15 de set. de 2009

Sessão solene

Perillo alerta administradores para responsabilidade social das empresas


O 1º vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (GO), alertou os administradores do país para que, em sua luta para manter a competitividade das empresas, não se esqueçam de que o homem deve ser o centro das sociedades em favor da geração de riquezas e que as empresas têm de ser estimuladas a buscar sua função social. O tucano discursou nesta terça-feira durante sessão em homenagem a esses profissionais, que desde 1965 comemoram o Dia do Administrador anualmente em 9 de setembro.

Desafio fora do comum - O parlamentar observou em seu discurso que as incertezas sobre a economia mundial tornam no momento o trabalho dos administradores de empresas um desafio fora do comum. Lembrou que não há ainda acordo entre os especialistas se a economia agora começa a se recuperar de forma efetiva, ou se enfrentará novos solavancos nos próximos meses. Dezenas de profissionais da área acompanharam a solenidade realizada a pedido do tucano, inclusive representantes de entidades como a Organização Latino-Americana de Administração e do Conselho Federal de Administração.

Conforme o senador de Goiás, economia globalizada e crise severa são novidades que colocam à prova conhecimentos teóricos e práticos dos modernos administradores. Ao mesmo tempo em que eles têm de buscar competitividade das empresas, para sua inserção do mercado internacional, devem preservar as condições para a produtividade dos trabalhadores.

"Um conjunto de variáveis coloca-se diante do administrador contemporâneo, que precisa se esforçar para não entrar em confronto com os concorrentes, mas para encontrar nichos de mercado e reafirmar as empresas pela qualidade do produto e pelo atendimento do consumidor final", observou. Perillo lembrou ainda que os primeiros cursos de administração foram criados no país após o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, em 1932, que defendiam a necessidade de se reformular o ensino superior no país, até então centrado na formação de engenheiros, médicos e advogados. (Da redação com Ag. Senado/ Foto: Geraldo Magela)

Biocombustíveis

Nos EUA, Thame defenderá produção de etanol com sustentabilidade

Um dos principais nomes no Congresso Nacional em temas ligados ao meio ambiente, o deputado Antonio Carlos Mendes Thame (SP) fará nesta quinta-feira, em Washington, palestra sobre o desafio de produzir etanol de forma sustentável, com atenção para os aspectos ambientais, econômicos e sociais. O tucano falará durante o encontro para discutir o etanol promovido pela Universidade George Washington e pelo Congresso dos Estados Unidos com a participação de parlamentares dos dois países.

Por uma nova civilização - Na oportunidade, Thame, Luiz Carlos Hauly (PR) e Maurício Rands (PT-PE) destacarão que a produção de etanol pode ser feita sem desmatamento, com eliminação da queima da cana-de-açúcar pela mecanização, sem colocar em risco a segurança alimentar e com o cumprimento das leis trabalhistas. Thame ressaltará ainda que mais de 50% do consumo de gasolina no Brasil seria substituído por etanol produzido em apenas 1% das terras agricultáveis do país. Ou seja, 3,4 milhões de hectares.

Outro ponto a ser abordado será a possibilidade de os países tropicais se transformarem em plataformas de exportação de biocombustíveis, gerando não somente emprego e renda, mas também contribuindo para a construção de uma nova civilização, voltada para a energia limpa e renovável. “Com cenários projetados para a adição de apenas 5% de etanol à gasolina, temos, anualmente, uma demanda potencial por etanol, na América do Norte, de 29,7 bilhões. Na União Européia, seriam 7,4 bilhões ; na Ásia, 3,6 bilhões e, em todo o mundo, de 60 bilhões", detalha Mendes Thame.

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Desenvolvimento

Rogério Marinho pede instalação de unidade da Embrapa no RN

O Rio Grande do Norte deve ser beneficiado com a instalação de uma unidade operacional da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuria (Embrapa). Esse é o desejo do deputado Rogério Marinho (RN), que fez o pedido ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. De acordo com o tucano, seu estado é o único que não tem uma unidade operacional da Embrapa, apesar de seu grande potencial agropecuário.

