ano seguinte.
(Reportagem: Renata Guimarães/Fotos: Eduardo Lacerda)

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27 de out. de 2010

Má gestão

PT desmontou modelo que deu ganhos inéditos à Petrobras, alerta Vellozo Lucas

Instituída em 1997, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, a Lei do Petróleo alavancou de forma extraordinária e espetacular a Petrobras. A avaliação é do deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES), um dos principais especialistas do PSDB no setor. De acordo com o tucano, esse marco legal possibilitou à empresa ampliar seus horizontes. A abertura de capital atraiu investidores privados até mesmo na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Além disso, a participação em licitações no mundo todo foi outro fator que permitiu à Petrobras aumentar seu faturamento. Apesar dos ganhos, o tucano alertou nesta quarta-feira (27) para o desmonte deste modelo no governo petista.

Como se não bastassem as ações prejudiciais à estatal ao longo dos últimos anos, durante a campanha eleitoral a legenda do presidente Lula atacou o legado deixado pelo governo tucano. Mas como mostra reportagem do jornal “Valor Econômico” em sua edição de hoje, uma análise histórica das contas da Petrobras contradiz o que vem sendo dito pelo presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, um dos porta vozes dos ataques.

De acordo com a matéria, depois de 1997, quando acabou o monopólio da produção e da exploração de petróleo, a Petrobras teve um ganho visível de eficiência. Esse fato sozinho já coloca por terra a acusação de Gabrielli de que houve um desmanche na empresa.


Estratégia de desenvolvimento exitosa
Com a autonomia conquistada no final da década de 90, a Petrobras registrou mais lucros e mais produtividade, combinada com redução de custos. Vellozo Lucas lembra que a capacidade de investimento da Petrobras saltou de R$ 4 bilhões para R$ 30 bilhões. “É o maior caso de sucesso de estratégia de desenvolvimento da história do país. Em 10 anos a produção de petróleo do Brasil dobrou", destacou o tucano, presidente do Instituto Teotônio Vilela, órgão de estudos do PSDB.

De acordo com o deputado, outras conquistas foram alcançadas ao longo do tempo. "Chegamos à autossuficiência, as reservas quintuplicaram e as receitas de petróleo apropriadas pelo setor público nos três níveis - União, estados e municípios - saíram de R$ 200 milhões para R$ 25 bilhões. Houve, portanto, um aumento extraordinário”, apontou, ao se referir a recursos relacionados à distribuição de royalties e participações especiais.

Com referências às críticas do atual presidente da Petrobras ao marco regulatório, Vellozo Lucas lembra que o PT vinha realizando os leilões até 2007, período da descoberta da camada do pré-sal no Campo de Tupi, na Bacia de Santos. Segundo ele, a partir desse momento o governo deixou de elogiar a Lei do Petróleo.

“O governo do PT viu uma enorme oportunidade de fazer demagogia política. E aí desmontou o modelo empresarial que vinha dando certo e desorganizou o marco regulatório. Não colocaram nada no lugar, a não ser confusão, desconfiança e redução dos investimentos. Conseguiram produzir também uma briga entre os estados produtores de petróleo”, criticou o tucano, ao fazer alusão ao polêmico sistema de partilha na divisão dos royalties do pré-sal.

109%
Foi o crescimento da produção de petróleo nos oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso. Já na gestão de Lula, o avanço foi de apenas 30%. Publicado na edição desta quarta-feira do jornal "Valor Econômico", o dado é apenas um exemplo de como são infundadas as críticas do atual presidente da Petrobras ao governo passado e ao modelo adotado em 1997.

(Reportagem: Artur Filho/ Foto: Ag. Câmara)

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25 de out. de 2010

Entrevista

Petrobras não terá como explorar sozinha o pré-sal, alerta Vellozo Lucas

A Petrobras não tem como explorar sozinha as reservas de petróleo do pré-sal e o governo deveria trabalhar para atrair grupos estrangeiros em vez de inibir sua entrada nos novos campos. O alerta foi feito pelo presidente do Instituto Teotonio Vilela, deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES), ao jornal "Folha de S. Paulo".

O tucano também destacou os resultados positivos da abertura do setor petrolífero brasileiro e a adoção do modelo de concessão, definido no governo FHC. "Não há nada errado com esse modelo. O PT está no poder desde 2003 e fez seis leilões seguindo as regras desse modelo. Agora dizem que concessão é privatização, porque querem fazer desse troço uma bandeira eleitoral", reprovou o parlamentar. Leia abaixo a íntegra da entrevista publicada nesta segunda-feira (25).

Folha - Que avaliação o sr. faz dos resultados obtidos com o fim do monopólio da Petrobras na exploração de petróleo e a abertura do setor?
Luiz Paulo Vellozo Lucas - Foi a mais bem sucedida política de desenvolvimento setorial da história do país. A abertura atraiu capital para novos investimentos, sem privatizar nem vender nada. A produção dobrou. Nossas reservas de petróleo quintuplicaram. A receita obtida pelo governo com a exploração das nossas riquezas minerais cresceu mais de cem vezes.

É verdade que o governo Fernando Henrique Cardoso tinha a intenção de privatizar a Petrobras, como diz o PT?
Isso nunca passou pela cabeça de ninguém. Com a abertura, a Petrobras passou a operar num ambiente competitivo e cresceu. Era fundamental que continuasse estatal, porque no início os grupos estrangeiros que vieram para o país entraram associados à Petrobras. Ninguém teria vindo sem a segurança que ela oferecia. Não era necessário privatizá-la, e teria sido um tiro no pé fazer isso.

A entrada de multinacionais no setor gerou benefícios?
Hoje as companhias estrangeiras têm uns 5% da exploração de petróleo no Brasil. Seria interessante, e oportuno, que tivessem um pouco mais. Haveria mais investimentos, mais produção. O que importa é maximizar a geração de riqueza no país.

