13 de nov. de 2009

Descaso do governo

Thame critica meta voluntária de redução na emissão de gases

O deputado Antonio Carlos Mendes Thame (SP) reprovou nesta sexta-feira (13) a meta anunciada pelo governo Lula de redução das emissões nacionais de gases causadores do efeito estufa. Abaixo do patamar esperado, o presidente e a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) estipularam que o Brasil se compromete a reduzir voluntariamente, entre 36,1% a 38,9%, a emissão desses gases até 2020 em relação ao que poluiria se nada fosse feito. A meta deve ser apresentada na Conferência do Clima das Nações Unidas, em Copenhague (Dinamarca), em dezembro.

Quase nada na prática - “É um número muito baixo, que na prática não significa praticamente nada. Com uma meta dessa, o Brasil entra no jogo dos americanos, que não estão preocupados em reduzir os danos ao meio ambiente. Além disso, perde a posição de vanguarda e liderança nessa questão assumida durante a Rio 92 e o Protocolo de Kyoto em 97”, condenou Mendes Thame.

Governo bate cabeça

Aníbal exige explicações convincentes sobre causas do apagão


O líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal (SP), criticou duramente a indefinição e a falta de justificativas convincentes do governo Lula sobre as causas do apagão que deixou 18 estados no escuro na última terça-feira (10), prejudicando 60 milhões de pessoas. Até agora os integrantes do primeiro escalão não se entendem e revelam fragilidade para lidar com o sistema elétrico, um setor estratégico para o país.

Bebendo do próprio veneno - Enquanto os ministros Edison Lobão (Minas e Energia) e Dilma Rousseff (Casa Civil) consideram o assunto encerrado, nesta sexta-feira (13) o presidente Lula os desautorizou e pediu investigação mais aprofundada. A tese oficial de que o problema foi provocado apenas por problemas meteorológicos não convenceu nem os parlamentares e tampouco os especialistas, que não descartam outras hipóteses, como falha humana.

"O apagão é desastroso para o Planalto porque evidencia a falta de ação e de resultados. O problema do blecaute não está resolvido coisa nenhuma. Eles vão ter explicar muito bem os motivos desse problema que causou tantos transtornos”, alertou Aníbal. “Chuva, raio e trovão não provocam um apagão dessa dimensão. Eles devem dar satisfações à sociedade sobre o isso, além de apresentar ações eficientes para nos livrar da hipótese de outro apagão”, cobrou.

Auditoria do TCU

Má aplicação de verbas para qualificação prejudica melhoria na educação

A má aplicação de recursos públicos para treinamento e qualificação tem impactos perversos na melhoria no sistema educacional brasileiro. O alerta foi feito pela senadora Marisa Serrano (MS) e pelo deputado Rogério Marinho (RN) ao tomarem conhecimento de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) que encontrou falhas em projetos do MEC para a formação de professores da rede pública.

Orçamento milionário - Os maiores problemas estão nos projetos Pró-letramento, que oferece suporte pedagógico nas áreas de português e matemática para docentes do ensino fundamental, e no Universidade Aberta do Brasil (UAB), sistema de ensino superior a distância.

Marinho defendeu uma reforma curricular para que os professores tenham formação nos cursos de Letras e Pedagogia e, assim, possam transmitir os conhecimentos com mais qualidade. “O problema começa nas universidades. É preciso melhorar a qualidade de ensino e melhorar esses cursos patrocinados pelo MEC para que os alunos consigam resultados mais satisfatórios”, afirmou. Segundo o parlamentar, a capacitação dos professores é essencial para melhorar o sistema.

Desastre

Dilma precisa explicar apagão e queda de investimentos, diz Virgílio


O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), voltou a defender a vinda da chefe da Casa Civil e ex-ministra das Minas e Energia (2003-2005), Dilma Rousseff, ao Senado. Além do apagão de terça-feira, a petista terá que explicar a queda de investimentos no setor de energia elétrica. “Na sua gestão à frente do ministério, os investimentos caíram de R$ 20 bilhões para R$ 6 bilhões por ano. E, obviamente, isso repercutiu na produção de megawatts, em uma queda fora do comum”, apontou o tucano, que propôs a vinda dela na Comissão de Infraestrutura.

