21 de jan. de 2010

Causa humanitária

PSDB apoiará reforço da tropa militar brasileira no Haiti

Integrantes da comissão representativa do Congresso Nacional, o senador Eduardo Azeredo (MG) e o deputado Eduardo Gomes (TO) afirmaram nesta quinta-feira (21) que o PSDB apoiará o envio de mais 900 militares ao Haiti para reforçar o contingente de soldados brasileiros em atuação no país caribenho.

Somar esforços - A Casa Civil enviará até amanhã à presidência do Senado o documento que autoriza o reforço do Exército e a formação de um quadro com mais 400 homens para ficarem de prontidão. Somados aos militares que já estão no país, o contingente brasileiro pode ser dobrado. Caberá a comissão representativa decidir sobre o pedido em sessão marcada para as 15h da próxima segunda-feira (25).

Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Azeredo espera que o esse reforço tenha apoio maciço do Congresso por se tratar de uma decisão de cunho humanitário. “Precisamos realmente somar esforços para ajudar um país que já vivia uma situação caótica por causa da guerra civil e agora vê sua situação agravada por conta do terremoto. O Brasil já vinha fazendo um bom trabalho lá e esse reforço é fundamental. O PSDB é claramente favorável a ele”, afirmou o tucano.

O senador acredita que o auxílio ao Haiti precisa ser prestado por todas as nações que tenham condições de fazê-lo. “É uma ação internacional que necessita do reforço de países como os Estados Unidos, que é uma nação rica e próxima do Haiti, e da França, que colonizou a ilha”, defendeu.

Para Eduardo Gomes, ao apoiar o envio dos militares o PSDB reforça sua responsabilidade em defender causas justas. O tucano considera a ação indispensável, assim como um planejamento de como deverão atuar os soldados brasileiros. “O reforço é necessário e vem precedido da necessidade de um planejamento e de uma ação articulada do Exército brasileiro por meio do Ministério da Defesa”, apontou.

Campanha fora de hora

PSDB, DEM e PPS vão à Justiça contra Lula e Dilma

Os partidos de oposição - PSDB, DEM e PPS - protocolaram nesta quinta-feira (21) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mais uma representação (veja íntegra abaixo) contra o presidente Lula e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, por propaganda eleitoral antecipada.

Violação da lei eleitoral - Desta vez, o presidente e a ministra descumpriram a lei durante inauguração de uma barragem na cidade de Jenipapo, em Minas Gerais, na última terça-feira (19). Em outubro do ano passado, os três partidos já haviam questionado na Justiça a viagem do presidente, acompanhado da ministra, às obras de transposição do rio São Francisco.

Durante o evento desta semana, o presidente Lula, ao lado da ministra, disse que vai precisar "pegar todas as obras que tem em Minas Gerais, que são muitas, inclusive de barragens, para que a gente possa inaugurá-las...". Na avaliação dos três partidos, o presidente deixou clara a intenção de aproveitar o período pré-eleitoral para promover a candidata do governo nas eleições deste ano.

Ainda segundo os partidos de oposição, as atitudes do presidente e da ministra violam o artigo 36 da Lei Eleitoral, uma vez que configuram propaganda extemporânea, ou seja, feita antes do prazo legal que fixa início do período eleitoral em 5 de julho.

Na ação apresentada à Justiça Eleitoral, PSDB, DEM e PPS argumentam que o discurso feito pelo presidente, considerado o contexto em que realizado o evento em tela, tinha como verdadeira intenção "a de explicitar que os eleitores brasileiros deveriam eleger a ministra Dilma Vana Rousseff para a Presidência da República, como garantia de perenização dos propalados avanços obtidos pela atual gestão".