O modelo de concessões em vigor atualmente é adequado para a exploração das reservas encontradas no pré-sal?
Não há nada errado com esse modelo. O PT está no poder desde 2003 e fez seis leilões seguindo as regras desse modelo. Agora dizem que concessão é privatização, porque querem fazer desse troço uma bandeira eleitoral. O governo argumenta que precisa de outro modelo para a exploração do pré-sal porque os riscos são menores nos novos campos, onde não há dúvidas sobre a existência de grandes reservas de óleo. O argumento é falso. Não se pode dizer que não há risco nenhum numa atividade como essa. Há riscos ambientais, desafios tecnológicos a superar, riscos empresariais.

O que justifica então a decisão do governo de propor um novo modelo de exploração?
O PT mudou de ideia nesse assunto em 2007, quando a descoberta do campo de Tupi mostrou o tamanho das reservas existentes no pré-sal. Havia um leilão previsto para o fim do ano e vários blocos próximos de Tupi seriam oferecidos. O interesse por essas áreas era enorme e grupos brasileiros e multinacionais estavam se preparando para pagar caro por elas. A Petrobras não ia ter dinheiro para disputar todos os blocos e certamente ia perder alguma coisa para o Eike Batista, a Shell e outras companhias.

Qual seria a consequência?
Em vez de ter 95% do mercado como hoje, a Petrobras ficaria com 92%, 93%. Qual o problema para o Brasil? Nenhum. Estaríamos trazendo dinheiro, investimentos, criando empregos do mesmo jeito. Mas o que estava em jogo era a entrega dos novos campos para a Petrobras sem licitação, e sem que eles precisassem pagar o bônus elevado que teriam que desembolsar no leilão. Foi por isso que o governo tirou a maioria dos blocos do leilão e decidiu mudar as regras no pré- sal.

Por que o governo deveria permitir que as multinacionais ficassem com esses blocos em vez da Petrobras?
Mas não se trata de entregar a riqueza nacional como o PT diz. Nós estaríamos pegando o dinheiro dos grupos estrangeiros para desenvolver nossas jazidas e gerar recursos para o país. Vamos precisar de centenas de bilhões de dólares para explorar o pré-sal e é uma sandice completa achar que a Petrobras e o Estado brasileiro terão dinheiro para fazer tudo.

O governo argumenta que, com o novo modelo, poderá controlar melhor o ritmo de exploração do pré-sal e usar os novos campos para desenvolver a indústria naval e outros fornecedores do setor.
Bobagem. O ritmo de exploração poderia ser determinado pelo ritmo dos leilões, sem mudar regra nenhuma. Se o que eles querem é desenvolver a indústria nacional, bastaria exigir nos leilões que os interessados fizessem aqui uma parcela maior das suas encomendas. A mudança da lei é o maior erro estratégico de política econômica da nossa história.

Por quê?
O Tesouro se endividou para capitalizar a Petrobras. O setor de petróleo deveria estar gerando recursos para os investimentos que precisamos fazer em aeroportos, estradas e escolas. Em vez disso, o governo se endividou para financiar a Petrobras, para que ela assuma a responsabilidade de ser a única operadora nos novos campos. Não tem sentido.

O governo diz que as companhias estrangeiras virão mesmo assim porque não há oportunidades tão boas para investir em outros países.
Precisamos ver se vão entrar com capital, assumindo riscos. Se o modelo defendido pelo governo for aprovado, uma nova empresa estatal vai controlar os custos de cada projeto e dizer o que vai poder ser fabricado aqui ou ali. Os petistas garantem que a empresa será formada apenas por técnicos, sem ingerência política. Só se a sede for em Frankfurt. Quem vai mandar nessa empresa vai ser o PMDB do Maranhão.

As ações da Petrobras se desvalorizaram muito neste ano, apesar do futuro promissor que o pré-sal garante à empresa. O mercado tem razão?
A Petrobras está desviando recursos para investimentos de rentabilidade duvidosa, como as refinarias do Nordeste. A empresa contrata serviços e equipamentos pagando três, cinco vezes mais caro que as concorrentes. É isso o que o mercado olha.

(Da redação com Folha de S. Paulo/ Foto: Eduardo Lacerda)

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Vellozo Lucas desmonta acusações do PT de que o PSDB quer privatizar a Petrobras

21 de out. de 2010

Mentiras eleitorais

Vellozo Lucas desmonta acusações do PT de que o PSDB quer privatizar a Petrobras

O deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES) rechaçou nesta quinta-feira (21) as acusações do PT de que o PSDB quer privatizar a Petrobras e o petróleo da camada pré-sal. Especialista no setor de petróleo, o tucano afirmou que as acusações são mentirosas e tentam esconder os erros estratégicos da gestão petista que têm prejudicado a empresa. “São mentiras que estão escondendo um erro estratégico que causou, entre outras coisas, a desvalorização da estatal no mercado acionário. A Petrobras é a única empresa do mundo que descobre petróleo e se desvaloriza no mercado por causa da gestão do PT”, condenou.

O parlamentar destacou que o PSDB acredita ser fundamental ter uma estatal forte para liderar os investimentos públicos e privados. “Eles nos acusam de querer privatizar o pré-sal, mas foi o PT que privatizou a Petrobras e os negócios do setor de petróleo entregando setores inteiros a partidos, segmentos e facções para fazerem negócios superfaturados que não beneficiam o interesse público”, criticou Vellozo Lucas.

O deputado cita dois fatos que desmontam a versão petista. Em 1995, o então presidente Fernando Henrique Cardoso escreveu uma carta para José Sarney, presidente do Senado à época, propondo ao Congresso que a estatal não fosse passível de privatização. O deputado também ressaltou que a Lei do Petróleo de 1997 transformou a empresa, dando a ela a possibilidade de crescimento. “Trouxemos investimentos privados para o Brasil. Com isso a reserva de petróleo dobrou e as reservas quintuplicaram”, explicou o tucano.