Potencial - Ao todo a empresa possui 42 unidades no país, sendo 41 centros de pesquisa e uma unidade para transferência de tecnologias, que somadas aos escritorios de extensão da pesquisa, os campos experimentais, os escritórios de negócios e as unidades de produção de sementes, totalizam mais de 100 estruturas em todo o país.


O Rio Grande do Norte tem mostrado capacidade e estrutura agropecuária com considerável área que pode ser explorada, além de ser um dos primeiros estados a praticar agricultura irrigada de exportação. Um dos setores com maior potencial é a fruticultura, um dos itens de maior demanda de consumo por outros países. Ainda segundo Marinho, a costa potiguar proporciona ao estado se qualificar como o maior produtor e exportador brasileiro de pescados, por meio da captura de peixes e lagostas e do cultivo de camarão em cativeiro.

"Acreditamos que o Rio Grande do Norte, devido ao seu potencial de crescimento e diversificação no setor primário da economia, pode alcançar maior desenvolvimento e produtividade com a instalação de de uma unidade operacional que propicie estreitamento entre pesquisa e produção", concluiu. (Da redação com assessoria/ Foto: Eduardo Lacerda)

Votação na CCJ

Pannunzio lutará contra projeto que legaliza bingos

O deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP) defenderá nesta quarta-feira, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a derrubada da proposta que legaliza o jogo do bingo no Brasil. "Será uma queda de braço difícil", prevê o tucano. O parlamentar vê três grandes malefícios na legalização: lavagem de dinheiro, sobretudo por parte do crime organizado; efeitos sociais perversos, principalmente sobre os jovens e aposentados; além da corrupção político-eleitoral.

Contravenções em cada esquina - O relator do projeto na Câmara, Régis de Oliveira (PSC-SP), rejeitou cinco proposições que previam a proibição do jogo no país e recomendou a aprovação de outras três, que abordam as normas para as casas de bingo, a regulamentação dos jogos eletrônicos e a destinação dos recursos provenientes da tributação.

Os defensores do jogo alegam que a legalização aumentará a arrecadação de impostos, vai gerar mais empregos e fomentará o turismo. A Polícia Federal ficaria incumbida de fiscalizar, impedindo o uso das casas para lavagem de dinheiro. De acordo com o deputado, o PSDB está unido contra o parecer do relator.


"Se o projeto for aprovado, cada botequim voltará a ter máquinas caça-níquel, que vão tirar crianças da escola para ir jogar. Não há como a polícia fiscalizar e proibir, assim como ela não consegue impedir a venda de CDs e DVDs piratas, casas noturnas fazendo barulho depois das 22h e tantas outras contravenções que acontecem todos os dias em cada esquina", contesta o deputado.

Ele lembra que a história recente da polêmica sobre o bingo no país suscita relações promíscuas entre o jogo e a política. Cita o caso Waldomiro Diniz, ocorrido em 2004. Ele era assessor direto do então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, exonerado depois de divulgação de fita em que tentava extorquir o empresário Carlinhos Cachoeira com a finalidade de angariar fundos para o PT.

Deflagrado o escândalo, o presidente Lula, que já havia se manifestado favoravelmente à legalização das casas de bingo, recuou e encaminhou medida provisória proibindo a sua prática. (Da redação com assessoria do deputado/ Foto: Ag. Câmara)

14 de set. de 2009

Mais um erro do Planalto

José Aníbal critica intenção do Planalto de tributar a poupança


O líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), criticou nesta segunda-feira a disposição do governo Lula de enviar nos próximos dias ao Congresso projeto de lei que institui a cobrança de Imposto de Renda sobre os rendimentos de depósitos superiores a R$ 50 mil em cadernetas de poupança. Após anunciar a medida em maio e recuar em virtude da repercussão negativa, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje que voltou o desejo de tributar a aplicação mais popular do país. Ele classificou de "mixaria" o impacto da medida para os poupadores de menor porte.