Para os três partidos, a ilicitude das manifestações públicas de Lula e Dilma, sempre no tom de campanha eleitoral, justifica a "enérgica atuação" da Justiça Eleitoral. (Da redação com Agência Tucana)

Veja a íntegra da representação AQUI (em PDF)

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Experiência olímpica

Chineses explicam a brasileiros sistema de mobilidade urbana de Pequim

O deputado Vanderlei Macris (SP) e os integrantes da comitiva brasileira que estão na China para conhecer o sistema de Trens de Alta Velocidade do país se reuniram na quarta-feira (20) com o prefeito de Beijing (Pequim), Guo Jinlong. Também estavam no encontro técnicos do setor ferroviário e secretários municipais, entre eles o de Transportes, que mostrou em detalhes toda a preparação durante sete anos para receber os Jogos Olímpicos.

Repassar experiências - “O prefeito apresentou o grande investimento feito para receber o maior evento esportivo mundial, principalmente no que diz respeito à mobilidade urbana”, informou Macris. O parlamentar também ressaltou o interesse das autoridades chinesas em repassar suas experiências ao Brasil.

“Ele ressaltou ainda a maior facilidade que o trem bala trará em integrar o Rio de Janeiro com a maior cidade brasileira, oferecendo mais segurança, pontualidade e conforto para a sociedade, como foi feito em Pequim”, destacou, ao se referir à futura ligação com São Paulo.


A cidade tem nove linhas de metrô, 228 km de extensão e 147 estações. A previsão do governo chinês é de que até 2015 o metrô transporte cerca de 10 milhões de passageiros ao dia. A delegação brasileira também visitaram o Congresso Popular Nacional, onde foram recebidos por seus dirigentes, como Yin Zhongqing.

“Yin salientou que o investimento em ferrovia foi a locomotiva da economia chinesa e da superação da crise”, disse Macris. Segundo o deputado, o dirigente chinês acredita no aprofundamento das relações econômicas entre China e Brasil e salientou que o símbolo deste estreitamento será o TAV Brasil.

Os brasileiros também percorreram o trajeto de de Wuhan para Guangzhou a bordo de um trem bala que completou 1060 km em 3 horas. Este trem foi o último a ser inaugurado na China e no mundo. Em seguida, o grupo foi à Xangai visitar o Maglev, um trem de tecnologia de levitação magnética. "Há muitas obras ferroviárias a todo vapor em Xangai. A cidade tem empreendimentos em todo lado, algo impressionante”, concluiu Macris.

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Desafio nacional

Rogério Marinho aponta saídas para combater elevado desemprego entre jovens

A baixa qualidade do ensino, a falta da qualificação profissional e de políticas públicas na área social foram apontadas pelo deputado Rogério Marinho (RN) como razões para a elevada exclusão dos jovens brasileiros do mercado de trabalho. De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a ausência de investimentos nesse segmento da população provoca um quadro preocupante: dos 16 aos 20 anos, a taxa de desemprego passou de 7%, em 1987, para mais de 20%, em 2007.

Apagão de mão de obra - Na faixa dos 21 aos 29 anos, o desemprego mais que dobrou, passando de 5% para 11% no mesmo período. Em 2007, havia 4,8 milhões de jovens sem trabalho, 60,74% do total no país. O desemprego nesta faixa etária é três vezes maior que entre adultos.

De acordo com o tucano, faltam medidas para ajudar os jovens a ingressarem no mercado de trabalho. “Precisamos avançar mais nessa área. O Brasil, apesar das conquista da universalização de ensino, continua com muita dificuldade na questão da qualidade. O país não está preparando devidamente a juventude para enfrentar o mercado de trabalho, que cada vez mais pede capacitação”, alertou. O próprio estudo do Ipea avisa: as ações do governo para esse segmento da população não são coordenadas e as políticas públicas federais "carecem de marco referencial mais coeso acerca do conceito de juventude".

O estado de São Paulo é um exemplo do contraste entre a falta de ações do governo federal e a luta das gestões tucanas para combater esse grave problema social. Lá, o poder público atua para ampliar a oportunidade para milhares de jovens. Nas escolas técnicas, cerca de 140 mil alunos em 162 técnicas aprendem uma profissão e saem direto para o mercado de trabalho. De cada dez alunos dos 85 cursos oferecidos de graça, oito já saem com emprego garantido. Até 2010, o número de ETECs será ampliado para 200.