Na avaliação de Vellozo Lucas, o fim do monopólio estatal na Petrobras e a abertura da empresa ao capital privado foi uma das maiores realizações do governo Fernando Henrique. “A estratégia do PSDB para o setor de petróleo foi a mais bem sucedida. Isso está sendo desmontado pelo PT. Apesar de o Brasil ser autossuficiente em petróleo, hoje o brasileiro paga a gasolina e o diesel mais caros do mundo”, ressaltou.

O colunista do jornal “O Estado de São Paulo” Alberto Tamer afirmou na edição de hoje que o ex-presidente FHC "recriou a Petrobras". "Está sendo cometida uma grande injustiça com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a respeito da Petrobras. Neste clima político, querem reverter contra ele o enorme trabalho que fez para o Brasil ao abrir o capital da Petrobras, em 1997, atenuando os efeitos nocivos do monopólio estatal do petróleo", escreveu Tamer.


De acordo com o colunista, as medidas adotadas na época trouxeram impactos positivos: hoje a empresa é a quarta maior do mundo em valor de mercado e a oitava entre aquelas de capital aberto. "Um novo orgulho para o Brasil", resumiu.

Iniciativa em defesa da estatal


→ O deputado Otavio Leite (RJ) é autor de uma Proposta de Emenda à Constituição que proíbe a privatização da estatal. O projeto do tucano garante o controle exclusivo da Petrobras pela União, impedindo a sua venda, e foi entregue ao presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, em outubro de 2009.

(Reportagem: Alessandra Galvão/Foto: Eduardo Lacerda)
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19 de out. de 2010

Risco desnecessário

Governo é irresponsável ao antecipar exploração do pré-sal, alertam deputados

Os deputados José Aníbal (SP) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES) criticaram nesta terça-feira (19) a antecipação da exploração comercial do petróleo existente na camada do pré-sal na área de Tupi, na Bacia de Santos (SP). O anúncio de que a produção começará entre os dias 27 e 29 deste mês foi feito ontem (18) pelo presidente Lula e o chefe da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. Para os tucanos, essa operação - programada inicialmente para começar somente no fim do ano - não poderia ter sido acelerada porque pode causar acidentes. Além disso, o processo ainda não tem licença ambiental.

José Aníbal classificou a decisão como uma "irresponsabilidade" do presidente da estatal. “Esse Gabrielli é um sujeito irresponsável e totalmente contra os interesses do país. Ele expõe a empresa a situações de risco desnecessárias”, ressaltou.

Segundo reportagem do jornal "O Globo", o governo tentava, desde julho, antecipar a produção comercial de Tupi. Inicialmente, informa a matéria, a ideia era adiantar para setembro, mas por questões técnicas os testes de longa duração não permitiram tal antecipação.

Luiz Paulo Vellozo Lucas destacou que o mais preocupante nesta decisão é a ausência de uma autorização ambiental para a estatal perfurar os poços de petróleo na camada do pré-sal. "Parece absolutamente temerário que o governo autorize sem o devido estudo ambiental qualquer tipo de perfuração em águas ultraprofundas", alertou o parlamentar.

O deputado também acredita que o governo atropela a discussão sobre o tema no Legislativo. "O modelo empresarial para a exploração do pré-sal ainda está em discussão no Congresso. Trata-se de uma discussão muito complexa e controversa, com uma grande briga entre os estados produtores de petróleo, como o Rio de Janeiro e Espírito Santo, e o restante do país”, afirmou o tucano. (Reportagem: Artur Filho/Fotos: Eduardo Lacerda)

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7 de out. de 2010

Crescimento ameaçado

Vellozo Lucas critica fraco desempenho da economia e política fiscal do governo Lula

O deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES) lamentou nesta quinta-feira (7) a fraca atuação da economia brasileira. O Brasil teve o pior desempenho dos Brics, grupo que também inclui Rússia, Índia e China, no 3º trimestre deste ano. A tendência de queda ocorre pelo segundo trimestre consecutivo e, segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, confirma que os dias de crescimento exuberante do país ficaram para trás.

O nível de expansão da economia brasileira medida pelo EMI (sigla em inglês para Índice de Mercados Emergentes, calculado pela Markit Economics em parceria com o HSBC) se desacelerou de 52,3 entre abril e junho para 51,2 entre julho e setembro. Valores acima de 50 indicam expansão, o que significa que, com esse patamar a economia brasileira flertou com a estagnação nos últimos três meses. Esse foi o pior resultado registrado desde o segundo trimestre de 2009, quando o país começava a se recuperar da crise global.

Na avaliação do parlamentar, o desajuste do Estado contribui para que a economia cresça cada vez menos. “A conta que o Brasil vai pagar por conta desses desacertos será muito grande. Esses indicadores são de curto prazo e pequenos diante do problema que nós teremos pela frente”, ressaltou. "
O problema teve sua origem com a filosofia do governo do PT de expansão do gasto. Isso vai sufocando e reduzindo a atividade econômica e fragilizando os fundamentos da economia brasileira”, acrescentou o tucano.

Vellozo Lucas alerta para os riscos de uma crise fiscal no futuro, herança que, segundo ele, o presidente Lula deixará para o próximo presidente. “A herança será um desequilíbrio dos elementos básicos para o funcionamento da economia como a taxa de juros mais alta do planeta, o câmbio, a baixa taxa de investimentos e a alta carga tributária, que é o principal fator da redução da competitividade”, disse.

Embora o EMI já apontasse desempenho mais fraco no Brasil do que na China e na Índia, o país havia crescido acima da Rússia entre o quarto trimestre de 2008 e o primeiro deste ano. O EMI é uma versão para países emergentes do PMI (Índice de Gerentes de Compras) - indicador muito acompanhado por analistas de todo o mundo. O indicador reflete entrevistas feitas com 5.800 prestadores de serviços e empresários em 16 países emergentes. (Reportagem: Alessandra Galvão/Foto: Eduardo Lacerda)

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27 de jul. de 2010

Economia

Déficit externo recorde é insustentável, alerta Hauly

Com a crescente remessa de lucros e dividendos para o exterior e a falta de estímulo à exportação, o saldo das transações correntes, que mede o desempenho das compras e vendas de bens, rendas e serviços do Brasil com o resto do mundo, fechou o primeiro semestre do ano com déficit de US$ 23,762 bilhões, pior resultado desde 1947.