Planalto pode estender cobrança - No entanto, o tucano afirmou que o governo cometerá um equívoco. "É preciso preservar a poupança, sem a incidência desse tributo, para dar garantia de que não haverá subtração de um recurso duramente economizado por aqueles que possuem esse investimento", afirmou Aníbal.

A sensibilidade que cerca o tema deverá levar o governo a ter cuidados no encaminhamento da proposta, que enfrenta forte resistência da oposição. O responsável pela fórmula das mudanças nas caderneta, o ex-secretário Bernardo Appy, já não integra mais o Ministério da Fazenda. Com isso, Mantega terá o controle estrito dos termos em que o projeto será encaminhado, contando apenas com o crivo do presidente Lula.

Aníbal lembrou que a poupança é um instrumento sagrado e que essa regra de tributação acima de R$ 50 mil pode perfeitamente ser estendida aos poucos para outras faixas, de acordo com a vontade governista. “A poupança é um instrumento importante. Trata-se de uma renúncia de algo que seria consumido, que seria gasto pelo poupador para se ter um recurso para uma emergência ou para a aposentadoria lá na frente. Primeiro, eles dizem que vai ser só pra quem tem mais de R$ 50 mil, depois isso vai diminuindo e pode atingir quase todos que guardam seu dinheiro nessa aplicação”, alertou.

A ideia do governo é iniciar a cobrança de Imposto de Renda sobre a poupança em janeiro de 2010. De acordo com a legislação, novos impostos tem de ser aprovados no ano anterior ao do início da coleta. Com isso, o Planalto terá que aprovar a proposta do Congresso até o final de 2009. (Reportagem: Rafael Secunho/ Foto: Ag. Câmara)

Fantasma da ineficiência

Vellozo condena plano governista de ampliar intervenção estatal

O presidente do Instituto Teotônio Vilela (ITV), deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES), criticou nesta segunda-feira a tentativa do Palácio do Planalto de aumentar o seu controle sobre as atividades econômicas, por meio de uma sequência de ações intervencionistas. Reportagem publicada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” neste fim de semana mostra que depois do pré-sal o governo se prepara para atuar com força em outro setor: o da a mineração. O apetite governista envolve o aumento da regulação e até mesmo a criação de mais estatais.

Retrocesso - Especialistas ouvidos pelo jornal como Nathan Blanche, da Tendências Consultorias, alertam que o maior risco de se ter um Estado mais forte é a ineficiência, algo que certamente reduziria o potencial de crescimento do Brasil. Para Vellozo Lucas, um Estado mais poderoso não significará mais crescimento para o Brasil.

“Há uma falta de compreensão do papel estatal na produção de riquezas. O Estado brasileiro já controlou a comercialização de commodities como nos tempos do Instituto do Açúcar e do Álcool, o IAA. E o controle da produção e comercialização desses itens não garante a apropriação de uma renda maior e muito menos a destinação adequada dessa renda”, alertou o tucano.

Segundo o apurado pelo jornal, o governo já tem um esboço de um novo código mineral, que prevê a criação de uma agência reguladora. Ela ficará encarregada, por exemplo, de cobrar bônus de outorga quando uma mina for entregue para exploração. No curto prazo, além da mineração, a intervenção será mais sentida nos setores elétrico e de transportes rodoviários, por exemplo.

Na área de eletricidade, a Eletrobrás e suas controladas participarão mais ativamente dos leilões de concessão de energia, além de aumentar sua participação no exterior. Na opinião de Vellozo, o modelo estatizante é um retrocesso e o Estado tem como participar de outras formas.

