30 de out. de 2009

Audiência

CPI conhece mais experiências de combate a desaparecimentos


A CPI do Desaparecimento de Crianças e Adolescentes receberá na próxima terça-feira (3), às 14h30, a secretária de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do GDF, Eliana Pedrosa, e a coordenadora do Movimento Nacional em Defesa da Criança Desaparecida do Paraná, Marília Marchese. As duas depoentes atuam no combate a esses sumiços e na ajuda às famílias.

Comparar dados - “Vamos conhecer um pouco mais sobre a iniciativa da Secretaria do GDF, que desenvolve um trabalho de registro de casos de desaparecimento e assistência familiar. Queremos comparar as informações que já colhemos na CPI, por meio do depoimento de Cristina Ésper, da Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente do DF”, explica a relatora, deputada Andreia Zito (RJ).

De acordo com a delegada, desde 2004 até o primeiro semestre deste ano constam registros de 840 casos de crianças e adolescentes ainda informados como desaparecidos no DF. Destes, cerca de 55% são meninas e 45%, meninos. Uma margem de 45% do total de sumiços registrados é de crianças entre 12 e 14 anos. Segundo ela, 90% dos casos são de crianças que fugiram de casa. Gláucia ponderou que é fundamental estabelecer de quem é a responsabilidade nos casos de desaparecimento, citou o trabalho da Secretaria do GDF e criticou a atuação dos Conselhos Tutelares.

Já o Paraná apresenta números positivos no combate ao sumiço de crianças e adolescentes. O estado é o único no país a contar com uma delegacia especializada no desaparecimento de menores - Serviço de Investigações de Crianças Desaparecidas (Sicride) - e com o Movimento Nacional em Defesa da Criança Desaparecida (CriDespar). A coordenadora do movimento também trará suas experiências à comissão.

“O movimento atua em conjunto com o Sicride. Nós recebemos as denúncias, realizamos palestras preventivas nas escolas, damos assistência psicológica para as famílias e fazemos parcerias para divulgação das fotos das crianças desaparecidas. O serviço atua ainda na investigação dos casos”, explica Marília Marchese. (Da redação com assessoria da CPI/ Foto: Diogo Xavier)

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