“Esse déficit é insustentável”, avalia o economista e deputado Luiz Carlos Hauly (PR). Ele teme um ajuste desequilibrado da taxa de câmbio e, consequentemente, uma desaceleração da economia. “Os problemas estavam sendo apontados – elevada taxa de juros, falta de incentivo à exportação e excesso de gastos públicos – e nenhuma providência foi tomada”, afirma. “A conta, novamente, vai sobrar para o contribuinte”

O saldo em transações correntes passou de um cenário favorável ao alerta, na análise do deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES). Iniciou a década, em 2001, com déficit equivalente a 4,19% do Produto Interno Bruto. No entanto, conforme constata o tucano, em função da política econômica do governo Fernando Henrique Cardoso - como controle de inflação, câmbio flutuante e meta fiscal -, a conta passou a ter superávits.

A partir de 2008, os números voltaram a experimentar déficits. "Podemos verificar erros na condução da política econômica do PT. O país tem elevada taxa de juros, fazendo com que as exportações percam competitividade. Assim, as transações correntes voltaram a ser negativas", conclui Vellozo Lucas.

Contas deterioradas
→ Só em junho, o déficit em transações correntes ficou em US$ 5,180 bilhões, o pior para o mês desde o início da série histórica, segundo o Banco Central. Em junho do ano passado, o saldo negativo foi bem menor, de US$ 575 milhões. A autoridade monetária prevê fechar o ano com déficit de 2,49% do Produto Interno Bruto (PIB).

→ As contas externas já vinham dando sinais de deterioração. Um mês antes o saldo negativo havia sido de US$ 1,988 bilhão – número revisado. E em abril, ficou no vermelho em R$ 4,58 bilhões, valor recorde para o período. Os dados são do BC.

(Da redação com Ag. Tucana/Fotos: Eduardo Lacerda)

22 de jul. de 2010

Falta de gestão

Capitalização da Petrobras gera insegurança no mercado financeiro

O mercado está inseguro em relação à capitalização da Petrobras. Essa é a avaliação de deputados do PSDB diante da notícia de que a maior gestora de recursos do mundo e principal investidora privada da estatal, a empresa norte-americana BlackRock, reduziu o investimento em ações da estatal devido às incertezas sobre a operação no mercado financeiro.

Desde o início do ano, o valor de mercado da empresa já caiu cerca de 25%. Na avaliação do deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES), a desvalorização das ações da companhia não é resultado apenas das incertezas geradas pela capitalização, mas, sobretudo, devido à má gestão do governo Lula na estatal. Segundo ele, a capitalização é o maior equívoco estratégico na história recente do Brasil.

“O padrão gerencial é responsável pelo início da queda no valor das ações. A administração petista é um desastre na Petrobras. As mudanças na Lei do Petróleo são a invenção mais grotesca do PT. A função social da empresa é remunerar o investidor e a desvalorização tira fonte de financiamentos”, analisou.

A capitalização, diz o tucano, será realizada com reservas de petróleo que ainda não foram descobertas e nem mesmo avaliadas. “Ninguém sabe o custo dos barris de petróleo. A prática monopolista da estatal, como única responsável pela exploração do petróleo, faz com que o brasileiro pague a gasolina e o diesel mais caros do mundo para financiarem investimentos da Petrobras cujos interresses são partidários”, declarou Vellozo.

O deputado Duarte Nogueira (SP) lembrou que o PSDB vem fazendo alertas sobre os ricos da capitalização desde que os projetos do pré-sal chegaram ao Congresso. “A mudança no marco regulatório do petróleo só traz prejuízos para o país e para Petrobras. Essa ânsia de aumentar o poder da estatal não fortelece a empresa e não traz benefícios. A insegurança jurídica afasta investimentos”, apontou.

Segundo o gestor de ativos para a América Latina do BlackRock, Willian Landers, devido ao atraso na operação e as incertezas com seu tamanho e o preço dos barris, a Petrobras "vai andar de lado" até a operação ser definida.

Depois que a operação ficar clara, diz Landers, a estatal voltará a ser uma das preferidas do BlackRock. Mas, se os barris vierem com preço alto, afirma, há risco de a operação não ser aceita pelo mercado. “Se a avaliação dos barris for alta demais, o mercado não aceita, desvaloriza o capital dos investidores e será um fracasso. Se for muito baixa, o Brasil vai entregar sua riqueza de graça, a preço de banana”, ressaltou Vellozo Lucas.

A fuga do investidor
→ Sediado em Nova York, o BlackRock tem US$ 3,15 trilhões sob administração, em ações, renda fixa, imóveis e investimentos alternativos.

→ Até o fim de 2009, o BlackRock detinha 6,16% das ações preferenciais (sem voto) da Petrobras. É o único investidor privado conhecido publicamente por ter mais de 5% das ações preferenciais.

→ Além do BlackRock, são conhecidos apenas a controladora União, a Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil) e o BNDES, que possuem participações maiores.


(Reportagem: Alessandra Galvão/Foto: Eduardo Lacerda)

15 de jul. de 2010

Riscos no pré-sal

Para tucanos, governo não avalia risco ambiental sobre exploração de petróleo

Deputados do PSDB apontaram falhas, nesta quinta-feira (15), na gestão da produção de petróleo na camada do pré-sal. Segundo os tucanos, o governo ainda não tomou medidas de segurança para diminuir os riscos ambientais sobre a exploração em águas profundas no país. Os Estados Unidos e a União Européia recomendaram a suspensão temporária desse tipo de produção após o vazamento do mineral no Golfo do México.