“O Estado moderno representa a população ficando com uma parcela desses setores na forma de impostos ou participações governamentais tipo royalties, como no caso do petróleo”, explicou. “Com essa política de intervenção, há grande risco de se gerar menos riqueza para o Estado. Trata-se de uma visão mercantilista e extrativista do PT, em que o prejuízo para o povo brasileiro seria muito grande”, concluiu. (Reportagem: Rafael Secunho/ Foto: Eduardo Lacerda)

Economia no Maranhão

Roberto Rocha aponta oportunidades de desenvolvimento na região de Balsas

O deputado Roberto Rocha (MA) destacou nesta segunda-feira em plenário a importância das atividades desenvolvidas pelo município de Balsas para a economia do Maranhão, mas lamentou as dificuldades sociais enfrentadas pelo município e cidades vizinhas. Para o tucano, as obras de recuperação de rodovias na região são de suma importância, tal como a transformação de commodities em produtos manufaturados, algo que ainda não acontece no estado.

Mais emprego e renda - “A região recebe migrantes de vários estados que trabalham na produção de alimentos, sendo que boa parte é escoada para o porto de Itaqui. Porém o Maranhão ainda não teve capacidade de transformar essas riquezas e o estado continua exportando apenas produtos primários, sem agregar valor, algo que geraria oportunidades de emprego e renda para a nossa gente”, lamentou.

O parlamentar registrou ainda a recuperação e reconstrução da BR-230 e afirmou que a obra, finalmente liberada pelo DNIT (Departamento Nacional de infraestrutura em Transporte), beneficiará a população de municípios como Balsas, Carolina e Riachão, seguindo até ao Piauí. “Essa é uma obra de quase R$ 200 milhões que começará no inicio de 2010”, afirmou.

O tucano disse ainda que a região não tem condições de instalar indústrias porque carece de energia. “Estou trabalhando firmemente para que os órgãos competentes e o governo federal possam fazer um ponto de suprimento, puxando energia de volta de Ribeiro Gonçalves até Balsas, como houve no passado”, cobrou. Rocha lembrou que o município ganhará uma nova subestação, o que dará condições à cidade de abrigar novas indústrias, podendo assim transformar seus produtos primários em manufaturados.

“Espero que aquela região se torne grande produtor de ração animal e, na sequência, um polo produtor de suínos e aves. Aliás, é no que essa região está se transformando e o que registro com muito satisfação”, concluiu. (Reportagem: Djan Moreno e Letícia Bogéa/ Foto: Eduardo Lacerda)

Oportunidades

Líder destaca potencial do "Espaço Minas Gerais" em São Paulo

Com a presença dos governadores José Serra e Aécio Neves, foi inaugurado nesta segunda-feira o "Espaço Minas Gerais" em São Paulo. A partir de agora, o local passa a ser o centro de referência para empresas e executivos do país e do exterior, agentes e operadores de viagens, com ações voltadas ao desenvolvimento econômico e turístico de Minas Gerais. Presente à cerimônia, o líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal (SP), considerou a iniciativa muito positiva. "Com esse espaço o estado de Minas Gerais poderá divulgar melhor suas potencialidades e atrativos principalmente aos paulistas", apontou.

Integração definitiva - Situado no principal polo de negócios da América Latina, o Espaço de Minas Gerais funciona em casarão da década de 30 na rua Minas Gerais, esquina com a avenida Paulista. Cerca de 300 convidados, entre empresários, políticos, artistas e profissionais do setor de turismo participaram da inauguração do espaço, celebrado com apresentações artísticas típicas de Minas Gerais. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi uma das personalidades presentes.

“Essa casa parte de um pragmatismo absoluto. Todos nós sabemos e nos orgulhamos de ter São Paulo como o grande centro econômico e inspirador deste país. Essa é uma integração definitiva, o rompimento das fronteiras que separam São Paulo de Minas Gerais”, declarou Aécio Neves. "É um ponto de contato muito oportuno e necessário entre os dois estados. Minas Gerais é destino de muitos homens de negócios, de muitas atividades culturais e de um fortíssimo movimento turístico", completou Serra na cerimônia de inauguração. (Reportagem: Marcos Côrtes com assessorias/ Foto: Wellington Pedro-Imprensa MG)