Pode vir sem receio - O senador citou dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel): entre 1999 e 2002, no segundo mandato do presidente FHC, foram gerados 14.248 MW. Entre 2003 e 2005, primeiro mandato de Lula, o número chegou a 14.592 MW. “Ou seja, apenas 300 MW a mais, em números redondos”, comparou. Além disso, segundo levantamento do jornal "O Globo" publicado nesta sexta-feira, o governo investiu somente 38% dos R$ 7,2 bilhões previstos para os sistemas de geração e transmissão de energia no ano.

Governo das ilusões

Planalto desqualifica críticas e faz "lavagem cerebral" via propaganda, diz Tasso

O senador Tasso Jereissati (CE) acusou o governo Lula de exagerar na propaganda, tentando impor aos brasileiros a ideia de que "tudo no Brasil está bem e nada está errado" e que as críticas partem de "uma elite" e, portanto, "devem ser desqualificados imediatamente" independentemente do mérito.

Autoritarismo - "O excesso de publicidade entra na área da lavagem cerebral. É para passar a idéia de nada está errado no Brasil, que tudo está certo e maravilhoso. Que a economia vai muito bem, que se acabaram as desigualdades, os problemas na educação e na saúde. Qualquer coisa fora disso seria conspiração de uma elite", reprovou.

Relações exteriores

Pauletti buscará no Parlasul soluções para principais problemas regionais

Indicado pelo PSDB para integrar a Representação Brasileira do Parlamento do Mercosul (Parlasul), o deputado Professor Ruy Pauletti (RS) pretende buscar soluções para os problemas de infraestrutura logística e contrabando de armas, drogas e mercadorias facilitado pela falta de segurança na fronteira brasileira com os países vizinhos. O tucano afirmou nesta sexta-feira (13) que se empenhará ao máximo para promover o debate sobre esses e outros temas, como as condições de vida dos brasileiros no exterior, o ingresso da Venezuela no Mercosul e o comércio regional.

Problemas de logística - Formado em 2006, o Parlasul reúne parlamentares do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O colegiado representa a sociedade civil dessas nações e discute políticas de cooperação regional. Vinte brasileiros integram o Parlasul, a exemplo da senadora Marisa Serrano (MS). Pauletti ocupará a vaga deixada pelo deputado Cláudio Diaz (RS), que assumiu a presidência do PSDB-RS.

Hora de agir

Lúcia Vânia sugere ensino em tempo integral como arma contra as drogas

Depois de abordar a escalada do consumo de crack, numa análise focada especialmente na situação de Goiás, a senadora Lúcia Vânia (GO) apontou em plenário, nesta sexta-feira (13), a escola de tempo integral como alternativa para reduzir as chances de envolvimento das crianças e adolescentes com as drogas. Como estratégia frente ao problema, ela sugeriu ainda a incorporação do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) ao Programa Nacional de Segurança Pública (Pronasci).

Ajuda - "Uma vez em funcionamento, o Peti vai propiciar à família uma ajuda de custo para que cada criança fique na escola em tempo integral. Com isso, as chances dessa criança se envolver com a criminalidade são consideravelmente reduzidas", justificou.

A senadora relatou pedido recentemente encaminhado a ela por moradores do Conjunto Primavera em Goiânia (GO) exatamente no sentido da implantação do Peti nas escolas do bairro. No local, como relatou, traficantes vendem drogas, em especial o crack, em qualquer horário e em plena luz do dia.

Atrocidade

Tripoli pede investigação de coreanos presos por venderem carne de cachorro


O deputado Ricardo Tripoli (SP) solicitou nesta sexta-feira (13) ao Ministério da Justiça que investigue a situação jurídica de quatro cidadãos sul-coreanos presos por manter um abatedouro de cães em Suzano (Grande São Paulo). Em ofício enviado ao ministério, o parlamentar do PSDB questiona a permanência dos cidadãos no Brasil. Além de matar os animais, os estrangeiros comercializavam a carne em restaurantes orientais na região central da capital, o que é ilegal.

Crime "horroroso" - No documento, o tucano pede informações ao Departamento de Estrangeiros da pasta sobre a categoria e prazo do visto expedido aos coreanos (temporário ou permanente). Tripoli também quer saber se havia autorização do governo brasileiro para que eles exercessem alguma atividade profissional no país.