Para o deputado Eduardo Gomes (TO), o governo não dá garantias sobre a segurança com essas novas perfurações. “É lamentável que o governo ainda não tenha avaliado os danos ambientais e o perigo que esse modelo de exploração traz”, afirmou o tucano.

O deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES) ressalta que o presidente Lula não se importa com as recomendações de segurança, mesmo depois do maior desastre ambiental da história da indústria petrolífera. “O governo não está nem um pouco preocupado com nada disso. Só com oba-oba eleitoral. Eles não estão preocupados nem com a desvalorização da Petrobras, vão estar preocupados com o risco ambiental?”, questionou.

Para ele, até agora o governo Lula só provocou a discórdia dentro do Congresso por causa da divisão dos royalties entre estados e municípios.

Vellozo Lucas também argumenta que a Petrobras não tem mais condições de explorar novos poços tamanha a desvalorização das ações da estatal provocada pela má gestão do governo.

“O governo fez com que a empresa, em um ano, perdesse o equivalente a US$ 52 bilhões. É um festival de erros, uma bagunça. O mercado do petróleo em todo o mundo ficou atônito. Os investimentos em exploração estão paralisados no Brasil”, explicou. (Reportagem: Arthur Filho/ Fotos:Eduardo Lacerda)

13 de jul. de 2010

Estatal desvalorizada

Temor no mercado gerado pela Petrobras é fruto da política equivocada do PT, alerta Vellozo Lucas

A desconfiança e o temor que a Petrobras tem gerado no mercado financeiro deve-se à estratégia equivocada do governo Lula. Essa é a avaliação do deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES), especialista no assunto e integrante da comissão de Minas e Energia da Câmara. Segundo o tucano, os projetos de lei que alteraram o marco regulatório do setor e colocaram a Petrobras como operadora única do pré-sal geraram a falta de credibilidade da empresa no cenário internacional.

“Esses fatores trouxeram intranquilidade e insegurança ao mercado. Não só em relação à Petrobras, mas no setor de petróleo do Brasil. É um desastre. O Brasil é o único país que descobre petróleo e a estatal da área se desvaloriza. Ao invés de atrair investimentos, a descoberta paralisa os leilões e prejudica outros setores”, criticou o deputado nesta segunda-feira (12).

Segundo matéria do jornal “Folha de São Paulo”, crescem no mercado financeiro internacional as dúvidas sobre a capacidade financeira da Petrobras. Para investidores, o acidente da British Petroleum no México e a demora da petroleira brasileira em oferecer ações para gerar investimentos ampliaram ainda mais a percepção de maior risco.

Vellozo Lucas afirmou que a gestão do governo Lula nos leilões de ações da estatal e na operação de capitalização da empresa é temerária. O parlamentar também enumerou problemas da desorganização da Petrobras e afirmou que os programas da empresa pública atendem a interesses eleitorais do PT e dos seus aliados.

“A estatal perdeu valor de mercado, suas ações se desvalorizaram e os trabalhadores que compraram ações com FGTS tiveram prejuízo. A empresa não tem credibilidade hoje para fazer o plano de investimento anunciado. Esse programa está comprometido com investimentos de natureza política-eleitoral”, alertou o deputado.

Segundo a Folha, a empresa depende de emissão de ações - prevista para o final deste mês, mas adiada para setembro - para complementar seu programa de investimentos de US$ 224 bilhões até 2014. “O problema não é o adiamento da operação de capitalização. É o conjunto da obra. As ações do governo no setor de petróleo são o maior erro de política econômica na história recente do Brasil”, condenou o tucano.

Mais risco
→ O acidente da empresa inglesa, que provocou o vazamento de óleo no Golfo do México, também aumentou a percepção de risco por ressaltar o perigo de explorar petróleo em águas profundas. A Petrobras é líder nessa área e, com o pré-sal, sairá de perfurações de até 2.000m para 7.000m. (Reportagem: Alessandra Galvão/Foto: Eduardo Lacerda)

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10 de jun. de 2010

Má gestão

Tucanos criticam desorganização nas contas do governo Lula

Deputados condenaram, nesta quinta-feira (10), a falta de transparência e a desorganização das contas do governo Lula. Eles se referem às 25 ressalvas e as 33 recomendações feitas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na aprovação das contas do Palácio do Planalto em 2009.

No relatório, o TCU demonstrou as dificuldades que o governo tem para tocar as obras, a falta de ações fundamentais à população, a não-fiscalização do dinheiro público repassado a terceiros e a falta de destinação de recursos para a execução dos investimentos, além de acusar a falta de pagamento das multas sofridas pelo Executivo.


O deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES) afirmou que, ao invés de fazer a correção das desigualdades sociais, o presidente Lula fortalece os grandes grupos com recursos públicos.

“A gestão do PT ficará na história do Brasil como exemplo de gestão temerária reforçada pelo pior estilo populista. E cada vez ousando mais em desatinos gerenciais, como o uso da máquina para perpetuar o seu grupo no poder e cooptar aliados inescrupulosos que se apropriam do Estado e do gasto público”, salientou.

O tucano ressaltou que o Brasil está aprisionado por interesses organizados que desviam dinheiro público que deveria atender o cidadão pobre.

Para o deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP), as obras anunciadas por Lula ficam só na intenção. “O governo Lula se caracteriza por uma total inépcia na gestão. Não havendo uma gestão satisfatória, atualizada, transparente e republicana, a sociedade vê os investimentos acontecerem num ritmo muito aquém do ideal e daquilo que o povo brasileiro espera”, enfatizou.

Problemas
→ Matéria do jornal "Valor Econômico" revela que a Petrobras usou os recursos de forma incorreta, que as estatais gastaram demais e investiram muito pouco em comparação ao que estava previsto.