Cidadania

Projeto facilita identificação de cédulas por deficientes visuais

O senador Flávio Arns (PR) pretende tornar mais fácil a identificação de cédulas de dinheiro para portadores de deficiência visual. O tucano é autor de projeto de lei que pretende incluir elementos possibilitando essa identificação. A proposta prevê que a emissão das cédulas com essas características ocorra gradativamente no período de dez anos.

Mais segurança e independência - De acordo com o parlamentar, ao reconhecer por conta própria o dinheiro, o deficiente visual conseguirá atuar com mais segurança e independência na sociedade. Ao todo, mais de 2,5 milhões de brasileiros enfrentam sérios problemas de visão. Do total, cerca 700 mil são quase cegos e outros 150 mil nada enxergam.

“Atualmente impossibilitados de conferirem o valor em notas recebidas como troco, esses cidadãos necessitam do auxílio de outros para identificar e acomodar organizadamente as cédulas na carteira. Em alguns momentos essa necessidade os deixam sujeitos à má fé de pessoas desonestas, que se valendo de sua situação causam-lhes prejuízos e preocupações”, justificou Arns.

20 de jan. de 2010

Maus exemplos

Em nota, presidente do PSDB aponta mentiras de Dilma Rousseff

Leia abaixo a íntegra da nota à imprensa assinada pelo presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), na qual o tucano critica duramente o comportamento da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Segundo o documento divulgado nesta quarta-feira (20), "mentir, omitir, esconder-se, dissimular e transferir responsabilidades" são a base do discurso da petista, que é pré-candidata do PT à Presidência da República.

"Dilma Rousseff mente. Mentiu no passado sobre seu currículo e mente hoje sobre seus adversários. Usa a mentira como método. Aposta na desinformação do povo e abusa da boa fé do cidadão.

Mente sobre o PAC, mente sobre sua função. Não é gerente de um programa de governo e, sim, de uma embalagem publicitária que amarra no mesmo pacote obras municipais, estaduais, federais e privadas. Mente ao somar todos os recursos investidos por todas essas instâncias e apresentá-los como se fossem resultado da ação do governo federal.

Apropria-se do que não é seu e vangloria-se do que não faz.

Dissimulada, Dilma Rousseff assegurou à Dra. Ruth Cardoso que não tinha feito um dossiê sobre ela. Mentira! Um mês antes, em jantar com 30 empresários, informara que fazia, sim, um dossiê contra Ruth Cardoso.

Durante anos, mentiu sobre seu currículo. Apresentava-se como mestre e doutora pela Unicamp. Nunca foi nem uma coisa nem outra.

Além de mentir, Dilma Rousseff omite. Esconde que, em 32 meses, apenas 10% das obras listadas no PAC foram concluídas – a maioria tocada por estados e municípios. Cerca de 62% dessa lista fantasiosa do PAC – 7.715 projetos – ainda não saíram do papel.

Outra característica de Dilma Rousseff é transferir responsabilidades.

A culpa do desempenho medíocre é sempre dos outros: ora o bode expiatório da incompetência gerencial são as exigências ambientais, ora a fiscalização do Tribunal de Contas da União, ora o bagre da Amazônia, ora a perereca do Rio Grande do Sul.

Assume a obra alheia que dá certo e esconde sua autoria no que dá errado.

Dilma Rousseff se escondeu durante 21 horas após o apagão. Quando falou, a ex-ministra de Minas e Energia, chefe do PAC, promovida a gerente do governo, não sabia o que dizer, além de culpar a chuva e de explicar que blecaute não é apagão.