→ O TCU elencou uma série de inconsistências contábeis e procedimentos inadequados que afetaram o patrimônio. Hoje os restos a pagar, ou seja, as contas feitas pelo governo que deveriam estar quitadas chegam a R$ 115 bilhões.

→ Os técnicos do TCU também criticaram a baixa taxa de execução nas obras do PAC e a ausência de critérios que norteiam os gastos do governo federal.


(Reportagem: Artur Filho/Fotos: Eduardo Lacerda)

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2 de jun. de 2010

Orgulho de que?

Vellozo Lucas condena declarações de Lula a favor da carga tributária

Economista, o deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES) criticou as declarações do presidente Lula de que “tem orgulho” da elevada carga tributária brasileira. Em discurso improvisado ontem (1º), na 33ª reunião da Cepal, o petista defendeu os altos impostos do país alegando que "quem tem carga tributária de 10%, não tem Estado" e de que o governo não pode fazer "absolutamente nada". Para o tucano, o presidente Lula continua batendo recordes quando se trata de declarações “estapafúrdias e equivocadas”.


“O presidente está mentindo deslavadamente, na maior cara-de-pau. Se ele está orgulhoso desse sistema, os pobres do Brasil precisam saber disso”, alertou nesta quarta-feira (2). O deputado lembrou que a população das classes mais baixas é a que paga os maiores impostos no país.

Segundo Vellozo, o problema do sistema tributário brasileiro não são os impostos globais, mas os tributos indiretos. “Esses impostos encarecem os produtos. Essa quantia no Brasil é maior do que em qualquer lugar do mundo”, explicou.

“A carga tributária indireta é regressiva, injusta, além de tirar a competitividade da economia brasileira e roubar a renda do cidadão. As pessoas não sabem o que estão pagando, isso é o mais grave”, completou o deputado, destacando que o Brasil precisa reduzir pela metade pela metade a carga indireta.

Lula ainda se aventurou em dizer que países como os Estados Unidos, Alemanha, Suécia, Dinamarca que possuem maior quantidade de impostos, têm as melhores políticas sociais, enquanto aqueles com menos tributos, não têm condição de fazer absolutamente nada.

“Os impostos globais aqui são bem parecidos com os dos países desenvolvidos. Embora nesses locais, os serviços públicos como segurança e infraestrutura são infinitamente superiores do que no Brasil”, comparou Vellozo.

(Reportagem: Alessandra Galvão/Foto: Eduardo Lacerda)

20 de mai. de 2010

Direto do Twitter

@duarte_nogueira Ficha Limpa vai ajudar o cidadão a filtrar voto, dizem especialistas. http://migre.me/GD5X
O link remete a uma reportagem do site do jornal "Correio Braziliense" na qual um pesquisador da UnB e o coordenador da ONG Transparência Brasil avaliam o impacto positivo do projeto, que seguirá para sanção presidencial.

@zenaldocoutinho O Senado ouviu a voz do povo e aprovou por unanimidade o Ficha Limpa. http://bit.ly/byhTMS
Em seu blog, o tucano avalia que o Brasil está prestes a começar uma nova fase em sua história política em virtude da aprovação desta proposta de iniciativa popular.

@marconiperillo O #FichaLimpa foi aprovado no Senado. Tive o privilégio de presidir a sessão: http://bit.ly/dvDx2J
O link postado pelo senador leva o internauta a um vídeo do portal UOL mostrando o momento em que o tucano, presidente interino do Senado, anuncia a aprovação unânime do projeto em plenário.

@_RitaCamata Meu parecer ao projeto de monitoramento eletrônico de presos foi aprovado por unanimidade na Comissão de Segurança Pública. Agora à sanção.
A proposta foi aprovada ontem no plenário do Senado. O texto estabelece o monitoramento eletrônico - via tornozeleira ou pulseira - de condenados em liberdade temporária ou em situações de restrição de horário ou local. Rita foi relatora na comissão citada e teve seu substitutivo ao projeto do senador Magno Malta (PR-ES) acatado por unanimidade em 2007. Leia mais neste link: http://migre.me/GIJL

@LPVellozo Há uma revolução no mercado de trabalho q ñ pode ser ignorado. Fico feliz q meu Projeto de Lei tenha sido aprovado. http://migre.me/GoPC
Ontem a Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou a proposta do parlamentar que regulamenta o trabalho à distância. O link remete a uma matéria deste blog sobre o assunto.

19 de mai. de 2010

Regras claras

Aprovado projeto de Vellozo Lucas que regulamenta trabalho à distância

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou nesta quarta-feira (19) projeto de lei do deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES) que regulamenta o trabalho à distância. O texto foi acatado com duas emendas apresentadas pela relatora, deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS).

Uma delas reserva 20% dos postos de trabalho na modalidade em domicílio ou teletrabalho aos portadores de deficiência. A outra alteração garante ao teletrabalhador direitos que visem à melhoria de sua condição social, além dos que já estão enumerados no projeto.

Segundo a proposta, a relação de emprego nessa modalidade será regida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Entre outras prerrogativas, o teletrabalhador terá direito a salário, férias, feriados, licenças previstas na CLT e faltas por doença. Os teletrabalhadores não terão direito a horas extras, por se tratar de jornada aberta, e a remuneração deverá ajustar-se às horas normais de trabalho.

O trabalhador a distância tem, entre suas obrigações, as de ser habitual na execução de tarefas e de prestar contas quanto a gastos ordinários e extraordinários decorrentes das funções. A proposta tramita em caráter conclusivo (não precisará passar pelo plenário) e seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O que é?
A proposta define teletrabalho como toda forma de atividade que envolve um empregador ou um cliente e um empregado ou trabalhador autônomo e é realizado regularmente a distância, em mais de 40% do tempo, por meio de tecnologias de informática e de telecomunicações.

Leia a íntegra do projeto AQUI

(Da redação com Ag. Câmara/Foto: Eduardo Lacerda)

13 de mai. de 2010

Risco de inflação

Depois da gastança desenfreada, Planalto se vê obrigado a cortar despesas

O corte nos gastos desenfreados do governo federal é um dos caminhos para controlar a inflação e a alta dos juros. A avaliação foi feita nesta quinta-feira (13) pelos deputados José Aníbal (SP) e Rogério Marinho (RN), ambos economistas. Ainda segundo os tucanos, o Planalto deve adotar uma política fiscal responsável para não prejudicar a economia e a população.

Hoje o Ministério da Fazenda anunciou um corte de R$ 10 bilhões em gastos de custeio, medida recebida com desconfiança no PSDB. Aníbal espera que a providência, de fato, não afete os investimentos.

Para ele, a recente elevação de 0,75 ponto percentual da taxa Selic é um sinal preocupante de que a inflação pode voltar a assustar o cidadão. “Isso é um crime contra o trabalhador, pois a inflação tira o seu poder de compra. O governo tem a obrigação de corrigir o erro que cometeu. Quando há consumo sem investimento o resultado é a inflação”, alertou o deputado.

Já Rogério Marinho lembrou que a gestão do PT tem tomado ações que vão de encontro à boa gestão fiscal, como a elevação do número de cargos comissionados e o investimento em obras com superfaturamento e indícios de desvios de recursos. “O que estamos assistindo é uma frouxidão na política fiscal. Eles têm feito um esforço muito grande para eleger a sua sucessora e, com isso, tem fragilizado a economia do país”, condenou. O deputado vê com cautela o anúncio oficial de corte de gastos.

Para o deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES), as declarações do governo são demagógicas e não batem com o que o Planalto tem feito nos últimos anos. "É tão demagógico quanto os discursos de que vai fazer, vai investir, vai acontecer. O que este governo fala não se escreve. As declarações são incapazes de reverter esses anos de descaso com o equilíbrio fiscal da União”, avaliou.

O parlamentar teme que os investimentos sejam prejudicados. “O grau de execução de investimento, que já é baixíssimo, será menor ainda”, previu.
Segundo ele, o governo do PT promove uma inversão completa dos mecanismos de gestão equilibrada das finanças públicas.

Vergonha
“É preciso diminuir as despesas com a máquina e com os cartões corporativos, que são uma verdadeira vergonha. O excesso de gastos e a irresponsabilidade com que eles são feitos acabam pressionando a inflação.”
Deputado José Aníbal (SP)

R$ 10 bilhões

É o corte pretendido nos gastos de custeio dos ministérios neste ano, conforme anúncio feito hoje. O bloqueio de verbas se soma ao contingenciamento de R$ 21,8 bilhões já autorizado pelo Executivo em março. Somados, esses valores chegam a R$ 31,8 bilhões, valor superior ao que o Planalto pretende investir em 2010, via Orçamento de União, no Programa de Aceleração do Crescimento: R$ 28,6 bilhões.

(Reportagem: Alessandra Galvão/ Foto: Eduardo Lacerda)

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10 de mai. de 2010

Prepotência

Deputados reprovam declaração arrogante de Lula sobre eleição presidencial

Os deputados Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES) e Antonio Carlos Pannunzio (SP) reprovaram declaração do presidente Lula em relação à sucessão presidencial e à crise econômica da Grécia. Em entrevista ao jornal espanhol “El País”
publicada no último fim de semana, o presidente afirmou que "não há como o PT perder as eleições presidenciais". E após receber a vacina contra a gripe em São Bernardo do Campo, o petista foi taxativo: o Brasil deverá atravessar a crise europeia "sem sentir absolutamente nada".

Para Vellozo Lucas, falta humildade ao presidente Lula. “O presidente não tem dons de 'pitonisa' do futuro, porque se tivesse estaria ganhando na loteria esportiva toda semana. Ele foi arrogante e está tentando blefar com o povo brasileiro e com o meio político”, afirmou. Segundo a mitologia grega, as pitonisas eram mulheres que atuavam como adivinhas.

Já de acordo com Pannunzio, esse comportamento prepotente é próprio do Partido dos Trabalhadores, uma sigla que não convive bem com a democracia. “Os petistas têm essa formação de autoritarismo totalitário mesmo. E não vêem sentido na alternância no poder”, avaliou.

Quanto à previsão de Lula de que o Brasil não será afetado pela crise da Grécia, Pannunzio concordou que isso pode vir a ocorrer, mas graças aos fundamentos econômicos deixados pela gestão anterior. "Ele tem tirado um grande proveito político da ousadia, da determinação e da coragem do governo FHC. O ex-presidente fez as reformas necessárias e estabilizou a economia, entre outras medidas. Isso permitiu que o Brasil atravessasse a última crise econômica mundial com mais tranquilidade que a maioria dos países”, concluiu Pannunzio. (Reportagem: Artur Filho/Fotos: Eduardo Lacerda)

5 de mai. de 2010

Presidente incoerente

Deputados criticam intenção de Lula de vetar reajuste aos aposentados

Os deputados Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES) e Carlos Alberto Leréia (GO) criticaram a postura do presidente Lula de dizer que vai vetar o reajuste de 7,7% aprovado na Câmara. Ao se referir ao aumento dado aos aposentados que ganham acima de um salário mínimo, Lula reiterou que não há eleição que faça ele aceitar um absurdo. Para Vellozo, a tendência é que o Congresso derrube o veto do presidente caso o petista não sancione o reajuste.

“Para o governo do PT, o dinheiro público não tem limite. Isso ocorre apenas quando se fala em salário do aposentado. Nesse caso ele cobra que as pessoas se dêem conta da existência de limites. Não aceitamos isso”, rechaçou o tucano pelo ES. “Os aposentados não são culpados pela incapacidade do governo de gerir receitas e despesas dentro dos princípios de equilíbrio", completou.