Até hoje, Dilma Rousseff também se recusou a falar sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos, com todas barbaridades incluídas nesse Decreto, que compromete a liberdade de imprensa, persegue as religiões, criminaliza quem é contra o aborto e liquida o direito de propriedade. Um programa do qual ela teve a responsabilidade final, na condição de ministra-chefe da Casa Civil.

Está claro, portanto, que mentir, omitir, esconder-se, dissimular e transferir responsabilidades são a base do discurso de Dilma Rousseff. Mas, ao contrário do que ela pensa, o Brasil não é um país de bobos.

Senador Sérgio Guerra
Presidente Nacional do PSDB
Brasília, 20 janeiro de 2010"

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Desrespeito à lei

PT faz terrorismo eleitoral diariamente com dinheiro público

O PT tenta repetir o terrorismo eleitoral que empregou em 2006 e desconhece o que é um partido democrático. A avaliação é do presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), para quem o comportamento adotado por petistas nos últimos dias, e agora pelo presidente daquele partido, é de total desrespeito à lei.

Em declaração divulgada nesta quarta-feira (20), Guerra volta a advertir que o partido do presidente Lula seguidamente têm desrespeitado a Lei Eleitoral, fazendo campanha com o dinheiro público diariamente.

Veja abaixo a íntegra:

" O PT é doutor em terrorismo eleitoral. Foi assim nas eleições de 2006, e vai se repetindo agora. Não respeitam a Lei Eleitoral, fazem campanha com dinheiro público todos os dias e desconhecem o funcionamento de um partido democrático.

Muito do que o governo chama de PAC não passa de pedras fundamentais para servir de palanque eleitoral.

O Brasil precisa de investimentos em infraestrutura desenvolvidos de acordo com a Lei, como os que o Congresso Nacional aprovou ao votar o Orçamento da União. Com cronogramas responsáveis e não apenas mera ficção.

Não vamos dar respaldo a obras irregulares,com graves problemas apontados pelo TCU e CGU ".

Senador Sérgio Guerra
Presidente Nacional do PSDB

Brasília, 20 de janeiro de 2009.

(Da Agência Tucana/ Foto: Ag. Senado)

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Mentira

João Almeida: é oportunismo e leviandade obter ganhos eleitorais com Luz Para Todos

O deputado João Almeida (BA) contestou, nesta terça-feira (19), o governador Jaques Wagner que elogiou a ministra Dilma Roussef “por ter criado o programa Luz Para Todos". De acordo com João Almeida, o programa de universalização da energia elétrica foi criado ainda no governo tucano sob o nome de Luz no Campo e a ministra Dilma "não teve nada a ver com a criação do programa", ressaltou.

O deputado afirmou que a entrevista do governador concedida no programa do apresentador Casemiro Neto, na TV Aratu (afiliada ao SBT), "peca pela mentira, além do oportunismo de fazer propaganda eleitoreira da ministra", criticou.

Verba sai do bolso do cidadão - João Almeida esclareceu que os recursos que permitem a continuidade e o sucesso do Luz Para Todos não saem do orçamento da União, mas do bolso de todo brasileiro. A verba que sustenta o programa é o percentual que cada cidadão paga a mais na sua conta mensal de luz.

“Há muita gente se beneficiando dos resultados eleitorais desse programa e mentindo sobre a sua autoria. Cada cidadão brasileiro que paga a taxa a sua conta, acima da taxa social, está pagando um pouquinho a mais para garantir o Programa Luz Para Todos, é isto o que diz a lei”, afirmou o tucano, eleito para liderar o partido na Câmara dos Deputados, em 2010.

De acordo com o parlamentar, não há como manipular o Luz Para Todos pois o programa segue uma lista de projetos escolhidos por meio de um computador. “Não há como este ou aquele político dizer que criou ou vai levar o programa para qualquer região do país. É uma afirmação pouco séria dos que assim procedem. O Luz Para Todos é um direito de todos os brasileiros, assegurado em lei”. (Com edição do Diário Tucano, da assessoria do parlamentar/Foto: Du Lacerda)