Leréia afirma que o PT e o presidente Lula pregavam uma ideologia antes de assumiram o poder. Depois, mudaram de rumo. “Lamentavelmente a postura do presidente quando era candidato era uma - a favor dos aposentados. Mas no exercício do poder, fala o que considero um desrespeito aqueles que trabalharam tanto”, enfatizou.

Os deputados aprovaram o reajuste na noite de terça-feira. Esse aumento é retroativo a 1º de janeiro deste ano. Mas o reajuste para aquelas aposentadorias que começaram a ser pagas em dezembro de 2009 será de 3,58%. Inicialmente a proposta reajustava os benefícios em 6,14%. Hoje cerca de 8 milhões de aposentados e pensionistas recebem acima de um salário mínimo. (Reportagem: Arthur Filho/ Fotos: Eduardo Lacerda)

30 de abr. de 2010

Confiança perdida

Lula desmoraliza o Brasil ao descumprir acordo com o Paraguai

Lula desmoraliza a palavra de um chefe de estado, prejudicando a imagem do país no exterior. A crítica foi feita nesta sexta-feira (30) pelo deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES) devido ao descumprimento da promessa feita pelo Palácio do Planalto de entregar três concessões na área de energia elétrica ao Paraguai. Entre elas, a instalação das linhas de transmissão que liga Itaipu a Assunção, obra orçada em US$ 450 milhões, sem ônus para o país vizinho.

Na avaliação do tucano, faz parte da estratégia política do governo prometer e não cumprir. De acordo com ele, ao não concretizar esse acordo o Brasil perde a confiança e a credibilidade dos países vizinhos.

Outros parlamentares tucanos também condenaram o governo Lula por mais uma vez prometer e não cumprir, apesar deste caso ter um ingrediente adicional: a promessa de ajudar países vizinhos com o dinheiro do povo brasileiro. Confira abaixo:

“Isso mostra mais uma vez a instabilidade, a incerteza e incompetência do governo federal. Temos vários problemas por causa da indefinição de uma política clara, transparente e positiva a favor do país. O governo teve quase oito anos de mandato e nada foi solucionado no que diz respeito aos problemas energéticos.”
Deputado Zenaldo Coutinho (PA)


“Esse não é um fato novo, pois vários alertas já foram feitos, inclusive de empresas públicas. Mais uma vez há uma distância muito grande entre o discurso e a prática. É bom lembrar que a responsável por esse setor elétrico era a ex-ministra Dilma Rousseff.”
Deputado Gustavo Fruet (PR)

“O governo Lula só fala, promete e nunca cumpre. Isso cria grande insegurança entre os países vizinhos, pois já existe um clima de instabilidade e outros problemas com o Paraguai.”
Deputado Luiz Carlos Hauly (PR)

(Reportagem: Letícia Bogéa/ Fotos: Eduardo Lacerda)

16 de abr. de 2010

Usando chapéu alheio

Governo quer usar aumento do mínimo de 2011 para se promover

Deputados do PSDB chamaram a atenção nesta sexta-feira (16) para a forma usada pelo governo neste ano para aumentar o salário mínimo em 2011, quando Lula nem estará mais à frente do Palácio do Planalto.

Segundo a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) encaminhada pelo Planalto ao Congresso, o valor a ser bancado no 1º ano da próxima gestão seria de R$ 535,91. Este não é o instrumento corriqueiro usado pelo governo, que prefere recorrer a medidas provisórias, como é o caso do reajuste do piso atual, de R$ 510. Para os tucanos, a estratégia adotada pelo governo é demagógica e eleitoreira.


Integrante da Comissão Mista de Orçamento, o deputado Raimundo Gomes de Matos (CE) declarou que a administração petista quer lucrar politicamente com a intenção de aumentar o salário mínimo. “O governo Lula quer fazer cortesia com o chapéu alheio, já que em 2011 o país terá outro presidente", apontou o tucano, ao ponderar que a objeção não é ao aumento em si.

Já o deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES) considera o ato parte da tradição demagógica do PT. “O governo Lula faz um plano de investimento para a próxima gestão sem sequer calcular a viabilidade da medida. Como eles não têm o que mostrar, se apropriam de resultados da gestão anterior e prometem melhorias apenas para a próxima administração”, criticou.

Gomes de Matos foi um dos tucanos que defenderam o reajuste dos aposentados nesta semana. A votação da MP que estava na pauta do plenário foi adiada após uma manobra do Planalto. “Ficamos estarrecidos com descaracterização do PT. Um partido que pregou a ética, a transparência e a reposição salarial aos aposentados não o faz quando chega o momento. Isso é imoral”, concluiu. (Reportagem: Alessandra Galvão/ Foto: Eduardo Lacerda)

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9 de abr. de 2010

Pré-sal

Um erro estratégico

Luiz Paulo Vellozo Lucas (*)

A mudança do marco regulatório do petróleo é o maior erro de política industrial do governo brasileiro desde a aprovação da lei de reserva de mercado da informática, em 1984. Com a lei 9.478/97, o Brasil criou a Agência Nacional do Petróleo para gerir o monopólio da União e abriu a exploração e a produção para o setor privado. A Petrobras foi mantida sob controle estatal, mas capitalizada com lançamento de ações em Nova York e com parte dos recursos do FGTS de mais de 55 mil trabalhadores.

Mesmo tendo de competir no mercado brasileiro com outras cerca de 70 empresas, a Petrobras detém hoje mais de 94% da produção de óleo e gás do país e teve o seu valor multiplicado por onze ao longo dos últimos 12 anos. Nesse período, o investimento do setor passou de US$4 bilhões anuais em 1997 para US$35 bilhões em 2009. O setor, que não passava de 2% do PIB, representa mais de 12% da economia.

A produção de óleo mais que dobrou. As descobertas quintuplicaram as reservas. As receitas governamentais (bônus dos leilões, royalties e participações especiais) dos três níveis da federação saltaram de R$200 milhões em 1997 para R$25 bilhões em 2008. A descoberta do pré-sal ampliou brutalmente o horizonte e as expectativas.